Cultura
KINANI transforma Maputo na capital da dança africana
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Até o próximo domingo 26 de Novembro, Maputo se consagra como epicentro mundial da dança contemporânea, sediando a 10ª edição da Bienal KINANI e a Bienal de Dança Africana. Com a participação de mais de 200 profissionais de 15 países, incluindo talentos renomados como o coreógrafo Benjamin Millepied, a cidade recebem uma explosão de criatividade e movimento.
Eva Nguyen Binh, da presidência do Instituto Francês, segundo escreveu a RFI, enfatiza a importância desses encontros para a mobilidade e inspiração dos artistas, abrindo portas para novos diálogos e conexões entre culturas. “É uma oportunidade única para os criadores se inspirarem e se conectarem com outros horizontes”, destaca.
O evento, que encerra no domingo, oferece uma programação intensa com 32 espectáculos no Centro Cultural Franco Moçambicano. Além de promover a arte e a cultura moçambicana, essa bienal se estabelece como um espaço vital para a celebração e intercâmbio de expressões artísticas de todo o continente africano e além.
Mia Couto prepara lançamento do novo livro
O escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto, anunciou nesta semana o lançamento de mais uma obra literária. Trata-se de um livro de contos designado “Compêndio para Desenterrar Nuvens”.
O lançamento está previsto para Terça-feira, 28 de Novembro, às 18 horas, no Centro Cultural Moçambique-China, sob a chancela da Fundação Fernando Leite Couto.
Mia Couto é considerado um dos escritores mais importantes na literatura de Moçambique e no mundo, com suas obras traduzidas em vários idiomas como Inglês, espanhol, Francês, por Exemplo.
O escritor, é autor de várias obras literárias dentre eles, crônicas (O país do queixa andar, E se Obama fosse Africano), Romance (O Mapeador de Ausências, A confissão da Leioa), Contos (Cada Homem é Uma Raça, Na Berma de Nenhuma Estrada) e entre mais géneros literários.
Cultura
Mélio Tinga lança Névoa Na Sala em Portugal
Sob a chancela da The Poets and Dragons Society, o escritor Mélio Tinga lança a obra literária intitulada “Névoa na sala” nos dias 27, 28 de Maio e 01 de Junho nas cidades de Porto, Coimbra e Lisboa, respectivamente.
O autor convida-nos a reflectir sobre memórias, ódio e a normalização da violência. Mélio Tinga habituou-nos a ficção e desta vez leva-nos a uma estória de um homem que acaba acidentalmente nas trincheiras de uma guerra no Norte do País. Um morto o conduz a regressar. O pai espera-o à porta. Os fantasmas da guerra perseguem-no, no seu íntimo. Passa, por isso, parte da sua vida num hospital (imaginário) especializado em traumas e depressão, onde se apaixona por uma mulher que procura curar a dor de tentar conceber, poeta talentosa que, esconde um mistério debaixo da cama.
O romance é narrado a partir de três vozes diferentes que, atravessam a dor, o amor, a morte, o fantástico e a desilusão por um mundo imperfeito. Descrito pelo jornalista moçambicano Leonel Matusse como “… um espetáculo perturbador vivido em três actos.”
Vencedor do Prémio Mia Couto 2025 (melhor livro do ano) e Imprensa Nacional Casa da Moeda/ Eugénio de Lisboa 2020 e considerado uma das 100 Personalidades Negras Mais Influentes da Lusofonia pela Revista Bantumen, em 2024, o autor é um dos finalistas do Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil 2026.
Mélio Tinga pretende partilhar com o público a sua paixão pela literatura através de momentos memoráveis de afecto, onde o colectivo irá sobrepor o individualismo.
No Porto, o lançamento do livro Névoa na Sala está marcado para o dia 27 de Maio, às 18h na Biblioteca Almeida Garret. A apresentação da obra estará a cargo de Teresa Silveira – Professora Auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação e da Informação da FLUP e investigadora integrada do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória.
Em Coimbra, a sessão terá lugar no dia 28 de Maio, na Cena Lusófona, às 17h, a apresentação estará ao cargo de Catarina Martins, Professora Associada e Coordenadora da Secção de Estudos Germanísticos Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em Lisboa, Névoa na Sala será apresentado na Feira do Livro de Lisboa (FLL), no dia 31 de Maio, às 15h e no dia 4 de Junho está previsto um Book talk em que o autor estará na companhia de outros autores, nomeadamente António Cabrita, Teresa Noronha, Luís Cardoso, José Luiz Tavares.
Cultura
Grupo de Teatro M’bêu participa no Festival Internacional de Teatro e Artes em Angola
O Grupo de Teatro M’bêu integra o cartaz do Festival Internacional de Teatro e Artes (FITA), que decorre de 19 a 30 de Maio, em Angola. A companhia moçambicana leva ao palco de Elinga Teatro, em Luanda, as peças “As substitutas” (25) e “O monólogo da prostituta no manicómio” (30), ambas dirigidas pela encenadora moçambicana Isabel Jorge.
