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Livro de Mia Couto entre os 100 romances africanos mais notáveis de 2023

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Mia Couto,novo livro

O romance “O Bebedor de Horizontes”, de Mia Couto, assegurou seu lugar entre os 100 melhores romances em língua inglesa escritos por autores africanos em 2023, conforme seleccionado pela Brittle Paper, uma revista online especializada em literatura africana. O livro, o último volume da trilogia “As Areias do Imperador”, junta-se à lista de obras literárias notáveis neste prestigiado rol.

Publicada em Fevereiro deste ano pela editora norte-americana Farrar Strauss and Giroux, a versão em inglês de “Bebedor de Horizontes” continua a atrair atenção globalmente. A narrativa, conforme descrita pelo próprio Mia Couto, mergulha na tragédia pessoal de um homem subitamente submetido à deportação, experimentando um profundo sentimento de exílio e solidão, daí a metáfora de ser um ‘bebedor de horizontes’, já que sua paisagem se limita a um horizonte invariável em direção ao mar.

A significância da inclusão de Mia Couto nesta prestigiada lista ressoa profundamente em sua ilustre carreira. O autor, previamente honrado com prémios como o renomado Prémio Camões e o Prémio de Literatura José Craveirinha, continua a receber reconhecimento por suas contribuições literárias.

A Brittle Paper, responsável por essa selecção, é elogiada pelo New York Times como um palco global para a exposição de escritores africanos ao longo das últimas duas décadas. Dirigida pela académica nigeriana Ainehi Edoro, professora de literatura na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, a revista tem sido fundamental na promoção das vozes literárias africanas em todo o mundo.

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Crise financeira mata Festival Mafalala aos poucos

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A falta de financiamento inviabilizou a realização do Festival Mafalala em 2025, uma das mais importantes iniciativas culturais da cidade de Maputo.

De acordo com informações avançadas pelo Jornal Notícias, a escassez de fundos e as dificuldades na obtenção de patrocínios impediram a concretização do evento, que tradicionalmente decorre no mês de Novembro e celebra o património histórico, social e cultural do bairro da Mafalala.

O director do Museu Mafalala, Ivan Laranjeira, segundo escreve o Notícias, explicou que o festival depende maioritariamente de financiamentos externos, sobretudo internacionais, e que os valores disponíveis não foram suficientes para cobrir os custos necessários para a sua realização.

Segundo Laranjeira, por se tratar de uma actividade comunitária e sem fins lucrativos, torna-se cada vez mais difícil convencer potenciais financiadores, num contexto marcado pela crise económica e pela redução do apoio às iniciativas culturais.

Apesar do cancelamento em 2025, a organização mantém a esperança de retomar o festival em edições futuras, por considerar que o Mafalala desempenha um papel fundamental na valorização da cultura local, na promoção da identidade nacional e na criação de oportunidades para artistas e comunidades.

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“Para dar certo na internet é preciso não ter vergonha” – Maxh

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Maxh: A Arte de Encantar Audiências Através do Humor e Criatividade

O criador de conteúdos digitais Maxh reagiu recentemente a um vídeo do seu colega Sette Seves, no qual este abordava a importância da persistência no mundo digital, mesmo em situações em que o criador acaba por “passar vergonha”.

No vídeo, Seves citava o exemplo de Young Ricardo que, durante a passagem do streamer americano Speed, foi barrado pelos seguranças e não conseguiu interagir, destacando que o sucesso na internet muitas vezes surge depois de fases marcadas por muita vergonha.

Ao concordar com a linha de pensamento de Sette Seves, Maxh defendeu que, para quem deseja alcançar o sucesso na internet, é fundamental eliminar a palavra “vergonha” do vocabulário.

Segundo o criador de conteúdos, quando se deixa o medo de lado, o percurso torna-se mais firme e assertivo, o que aumenta significativamente as hipóteses de dar certo. Para Maxh, quem hoje é visto como alguém que “passa vergonha”, amanhã pode facilmente ser reconhecido como um verdadeiro visionário.

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Assa Matusse: Jornalistas precisam ler sobre os artistas antes das entrevistas

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A cantora moçambicana Assa Matusse recorreu às redes sociais para explicar os motivos do seu desconforto em participar em programas de televisão, depois de uma conversa privada trocada no Instagram, relacionada com a sua recente ida ao programa “Moçambique em Concerto”, da TV Sucesso, ter vindo a público.

Na troca de mensagens, a artista deixa claro que não se sente confortável com ambientes televisivos longos, marcados por espera excessiva e perguntas que considera desnecessárias.

Na mensagem, Assa afirma que não aprecia televisão, assume-se tímida e critica situações em que é obrigada a esperar muito tempo antes de entrar em estúdio, algo que, segundo ela, “suga toda a energia”. A cantora explica ainda que, por essas razões, costuma avisar da sua presença apenas na última hora.

O ponto mais sensível da sua declaração surge quando aponta uma falha recorrente no jornalismo de entretenimento nacional, defendendo que jornalistas e apresentadores devem ler e informar-se melhor sobre os artistas antes de os entrevistar, sublinhando que muitos profissionais não o fazem, o que contribui para entrevistas fracas e desconfortáveis.

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