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Mahel: Ontem pedreiro nos EUA, hoje Mestre em Ciências Jurídicas

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O percurso de vida de Ivo Mahel é um verdadeiro testemunho de perseverança e determinação. Após 12 anos a vender discos nas ruas de Moçambique, enfrentando sol, chuva e frio e uma curta temporada nos Estados Unidos da America, onde tentava uma outra vida como pedreiro, Mahel alcançou um marco significativo na sua vida: tornou-se Doutor e Mestre em Ciências Jurídicas.

Numa publicação nas suas redes sociais, Mahel reflectiu sobre os desafios enfrentados e as críticas que recebeu durante a jornada. “Enquanto eu vendia os meus discos debaixo do sol, da chuva, do frio por 12 anos em Moçambique, no território nacional, eu sabia o que estava a fazer. E as más línguas, bocas que me chamavam na sua maioria de louco e outros adjetivos de horror não esperavam desta anos mais tarde”, escreveu Mahel.

Destacou que sua persistência e investimento em conhecimento foram cruciais para sua transformação. “Quando um homem honesto, trabalhador decide enfrentar o mundo e depois investe em conhecimento, é sem dúvida a maior resposta para servir aos mesmos que se riam naquele tempo pelo suposto louco que hoje é Doutor e mestre em ciências jurídicas puras.”

A gratidão e a força de vontade que marcaram sua trajetória também foram ressaltadas na sua mensagem. “Agradeço a minha coragem e força durante os 12 anos nas ruas, semáforos, bazares, fronteiras, shoppings, restaurantes, lounges e em cada empresa privada ou do estado, onde fui bem recebido e compraram os meus CDs porque eu estava garantindo esta roupa de marca que será a que mais vou precisar hoje e na minha reforma.”

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Concerto “Os Madalas” celebra memória e música de Hortêncio Langa

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O colectivo TP50 realiza, nos dias 19 e 20 de Março, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, o concerto “Os Madalas: Relembrando Hortêncio Langa”, um espectáculo dedicado a celebrar o legado artístico e humano do músico moçambicano. A iniciativa pretende revisitar memórias, canções e momentos de convivência que marcaram a trajectória do homenageado.

O espectáculo propõe recordar não apenas a música de Hortêncio Langa, mas também os encontros informais entre amigos, onde a guitarra e as vozes criavam espaços de partilha e reflexão. Esses momentos, muitas vezes espontâneos, ajudaram a fortalecer laços de amizade e a construir uma atmosfera artística marcada pela simplicidade e autenticidade.

De acordo com António Prista, membro do colectivo TP50, o concerto não é apenas um tributo nostálgico, mas também uma forma de reencontrar a essência de um artista cuja presença transformava qualquer ambiente num espaço de criação e diálogo. Segundo o músico, eram frequentes as tertúlias onde a guitarra circulava entre os presentes e a música se tornava um gesto colectivo de expressão cultural.

O espectáculo contará com a participação de vários músicos e amigos próximos do homenageado, entre eles Filimone Meigos, Tomás Vieira Mário, Marcelo Panguana, Stewart Sukuma, Joel Libombo e Eben Chonguiça.

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Nelson Tivane contraria Zebito e apela ao desfrute da vida enquanto se tem

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Nelson Tivane

“Gwala wa hi Nhakatsa”, faixa número 4 do mais recente álbum Lhamula, do compositor e músico moçambicano Nelson Tivane, acaba de ganhar o seu retrato visual com o lançamento do videoclipe oficial.

Na canção, Nelson Tivane apela ao desfrute do pouco dinheiro que se tem enquanto se pode, argumentando que amanhã poderá vir mais. Uma mensagem que surge em evidente contradição com a filosofia de Zebito, empresário moçambicano que ganhou destaque público ao aconselhar os jovens a “não comer com a boca”, uma metáfora para a necessidade de disciplina e o planeamento financeiro no uso dos recursos disponíveis.

O videoclipe, já disponível no YouTube, conta com direcção de Bill Boy, conceito e direcção criativa de Elgar Miles. Para reforçar a estética de abundância e luxo, Nelson Tivane aparece vestido com peças de marcas locais como a Xipixi e a Nkosi Wear.

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Ou 5 mil ou nada: Internautas sentem-se traídos pelo novo reality da STV

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A STV, em parceria com o Olhar Artístico, lançou recentemente o “Ou Tudo ou Nada”, um reality show que promete descobrir talentos promissores na área da comunicação.

No momento do lançamento, o ambiente era de entusiasmo, tudo parecia flores e perfume. Muitos jovens viram ali uma oportunidade única de entrar para o universo da televisão, alimentando o sonho de fazer parte da desejada STV. 

As expectativas eram altas e a esperança tomou conta das redes sociais e vários lares, mas contudo, como diz o velho ditado, nem tudo o que brilha é ouro.

Quando foi disponibilizado o link supostamente destinado aos termos e condições do concurso, os candidatos depararam-se apenas com um formulário de inscrição. Sem qualquer orientação prévia clara sobre os critérios ou exigências, iniciou-se uma verdadeira saga digital. 

Foi aí que se descobriu que a participação não se limitava apenas à realização de testes, ao preenchimento de vários campos com dados pessoais e ao envio de um vídeo de apresentação, algo já exigente, mas necessário num processo do género. 

Para completar a inscrição, era necessário efectuar o pagamento de 5.000 meticais, o valor acabou por transformar o que deveria ser um momento de alegria numa onda de contestação. 

A televisão é conhecida por produzir realitys que mudam vidas, e muitos jovens acreditaram que esta seria mais uma dessas oportunidades transformadoras. No entanto, a exigência financeira gerou críticas e levantou questionamentos sobre o acesso e a transparência do processo.

Desde então, a página oficial do canal tem sido alvo de ataques e comentários constantes por parte de internautas que se sentem surpreendidos, em alguns casos, desiludidos e enganados, apenas para gerar engajamento. 

O “Ou Tudo ou Nada” nasceu com a promessa de revelar talentos, mas sem os 5 mil ditam se há algo. 

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