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Hot Blaze: “Não existe música melhor que Luta Forte na história da música moçambicana”

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Hot Blaze

O rapper e cantor moçambicano Hot Blaze afirmou, durante a sua participação no programa Impulso, da D Radio Cidade, que considera “Luta Forte” a melhor composição da história da música moçambicana.

O artista falava sobre o seu processo criativo, a escrita das suas músicas e o impacto que algumas músicas tiveram junto do público.

Segundo Hot Blaze, a experiência acumulada ao longo da carreira fez com que descobrisse o peso da sua escrita enquanto compositor.

“Eu descobri que a minha caneta é muito pesada. Em termos de composição, aqui em Moçambique, eu acho que sou número um”, afirmou.

O artista explicou que, apesar de o amor ser um tema recorrente nas suas músicas, o desafio está na forma diferente de contar histórias semelhantes.

“As histórias de amor são quase sempre as mesmas: superação, traição, saudade ou momentos felizes. O segredo está em como o artista consegue trazer isso de uma forma diferente.”

Durante a conversa, Hot Blaze destacou a influência do rap na sua maneira de compor, afirmando que levou a lógica das punchlines para músicas mais melódicas e românticas.

“No rap, para ganhares numa música, tens de ter punchline. Eu levei isso para a kizomba e para músicas de amor.”

Foi nesse momento que o músico fez uma das declarações mais fortes da entrevista, ao falar sobre o tema “Luta Forte”.

“Não existe uma composição melhor que ‘Luta Forte’ na história da música moçambicana. Estou a falar de letra, de composição. Aquilo foi extraordinário.”

O cantor revelou ainda que, inicialmente, “Luta Forte” não era uma das músicas em que mais apostava dentro do álbum, mas acabou surpreendido pela forma como o público recebeu o tema.

Hot Blaze negou também que a música tenha sido inspirada em algum casal específico ou em acontecimentos públicos da época, afirmando que qualquer semelhança foi apenas coincidência.

“Não tem nada a ver com ninguém. Foi apenas coincidência.”

O artista terminou reforçando que considera “Luta Forte” a maior composição da sua carreira, incluindo trabalhos lançados desde os tempos do grupo New Joint.

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Twenty Fingers entre os melhores músicos de Moçambique

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O músico moçambicano Twenty Fingers está entre os finalistas da categoria de Melhor Artista Masculino nos MyMuze Awards, iniciativa promovida pela plataforma de entretenimento da Vodacom Moçambique.

O reconhecimento volta a colocar o artista entre os nomes mais influentes da música nacional, numa altura em que continua a conquistar espaço dentro e fora do país com os seus sucessos.

Conhecido pela sua versatilidade e forte presença nas plataformas digitais, Twenty Fingers tem vindo a afirmar-se como uma das principais referências da música moçambicana contemporânea.

Na mesma categoria concorrem ainda os artistas Cleyton David, Az Khinera, Mr Bow e Hernâni, nomes que também têm marcado o panorama musical moçambicano nos últimos anos. Os prémios celebram os artistas e conteúdos mais consumidos na plataforma MyMuze ao longo do último ano.

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TP50 regressa ao palco com “Gala Gala Matreco”

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O colectivo TP50 volta a apresentar, amanhã, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na cidade de Maputo, o espectáculo musical “Gala Gala Matreco”, com duas sessões marcadas para as 10h30 e 15h00.

Inspirada na obra “Os Saltimbancos”, de Chico Buarque, a peça conta com texto de Mia Couto e direcção musical de Sérgio Castanheira e Cheny Wa Gune. O espectáculo traz de volta personagens já conhecidas do público, como o Burro, o Cão, a Galinha e a Gata, agora acompanhadas pela nova personagem Gala-Gala Matreco.

A peça promete entreter crianças e adultos através da música, dança e teatro, transmitindo mensagens de esperança e valorizando a cultura moçambicana. Nesta reposição, o TP50 e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, em parceria com o Museu Mafalala, vão oferecer centenas de bilhetes a crianças do bairro da Mafalala, reforçando o acesso à cultura e à inclusão social através das artes.

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Radjha Aly encanta multidão do Bushfire com música moçambicana

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O anfiteatro do Festival Bushfire revelou-se pequeno para acolher a multidão que acorreu à actuação do músico moçambicano Radjha Aly, um dos grandes destaques da 19.ª edição do festival, em Eswatini.

Com uma performance vibrante e carregada de energia, o artista conquistou públicos de várias nacionalidades ao levar ao palco ritmos tradicionais do Norte e Centro de Moçambique, como Utse, Mapiko e Chacacha, numa celebração da riqueza cultural moçambicana.

Durante o espectáculo, Radjha Aly apresentou igualmente temas do seu primeiro álbum de originais, “Ninee”, lançado recentemente. Em entrevista à Rádio Moçambique, o músico destacou que a presença de artistas nacionais no Bushfire representa uma oportunidade para projectar a cultura moçambicana além-fronteiras, defendendo que o país possui uma identidade cultural forte e capaz de competir nos maiores palcos do mundo.

O artista aproveitou ainda a ocasião para apelar aos empresários moçambicanos a investirem mais na cultura e nos músicos nacionais, considerando esse apoio essencial para o fortalecimento da indústria criativa e para a criação de condições que permitam ao país acolher festivais de dimensão internacional.

Com uma actuação memorável e forte interacção com o público, Radjha Aly deixou a sua marca no Bushfire 2026, cuja próxima edição já foi anunciada para os dias 28, 29 e 30 de Maio de 2027, ano em que o festival celebrará 20 anos.

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