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Cultura

Jimmy Dludlu é nomeado embaixador da Resiliart Angola da UNESCO

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O músico moçambicano Jimmy Dludlu foi anunciado, no último sábado (2), como embaixador de boa vontade do ResiliArt Angola, uma iniciativa conjunta da UNESCO e das American Schools of Angola, que visa o empoderamento dos artistas e o reforço do seu papel no desenvolvimento social e cultural.

O acto foi presenciado pelo representante da UNESCO em Angola, Nicolau Bubuzi, e pelo director executivo do projecto, Marcos Agostinho, num momento que marcou não só o reconhecimento do percurso artístico de Dludlu, mas também o reforço do compromisso com a valorização das indústrias criativas no continente.

Durante a cerimónia, o músico moçambicano foi igualmente agraciado com um certificado oficial que formaliza a sua nomeação como embaixador de boa vontade do projecto. O documento contém o “Busto de Jimmy Dludlu”, uma arte com a imagem do artista, da autoria de Danick Bumba, de técnica mista, com dimensões 100cm X 110cm. Trata-se de uma obra produzida no âmbito da Cultura da Paz, alusivo ao Dia Internacional do Jazz, celebrado anualmente a 30 de Abril.

Esta nomeação simboliza o reconhecimento institucional do seu contributo artístico e da sua influência no panorama cultural africano, funcionando também como um marco representativo da confiança depositada na sua capacidade de inspirar, mobilizar e representar os valores defendidos pelo ResiliArt Angola.

A nomeação acontece no contexto da presença do músico em Angola, onde foi distinguido com o Prémio Excelência em Música Jazz Africana pela African Award Leaders Excellence no Epic Sana (28/04) e participou de um concerto “Jazz e Semba: Peças para Paz”, ao lado de artistas como Filipe Mukenga, Conjunto Angola 70 e o brasileiro Rallie, no Shopping Fortaleza (02/05).
Esta passagem por Angola reforça a sua posição enquanto uma das vozes mais consistentes da música africana contemporânea, com uma carreira que se destaca pela promoção da identidade cultural e pela construção de pontes entre diferentes realidades artísticas.

Mais do que um título simbólico, o papel de embaixador de boa vontade no âmbito do ResiliArt Angola traz consigo uma dimensão prática e estratégica. A iniciativa procura criar melhores condições para os artistas, promovendo diálogo, capacitação e maior visibilidade, numa altura em que o sector cultural africano enfrenta desafios estruturais, mas também vive um momento de afirmação e reinvenção.

Ao assumir esta responsabilidade, Jimmy Dludlu posiciona-se como uma referência para a nova geração de criadores, contribuindo para uma visão mais integrada e sustentável da cultura no continente. A sua ligação a este projecto reforça ainda a importância da cooperação entre países africanos, como Moçambique e Angola, que partilham histórias, influências e um potencial criativo significativo.

Com um percurso iniciado ainda na adolescência, Jimmy Dludlu construiu uma carreira sólida no universo do jazz africano, afirmando-se como guitarrista, compositor e professor de música. Ao longo de décadas, trabalhou com algumas das maiores referências do continente e da diáspora, participou em festivais internacionais e lançou vários álbuns aclamados, muitos deles premiados nos South African Music Awards (SAMA). A sua discografia, marcada por uma fusão entre o jazz e sonoridades africanas, já ultrapassou centenas de milhares de cópias vendidas, consolidando o seu nome como uma das figuras mais influentes da música africana contemporânea

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Cultura

Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola

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O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.

No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.

Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.

A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.

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Cultura

Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos

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Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.

A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.

Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.

Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.

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Cultura

Mia Couto representa Moçambique no Festival Literário Sopot, na Polónia

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Mia Couto recebeu o título de honoris Causa no Brasil

O escritor moçambicano Mia Couto é um dos representantes dos países de língua portuguesa na 15.ª edição do Festival Literário Sopot, que decorre de 20 a 23 de Agosto, na cidade de Sopot, na Polónia.

Através de videoconferência, o autor moçambicano junta-se a outros nomes de destaque da literatura em língua portuguesa, entre os quais os portugueses Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, bem como os brasileiros Itamar Vieira Júnior, Michel Laub e Paulo Scott.

Ao longo de quatro dias, o Literacki Sopot, que celebra este ano 15 anos de existência, apresenta uma programação dedicada às diferentes vozes, geografias e expressões culturais do universo lusófono. O programa inclui encontros com escritores, debates, oficinas, projecções de filmes, leituras performativas, feira do livro e actividades dirigidas a crianças e jovens.

As participações dos convidados de língua portuguesa estão inseridas na rubrica “A Língua da Saudade”, que procura aproximar o público polaco das várias manifestações literárias e culturais dos países lusófonos.

Um dos destaques do programa é o debate dedicado à escritora brasileira Clarice Lispector, intitulado “A Paixão Segundo Clarice. A Escrita de Mulheres no Espaço da Língua Portuguesa”, que vai reflectir sobre possíveis pontos de ligação entre as escritoras de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa.

O festival contará ainda com um pavilhão dedicado às publicações lusófonas editadas na Polónia, com a participação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas responsáveis pela tradução e publicação de obras de autores de língua portuguesa.

A presença de Mia Couto no Festival Literário Sopot volta a colocar a literatura moçambicana num espaço internacional de diálogo e divulgação cultural, levando a voz do país a um dos mais importantes encontros literários dedicados, este ano, ao universo da língua portuguesa.

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