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Cultura

Jovem cria jogo infantil LEKITA para desenvolvimento saudável e seguro das crianças

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No seu compromisso e envolvimento na causa do bem-estar das crianças, a jovem moçambicana e Assistente de Protecção à Criança e Gestão de Casos, Djeci Sambane, de 22 anos de idade, natural da Manhiça (província de Maputo), criou o jogo designado Lekita, a ser lançado no dia 20 de Setembro.

Trata-se de um jogo composto por 20 cartões ilustrativos, cada um apresentando diferentes comportamentos. Com a ajuda do cuidador e educador, as crianças poderão identificar quais comportamentos são seguros e quais não são, garantindo assim uma elevada consciencialização sobre situações perigosas e como agir correctamente.

A criação do jogo teve início em Julho de 2024, motivada pela percepção da jovem sobre as dificuldades de comunicação das crianças com os pais ou educadores acerca de algumas questões, como toques em certas partes do corpo e conversas indesejadas com terceiros, o que resulta na falta de suporte necessário para reconhecer e reagir adequadamente a situações indesejadas.

“Como forma de ajudar as crianças, criei este projecto para permitir que, através do jogo e da brincadeira, as crianças se tornem mais conscientes, confiantes, saibam tomar decisões assertivas e lidar com as situações do dia-a-dia”, afirma Djeci Sambane.

O jogo Lekita insere-se no projecto com o mesmo nome, sob o lema: educar, proteger e educar brincando. A ambição da jovem é que, através deste, surjam mais iniciativas que promovam o bem-estar das crianças.

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Cultura

Arlindo Jossias Uamusse lança o seu segundo livro em Xai-Xai

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A cidade de Xai-Xai será palco, no próximo 6 de Agosto, do lançamento do livro “As Armadilhas do Segredo: Conversa da Alma”, a mais recente obra do escritor Arlindo Jossias Uamusse.

O evento terá lugar no Motel Concha, a partir das 16h00, e contará com a apresentação da escritora Deusa d’África.

Chancelado pela Mapeta Editora, o livro marca a segunda publicação de Arlindo Uamusse e insere-se no género da poesia. A obra convida os leitores a mergulhar nos labirintos da alma humana, explorando o peso dos segredos, das palavras não ditas, das verdades ocultas e das emoções reprimidas.

Através de metáforas marcantes e versos carregados de sensibilidade, o autor desafia o público a reflectir sobre os limites entre o silêncio que protege e aquele que nasce do medo.

Natural de Manjacaze, na província de Gaza, Arlindo Jossias Uamusse nasceu em 1988 e desenvolve uma actividade multifacetada. Além da escrita, é músico, professor da Escola Bíblica Dominical, conselheiro pastoral e activista social pelos direitos humanos, com especial enfoque nas áreas da saúde, protecção e legalidade para pessoas em situação de vulnerabilidade no distrito de Chókwè. É licenciado em Ensino de Inglês, com habilitação para o Ensino de Português, e integra o Clube do Livro de Gaza. Estreou-se na literatura em 2023, com a obra O Primogénito – Um Legado Além da Posição.

A apresentação da obra estará a cargo de Deusa d’África, pseudónimo da escritora, poeta e activista cultural Dércia Sara Feliciana. Também natural de Xai-Xai, é reconhecida pela sua produção literária ligada ao feminismo afro-moçambicano e à ecopoética. Coordena a Associação Cultural Xitende e é autora de diversas obras, entre as quais A Voz das Minhas Entranhas, Cães à Estrada e Poetas ao Morgue, Uma Onça na Cidade e Metamiserismo.

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Cultura

Hodi Swing Junior representa Moçambique na Suécia

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Hodi Swing Junior, uma das ramificações da Associação Cultural Hodi Maputo Afro Swing, encontra-se atualmente na Europa, onde realiza uma digressão artística pela Suécia, reforçando o compromisso da associação com a promoção e internacionalização da cultura moçambicana.

O ponto alto da digressão é a participação no Herräng Dance Camp (HDC), um dos maiores e mais prestigiados acampamentos de dança swing do mundo, que decorre na vila de Herräng, reunindo milhares de participantes e artistas de diferentes países.

