Cultura
“Hoya Hoya” de Mingas faz parte da novela “A Nobreza do Amor” da Globo
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A música “Hoya Hoya”, da cantora moçambicana Mingas, com recriação de Lenna Bahule, passou a integrar a banda sonora da novela brasileira “A Nobreza do Amor”, produzida e exibida pela TV Globo.
A novela retrata o reino fictício de Batanga e acompanha uma história marcada por lutas de poder, dinastias e profecias. No meio da produção, a presença da música moçambicana destaca-se como um dos elementos culturais que cruzam fronteiras e ganham projeção internacional.
A composição original de Mingas foi concebida como uma celebração de conquistas e superação pessoal e colectiva, sendo agora reinterpretada numa versão que mantém a sua essência, mas adaptada ao contexto da produção televisiva brasileira.
A artista moçambicana destaca que a inclusão da obra numa produção de alcance internacional representa o reconhecimento da música feita em Moçambique e da sua capacidade de diálogo com outras culturas.
Cultura
Michael Nivorocha estreia-se na poesia com “A Viagem na Imaginação”
A cidade de Nampula acolhe está quarta-feira, 30 de Abril, às 18h30, o lançamento, da obra de estreia do escritor Michael Nivorocha, no ruby- casa de hóspedes backpacker.
De gênero poético o livro promete levar leitores numa travessia pelos universais da memória, dos sonhos e da Identidade. Embora seja a primeira obra do autor a obra já desperta curiosidade no meio cultural moçambicano pela sua proposta lírica intimista.
Refira-se O lançamento acontece num momento em que Nampula tem ganhado destaque por iniciativas culturais independentes.
Cultura
Camões acolhe lançamento de “Uma Pele Secreta”, de Suzana Machamale
O Camões – Centro Cultural Português será palco do lançamento do livro “Uma Pele Secreta”, da escritora Suzana Machamale, no próximo dia 30 de abril, às 17h30. A obra é publicada sob a chancela da Editora Kulera.
“Uma Pele Secreta” conta a história de Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente ligados, apesar das suas diferenças marcantes.
Há cerca de três anos, um acontecimento abalou o mundo de Hadrian, deixando-o emocionalmente fragilizado. Ludwig, ainda que por vezes sem tacto, tenta ajudá-lo a reerguer-se mas sem sucesso.
A narrativa mergulha em temas como laços familiares, dor, resiliência e os limites do amor entre irmãos.
Suzana Machamale nasceu a 24 de agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia e encontrou na escrita o seu principal meio de expressão.
Estreou-se na literatura com “As Raízes do Rei”, o primeiro volume da tetralogia “Príncipes Sangrentos”.
Cultura
O dia em que Samora negou a devolução do Gungunhana
Gungunhana foi o último rei do Império de Gaza, em Moçambique. Destacou-se pela liderança em várias batalhas contra as forças coloniais portuguesas, tendo, porém, sido capturado em 1895.
Capturado e exilado
Após a sua captura, juntamente com a sua família, foi exilado para os Açores (Portugal), onde permaneceu até à sua morte, em 1906.

O regresso à terra natal
Em 1983, quase 10 anos após a independência, Samora Machel visitou Portugal e tinha um pedido especial: a devolução dos restos mortais de Gungunhana, o último rei de Gaza.
“Foi uma tentativa, primeiro, de se reconciliarem enquanto Estados e enquanto nações, de procurarem esquecer o passado”, afirmou Ungulani Ba Ka Khossa, escritor moçambicano.
Expectativa vs. realidade
Quando chegou a Portugal, Samora encontrou uma urna muito pequena, até porque era mais a questão simbólica da terra onde Gungunhana havia sido sepultado.
Pequena para a dimensão de um rei
Samora Machel “rejeitou” a urna. O que ele queria era um caixão que expressasse a dimensão de Gungunhana perante o povo moçambicano.
Quase dois anos depois, Samora Machel regressou a Portugal para receber a urna que levaria os restos mortais de Gungunhana de volta a Moçambique.
Urna digna de um rei
No regresso a Maputo, a urna desfilou por várias ruas da cidade, perante a multidão, até à sua última morada: a Fortaleza de Maputo.
A última morada
A urna pesa 225 kg, esculpida por Paulo Comé sob a direcção de Malangatana Ngwenya, artista plástico moçambicano, e tem José Freire como arquitecto da obra.

Fonte: Quando Portugal Raptou um Rei