Organizado pelo Elinga Teatro, o FITA tem-se consolidado como um dos mais importantes espaços de promoção do teatro e das artes cénicas na região, reunindo artistas, grupos e instituições culturais de diferentes países. O festival promove o intercâmbio cultural, o fortalecimento de parcerias artísticas e o desenvolvimento das disciplinas ligadas às artes performativas, através de espectáculos, debates, formações e outras actividades integradas na programação.
A peça “As substitutas”, do título original Another One’s Bread, do dramaturgo sul-africano Mike Van Graan, estreou em Abril de 2025, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM). Trata-se de uma obra que acompanha a história de quatro mulheres que trabalham como profissionais de luto, prestando serviços relacionados com funerais e cerimónias fúnebres. Interpretada pelas actrizes Sabina Tembe, Xixel Langa, Josefina Vilanculo e Clarisse Dzimba, a peça assume o formato de uma comédia sombria que convida o público à reflexão sobre temas como desigualdades sociais, género, fome e sobrevivência.
Já “O monólogo da prostituta no manicómio”, baseado num texto original dos dramaturgos italianos Dario Fo e Franca Rame, retrata a história de uma mulher interrogada por uma médica e pela sua equipa. Ao longo do depoimento, são revelados episódios marcados pela violência de género e pelos traumas acumulados ao longo da sua vida. O espectáculo é interpretado pela actriz Yolanda Fumo e estreou em Abril de 2023, destacando-se pela intensidade dramática e pela abordagem socialmente crítica.
Sabe-se que Isabel Jorge Actriz é encenadora e produtora moçambicana, licenciada em Jornalismo pela Universidade Eduardo Mondlane e conta com mais de 30 anos de carreira nas artes cénicas. Iniciou o seu percurso artístico no grupo Mutumbelinha e integrou, em 1989, o Grupo de Teatro M’bêu, do qual é actualmente directora. Ao longo da sua trajectória, colaborou com o Grupo Mutumbela Gogo, participou em diversas produções teatrais nacionais e internacionais e facilitou workshops voltados para o desenvolvimento comunitário. Participou ainda, como actriz, em filmes, minisséries e radionovelas. Nos últimos anos, Isabel Jorge tem-se dedicado com maior intensidade à encenação, assinando trabalhos como “As substitutas”, “O monólogo da prostituta no manicómio” e “Sujo(s)”, de Milton Morales, uma produção realizada em São Paulo, Brasil, numa parceria entre o Grupo M’bêu e o Teatro da Ponte.
Aponte-se que a participação do Grupo M’bêu no FITA foi através da Associação Vemba, Artes e Mulher (AVAM) e conta com o apoio da WVL Aliadas.
Cultura
Sara Jona Laisse lança “Fronteiras Literárias” em Maputo
Lançamento do livro “Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos”
Terá lugar na próxima quinta-feira, dia 28 de Maio, às 17h45, na biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o lançamento do livro “Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos”, a mais recente obra da ensaísta e docente moçambicana Sara Jona Laisse. A apresentação oficial estará a cargo do Professor Cristiano Matsinhe.
Dividida em duas partes que totalizam 36 artigos distribuídos por mais de 200 páginas, a obra propõe um diálogo cru e sem tabus sobre a construção da identidade, os desafios das minorias e o papel da literatura na desconstrução de estigmas sociais.
Enquanto a primeira secção mergulha nas sinuosidades das relações humanas e nas ambiguidades do quotidiano, a segunda metade do volume actua como uma cartografia crítica, na qual a autora estabelece pontes intertextuais com grandes referências da literatura nacional, de Luís Bernardo Honwana a novos escritores contemporâneos.
De acordo com Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, este volume de ensaios da professora Jona Laisse “faz uma cirurgia às nossas convenções identitárias e rasga as costuras do cânone literário para nos devolver um Moçambique cru, urgente e despido de disfarces”.
“Entre Fronteiras Literárias e Outros Textos” sai pela estampa da Gala-Gala Edições e integra a colecção “Nossa gente, nossas línguas”.
SOBRE A AUTORA
Sara Jona Laisse é ensaísta no campo da literatura e da cultura moçambicana. Doutorada em Literaturas e Culturas em Língua Portuguesa pela Universidade Nova de Lisboa (2015), é docente na Universidade Católica de Moçambique. Colabora no jornal digital “7 Margens” e faz parte do conselho editorial de revistas científicas moçambicanas e internacionais. A sua obra foca especialmente a preocupação em relação às culturas moçambicanas e à raridade de discussão sobre elas.
É autora, entre vários títulos, de “Entre o Índico e o Atlântico: Ensaios Sobre Literatura e Outros Textos” (2013), “Entre Margens: Diálogo Intercultural e Outros Textos” (2020), “Moçambique, Margem Sul: Arte, Interculturalidade e Outros Textos” (2022) e “Moçambiquero-te: Literaturas, Culturas e Outros Textos” (2024).