Para além da participação no HDC, a Hodi Swing Junior tem agendadas diversas apresentações na cidade de Estocolmo, levando ao público o espetáculo “TSuntsu Wale Kaya”, uma produção que celebra a riqueza das danças, ritmos e expressões culturais de Moçambique.

O grupo chegou à Suécia no dia 4 de julho de 2026 e teve a honra de ser recebido na Embaixada da República de Moçambique na Suécia pelo Embaixador Francisco Neto António Novela, que manifestou o seu apoio à iniciativa e confirmou a sua presença no espetáculo de encerramento da digressão, marcado para o dia 17 de julho de 2026, no Dieselverkstaden – Sickla, em Estocolmo.

Esta é a quinta participação da Hodi Swing Junior em grandes eventos culturais na Europa, consolidando o seu percurso como uma das principais referências na divulgação da cultura moçambicana além-fronteiras.

A presença de artistas moçambicanos no Herräng Dance Camp representa uma oportunidade ímpar para promover a diversidade cultural de Moçambique, fortalecer o intercâmbio artístico internacional e contribuir para a massificação da prática das danças moçambicanas no mundo.

A Associação Cultural Hodi Maputo Afro Swing solicita aos órgãos de comunicação social a divulgação desta informação nos seus diferentes canais, contribuindo para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos jovens artistas moçambicanos e à promoção da cultura nacional no panorama internacional.

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Cultura

Musical “O Veredicto” levaCultura Moçambicana ao banco dos réus no dia 31 de Julho em Maputo

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A ZEP Estúdios realiza, no dia 31 de Julho, sexta-feira, às 18h00, no Centro Cultural Moçambique-China, em Maputo, “O Veredicto”, um musical criado e dirigido por Zé Pires. 

A produção transforma a Cultura Moçambicana na ré de um “julgamento” que pretende reflectir sobre o seu papel no desenvolvimento da música nacional, colocando em debate uma acusação provocadora: “A cultura moçambicana não contribui para o sucesso da música moçambicana.”

Mais do que um espectáculo, “O Veredicto” apresenta-se como um tribunal simbólico onde a cultura, a história e a identidade moçambicanas são confrontadas perante o público, que assume o papel de júri. Ao longo da narrativa, juízes, procuradores, advogados e testemunhas conduzem um julgamento que cruza teatro, música, dança, poesia e literatura para discutir a preservação do património cultural e a sua influência na construção da música moçambicana.

Em palco, artistas, ritmos, línguas, danças e costumes ganham voz para defender o legado cultural do país. Referências incontornáveis da música moçambicana, como João Domingos, surgem como testemunhas da riqueza e da capacidade de reinvenção da cultura nacional. O espectáculo recupera géneros tradicionais, momentos históricos e expressões culturais que marcaram diferentes gerações, defendendo que a cultura não é um património estático, mas uma força viva que continua a inspirar e a transformar a criação artística contemporânea.

Criado a partir de uma visão artística do conceituado músico Zé Pires, “O Veredicto” nasce do desejo de elevar o padrão das produções nacionais, oferecendo ao público uma experiência cénica, onde a interpretação, a música, a sonoplastia, a iluminação, os elementos visuais e a literatura dialogam para criar uma narrativa imersiva. 

Para além da componente artística, o musical integra um projecto mais amplo de formação de audiências em Moçambique. A iniciativa pretende demonstrar que produções culturais de elevada qualidade não devem permanecer acessíveis apenas a um público restrito. A ambição da produção é que, com maior interesse e apoio nacional, espectáculos de carácter educativo e promotores de valores de cidadania possam beneficiar de mecanismos de financiamento que permitam temporadas mais longas e bilhetes mais acessíveis.

A visão do projecto assenta na convicção de que a formação de públicos começa pelas crianças e pelos jovens, considerados essenciais para garantir o futuro das artes e consolidar uma cultura de valorização do teatro musical no país.

Assumindo o teatro musical como uma poderosa ferramenta de comunicação, “O Veredicto” procura transmitir mensagens sociais de forma firme, educativa e impactante, recorrendo à arte para estimular a reflexão sobre cidadania, memória, identidade e responsabilidade colectiva.

Mais do que assistir a um julgamento, o público será convidado a decidir uma questão que atravessa toda a narrativa: afinal, qual é o verdadeiro veredicto sobre a Cultura Moçambicana?

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