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Mahel: Ontem pedreiro nos EUA, hoje Mestre em Ciências Jurídicas
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O percurso de vida de Ivo Mahel é um verdadeiro testemunho de perseverança e determinação. Após 12 anos a vender discos nas ruas de Moçambique, enfrentando sol, chuva e frio e uma curta temporada nos Estados Unidos da America, onde tentava uma outra vida como pedreiro, Mahel alcançou um marco significativo na sua vida: tornou-se Doutor e Mestre em Ciências Jurídicas.
Numa publicação nas suas redes sociais, Mahel reflectiu sobre os desafios enfrentados e as críticas que recebeu durante a jornada. “Enquanto eu vendia os meus discos debaixo do sol, da chuva, do frio por 12 anos em Moçambique, no território nacional, eu sabia o que estava a fazer. E as más línguas, bocas que me chamavam na sua maioria de louco e outros adjetivos de horror não esperavam desta anos mais tarde”, escreveu Mahel.
Destacou que sua persistência e investimento em conhecimento foram cruciais para sua transformação. “Quando um homem honesto, trabalhador decide enfrentar o mundo e depois investe em conhecimento, é sem dúvida a maior resposta para servir aos mesmos que se riam naquele tempo pelo suposto louco que hoje é Doutor e mestre em ciências jurídicas puras.”
A gratidão e a força de vontade que marcaram sua trajetória também foram ressaltadas na sua mensagem. “Agradeço a minha coragem e força durante os 12 anos nas ruas, semáforos, bazares, fronteiras, shoppings, restaurantes, lounges e em cada empresa privada ou do estado, onde fui bem recebido e compraram os meus CDs porque eu estava garantindo esta roupa de marca que será a que mais vou precisar hoje e na minha reforma.”
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CCFM recebe concerto que junta Lindigo e Anna Sato
O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, acolhe esta quinta-feira, 28 de Maio, às 19h, na Sala Grande, um concerto que junta dois projectos musicais de forte identidade artística internacional: Lindigo, da Ilha da Reunião, e Anna Sato, do Japão.
O espectáculo propõe um encontro entre tradições musicais distintas, num diálogo artístico entre o maloya contemporâneo da Ilha da Reunião e a música tradicional da ilha de Amami, no Japão, criando uma experiência de partilha cultural no mesmo palco.
Liderado por Olivier Araste, o projecto Lindigo é uma das principais referências do maloya contemporâneo, destacando-se pela energia colectiva das suas actuações e pela intensidade rítmica das suas composições, profundamente ligadas às raízes culturais da Ilha da Reunião.
Já Anna Sato é reconhecida como uma das vozes mais expressivas da ilha de Amami, com um percurso que cruza a música tradicional japonesa, colaborações internacionais e projectos artísticos que exploram diferentes linguagens sonoras.
Em palco, os dois projectos apresentam um concerto especial construído a partir do encontro entre estas duas abordagens musicais, valorizando a identidade cultural e a expressão artística como elementos centrais da performance.
Após a apresentação em Maputo, o projecto seguirá para o festival MTN Bushfire, no Eswatini, um dos mais importantes festivais de música e artes da região.
O CCFM destaca a relevância cultural deste encontro e convida o público e os órgãos de comunicação social a acompanharem este momento especial.
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Hot Blaze: “Não existe música melhor que Luta Forte na história da música moçambicana”
O rapper e cantor moçambicano Hot Blaze afirmou, durante a sua participação no programa Impulso, da D Radio Cidade, que considera “Luta Forte” a melhor composição da história da música moçambicana.
O artista falava sobre o seu processo criativo, a escrita das suas músicas e o impacto que algumas músicas tiveram junto do público.
Segundo Hot Blaze, a experiência acumulada ao longo da carreira fez com que descobrisse o peso da sua escrita enquanto compositor.
“Eu descobri que a minha caneta é muito pesada. Em termos de composição, aqui em Moçambique, eu acho que sou número um”, afirmou.
O artista explicou que, apesar de o amor ser um tema recorrente nas suas músicas, o desafio está na forma diferente de contar histórias semelhantes.
“As histórias de amor são quase sempre as mesmas: superação, traição, saudade ou momentos felizes. O segredo está em como o artista consegue trazer isso de uma forma diferente.”
Durante a conversa, Hot Blaze destacou a influência do rap na sua maneira de compor, afirmando que levou a lógica das punchlines para músicas mais melódicas e românticas.
“No rap, para ganhares numa música, tens de ter punchline. Eu levei isso para a kizomba e para músicas de amor.”
Foi nesse momento que o músico fez uma das declarações mais fortes da entrevista, ao falar sobre o tema “Luta Forte”.
“Não existe uma composição melhor que ‘Luta Forte’ na história da música moçambicana. Estou a falar de letra, de composição. Aquilo foi extraordinário.”
O cantor revelou ainda que, inicialmente, “Luta Forte” não era uma das músicas em que mais apostava dentro do álbum, mas acabou surpreendido pela forma como o público recebeu o tema.
Hot Blaze negou também que a música tenha sido inspirada em algum casal específico ou em acontecimentos públicos da época, afirmando que qualquer semelhança foi apenas coincidência.
“Não tem nada a ver com ninguém. Foi apenas coincidência.”
O artista terminou reforçando que considera “Luta Forte” a maior composição da sua carreira, incluindo trabalhos lançados desde os tempos do grupo New Joint.
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O dia em que Tabasilly correu risco de morte no palco
O músico moçambicano Tabasilly é, sem dúvida, um dos nomes que mais se destacaram no início dos anos 2000, tendo conquistado grande sucesso com as suas composições que marcaram uma geração e continuam a ser lembradas pelo público até hoje.
Em entrevista ao podcast “Tu pra Tu”, o artista revelou um episódio marcante da sua carreira. Segundo contou, durante uma das suas atuações na Praça da Independência, em Maputo, interpretou as três músicas combinadas, incluindo o sucesso “Vovó Dele”.
No momento em que se preparava para deixar o palco, o público começou a exigir que voltasse a cantar, repetindo o pedido várias vezes.
A situação tornou-se tão intensa que o próprio artista sentiu que a sua segurança podia estar em risco, até que a organização do evento interveio e conseguiu retirá-lo do palco em segurança.