Cultura
Khronic junta África e América na mesma linha de tempo
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O renomado rapper moçambicano Khronic, reconhecido por ser uma referência do movimento hip hop em português, acaba de lançar seu mais novo álbum de originais, intitulado “Linha do Tempo“. Composto por 13 faixas, o projecto é uma representação cronológica da trajectória humana, desde o momento de seu nascimento até a morte, contemplando também reflexões sobre o processo de desencarnação e evolução espiritual.
O álbum promete ser uma jornada única de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal por meio da música, com participações de importantes artistas do universo lusófono, incluindo Duas Caras, Hernâni da Silva, Mark Exodus, Mikas Cabral, Mundo Segundo, Fuse e Ga daLomba. Nos Estados Unidos, Khronic se aliou a nomes importantes da cultura hip hop como Masta Ace, M.O.P. e Outlawz.
A obra é baseada em diferentes ensinamentos e pesquisas, onde Khronic assume que há uma razão fundamental para a existência que é a reforma íntima e a transformação do carácter.
As colaborações internacionais fazem parte de uma estratégia criada com objectivo de celebrar a cultura que é transversal a todos os intervenientes. A produção do álbum foi assinada por Polegar Beatz, Hermetiko, Menfis_Segundo Piso, Edy Mc e pelo próprio Khronic.
O disco já está disponível em todas as plataformas de streaming e apresenta três faixas promocionais lançadas anteriormente: “Dar as Mãos” feat Mikas Cabral, “Zero Ego” feat Mundo Segundo & Fuse e “Espírito Livre II” feat Rage. O álbum é o primeiro volume do projeto “Linha do Tempo”, que terá um segundo volume em breve.
Cultura
Fauziya Fliege expõe “Persistent gifts” no Museu Limbo no Ghana
A artista plástica moçambicana Fauziya Fliege inaugurou, na última quinta-feira (30), a exposição ‘Persistent gifts’ (Dádivas persistentes, em português). Trata-se de uma mostra individual patente no famoso e recém espaço experimental de artes, Museu Limbo, localizado no Campus Legon, na Universidade de Ghana.
A exposição reúne um total de 20 obras que se articulam em torno da figura da mulher e do seu percurso gestacional, assumido aqui como eixo central da narrativa artística. Como é característico no seu trabalho, a artista constrói uma celebração sensível e afirmativa da maternidade, explorando o ser mãe nas suas múltiplas camadas e metamorfoses.
Através de telas em acrílico de diferentes dimensões, a artista mergulha na intimidade do universo feminino, revelando simultaneamente a sua força. As cores vivas, recorrentes na sua linguagem visual, evocam referências à africanidade, funcionando como símbolo de identidade, energia e poder que atravessam toda a exposição.
De acordo com a declaração curatorial da mostra, ‘Persistent gifts’ convida-nos a pensar sobre esta fase íntima e tardia com Fauziya Fliege: “o corte do cordão umbilical psicológico”. Pela primeira vez, descreve a nota, “Fliege coloca em diálogo dois estilos de pintura: obras abstractas, com traços longos e dançantes, que evocam as memórias fugazes da maternidade inicial, enquanto as suas peças figurativas captam a clareza da sua identidade presente, entrelaçada com a herança ganesa.”

Para a curadoria, o vasto conjunto de obras de Fliege traça o arco da maternidade – a concepção, o nascimento, o cuidado e esta súbita separação – e permite-nos percorrer o seu testemunho em primeira mão. “A exposição reflecte sobre as realidades íntimas e universais de tornar-se, ser e, por fim, libertar um filho para o mundo”, aponta-se no documento.
Para além de visitas regulares, estão programadas várias visitas guiadas que estruturam o percurso da exposição ao longo do mês de Maio, criando diferentes momentos de encontro entre o público e as obras. A primeira realiza-se no dia 8, marcando o arranque deste ciclo de mediação cultural. Seguem-se novas sessões nos dias 16 e 23, aprofundando o diálogo em torno da mostra. A fechar, a exposição ‘Persistent Gifts’ tem agendando a sua última visita guiada no dia 29 de Maio, véspera do encerramento oficial, previsto para o dia 30, oferecendo ao público uma derradeira oportunidade de experiência orientada e imersiva. De frisar que o Museu Limbo, ou Limbo Museum, em inglês, é uma nova instituição dedicada à arquitectura, arte e design, sediada no Ghana, África Ocidental. O museu desafia o conceito de ruína, funcionando a partir de um antigo complexo brutalista abandonado que, actualmente, transmite a imagem de um edifício inacabado. O projecto foi fundado pela Limbo Accra, uma prática de design espacial e investigação criada em 2018 por Dominique Petit-Frère e Emil Grip, dedicada a “desbloquear o potencial de edifícios inacabados em toda a África Ocidental e alé
Cultura
Xiquitsi abre temporada com clássicos e identidade moçambicana
A Temporada de Música Xiquitsi tem início esta quinta-feira, 7 de Maio, às 19h00, com um concerto de gala no Conselho Municipal de Maputo, marcando o arranque da primeira série de actuações na capital.
O espectáculo propõe um encontro entre a música clássica universal e a criação moçambicana, numa programação que valoriza tanto o repertório consagrado como a identidade musical do país.
O alinhamento inclui obras de compositores como Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach e Wolfgang Amadeus Mozart, a par de peças de autores moçambicanos como Hilário V. Manhiça e Humberto Tandane Júnior, numa fusão que reforça o diálogo entre diferentes épocas e culturas musicais.
A noite contará ainda com a participação do Quarteto Lopes-Graça, cuja presença acrescenta uma dimensão interpretativa e colaborativa ao concerto de abertura, prometendo um momento de elevado nível artístico.
Cultura
António Araújo Costa lança obra sobre segurança e comportamento humano
O escritor moçambicano António Araújo Costa lança, esta quinta-feira, às 17h30, na cidade de Maputo, o livro Cultura de Segurança, Neurociência e Comportamento Humano. A cerimónia terá lugar no auditório da Universidade Apolitécnica.
A apresentação da obra será conduzida por Custódio Fabião Zandamela e contará com comentários de Mateus Zimba, num evento que deverá reunir académicos, profissionais e estudantes ligados às áreas de segurança, gestão e comportamento humano.
Na obra, o autor propõe uma reflexão aprofundada sobre a cultura de segurança nas organizações, cruzando contributos da neurociência, psicologia e gestão. O livro defende que a segurança vai além do cumprimento de normas, resultando sobretudo de uma consciência colectiva baseada em valores como responsabilidade, ética e maturidade emocional.
António Araújo Costa é administrador da CERTIFICARE, licenciado em Gestão Financeira, mestre em Comportamento do Consumidor com enfoque em neurociência e actualmente doutorando em Psicologia, combinando experiência académica e prática na área de saúde e segurança no trabalho.