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Franco-moçambicano une-se ao Millennium Bim para fortalecer a cultura
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O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) anunciou através de suas redes sociais a assinatura de uma nova parceria com o Millennium bim na manhã desta quarta-feira, 10 de julho.
O acordo visa fortalecer a promoção e divulgação da cultura moçambicana, financiando a produção de cinco exposições anuais e apoiando a continuidade das actividades culturais gratuitas para crianças, realizadas todos os sábados no CCFM.
Durante a conferência de imprensa, o diretor do CCFM, Vincent Frontczyk, destacou a missão contínua do centro em apoiar os artistas moçambicanos e garantir que o espaço seja inclusivo e acolhedor para todos.
“A parceria com o Millennium bim é um passo importante para continuarmos a promover a riqueza cultural de Moçambique e oferecer oportunidades para que as crianças se envolvam e aprendam sobre sua herança cultural”,
Vincent Frontczyk diretor do CCFM
Por sua vez, Moisés Jorge, Presidente do Conselho de Administração do Millennium bim, enfatizou a importância do apoio à cultura como uma forma de afirmar a identidade nacional e promover o desenvolvimento cultural do país.
“Apoiar a cultura é contribuir para a afirmação da nossa identidade e para o desenvolvimento cultural do país. Estamos muito felizes com esta parceria e acreditamos que ela contribuirá significativamente para o enriquecimento cultural de Moçambique,”
Moisés Jorge – PCA DO Millennium bim
A parceria reforça o compromisso do Millennium bim com o desenvolvimento das artes e cultura moçambicanas, um dos pilares fundamentais do seu programa de Responsabilidade Social.
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Jovem português cria marca inspirada na capulana moçambicana
Uma viagem a Maputo despertou no jovem português Duarte Silva o interesse pela capulana, tecido tradicional usado em Moçambique.
O primeiro contacto aconteceu quando tinha apenas 15 anos, durante visitas a mercados da capital, onde observou mulheres a utilizarem o pano colorido no dia-a-dia, muitas vezes para transportar os filhos.
A curiosidade levou-o a pesquisar mais sobre o significado cultural da capulana, que também é usada em cerimónias e momentos importantes da vida comunitária.
Dessa experiência nasceu a Capubag, marca criada pelo jovem que combina design minimalista com a estética da capulana.
O projecto começou como um trabalho escolar, quando Duarte foi desafiado a conceber sacos ecológicos, mas acabou por evoluir para uma linha de produtos que inclui camisas, lenços e outros acessórios. Todos os tecidos utilizados nas peças são adquiridos em Moçambique, através de um fornecedor localizado em Maputo, garantindo autenticidade aos produtos.
A produção das peças é feita em pequenas quantidades, numa fábrica familiar em Portugal, com atenção ao detalhe e a princípios de produção ética. Desde 2022, a Capubag já enviou várias encomendas e tem nas camisas, totalmente feitas com capulana, o seu produto mais procurado. Para os próximos anos, Duarte pretende expandir o catálogo da marca e reforçar a presença no mercado português, mantendo a ligação cultural com Moçambique que inspirou a criação do projecto.
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Ivan Mazuze nomeado membro do Comité de Direcção da Cultura da Noruega
O saxofonista moçambicano radicado na Noruega, Ivan Mazuze, foi nomeado pela terceira vez consecutiva membro do Comité da Direcção Norueguesa de Cultura responsável pela linha de apoio destinada a organizadores de concertos e festivais naquele país europeu.
A recondução do músico, compositor e gestor cultural reforça a confiança das autoridades culturais norueguesas no seu trabalho e reconhece o seu contributo contínuo para um ecossistema musical mais diversificado, representativo e sustentável.
No âmbito das suas funções, Mazuze integrará o grupo de especialistas responsável por realizar avaliações artístico-culturais de projectos submetidos por organizadores de concertos e festivais em toda a Noruega.
O comité analisa candidaturas com vista a fortalecer produções profissionais, incentivar o desenvolvimento de público e contribuir para a elevação da qualidade artística no sector das artes performativas.
Citado em nota, o músico manifestou gratidão pela confiança depositada no seu trabalho, afirmando estar motivado para continuar a apoiar iniciativas que criam espaços de encontro entre artistas e público.
Ao longo dos últimos anos, Ivan Mazuze tem-se destacado no panorama cultural norueguês não apenas como músico, mas também como consultor cultural e desenvolvedor de programas, sendo reconhecido pelo enfoque na competência intercultural, qualidade artística e práticas inclusivas de envolvimento do público.
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Concerto “Os Madalas” celebra memória e música de Hortêncio Langa
O colectivo TP50 realiza, nos dias 19 e 20 de Março, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo, o concerto “Os Madalas: Relembrando Hortêncio Langa”, um espectáculo dedicado a celebrar o legado artístico e humano do músico moçambicano. A iniciativa pretende revisitar memórias, canções e momentos de convivência que marcaram a trajectória do homenageado.
O espectáculo propõe recordar não apenas a música de Hortêncio Langa, mas também os encontros informais entre amigos, onde a guitarra e as vozes criavam espaços de partilha e reflexão. Esses momentos, muitas vezes espontâneos, ajudaram a fortalecer laços de amizade e a construir uma atmosfera artística marcada pela simplicidade e autenticidade.
De acordo com António Prista, membro do colectivo TP50, o concerto não é apenas um tributo nostálgico, mas também uma forma de reencontrar a essência de um artista cuja presença transformava qualquer ambiente num espaço de criação e diálogo. Segundo o músico, eram frequentes as tertúlias onde a guitarra circulava entre os presentes e a música se tornava um gesto colectivo de expressão cultural.
O espectáculo contará com a participação de vários músicos e amigos próximos do homenageado, entre eles Filimone Meigos, Tomás Vieira Mário, Marcelo Panguana, Stewart Sukuma, Joel Libombo e Eben Chonguiça.