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Franco-moçambicano une-se ao Millennium Bim para fortalecer a cultura

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O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) anunciou através de suas redes sociais a assinatura de uma nova parceria com o Millennium bim na manhã desta quarta-feira, 10 de julho. 

O acordo visa fortalecer a promoção e divulgação da cultura moçambicana, financiando a produção de cinco exposições anuais e apoiando a continuidade das actividades culturais gratuitas para crianças, realizadas todos os sábados no CCFM.

Durante a conferência de imprensa, o diretor do CCFM, Vincent Frontczyk, destacou a missão contínua do centro em apoiar os artistas moçambicanos e garantir que o espaço seja inclusivo e acolhedor para todos. 

“A parceria com o Millennium bim é um passo importante para continuarmos a promover a riqueza cultural de Moçambique e oferecer oportunidades para que as crianças se envolvam e aprendam sobre sua herança cultural”,

Vincent Frontczyk diretor do CCFM

Por sua vez, Moisés Jorge, Presidente do Conselho de Administração do Millennium bim, enfatizou a importância do apoio à cultura como uma forma de afirmar a identidade nacional e promover o desenvolvimento cultural do país.

 “Apoiar a cultura é contribuir para a afirmação da nossa identidade e para o desenvolvimento cultural do país. Estamos muito felizes com esta parceria e acreditamos que ela contribuirá significativamente para o enriquecimento cultural de Moçambique,”  

Moisés Jorge – PCA DO Millennium bim

A parceria reforça o compromisso do Millennium bim com o desenvolvimento das artes e cultura moçambicanas, um dos pilares fundamentais do seu programa de Responsabilidade Social.

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Silke celebra 10 anos do 16 Neto com “Show Acústico”

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No âmbito das celebrações dos 10 anos de existência, 16NetO apresenta, hoje, dia 25 de Março, às 19h, o “Show Acústico”, com Silke, que celebra igualmente uma década em palco.

Encerrando a programação do mês de Março, este espectáculo propõe um formato íntimo e envolvente, aproximando o público da essência musical da artista. Num ambiente acolhedor, Silke convida os espectadores a uma experiência sensível e directa, onde a voz, os instrumentos e as emoções ganham destaque, sem artifícios.

O concerto integra a agenda comemorativa dos 10 anos do 16NetO, espaço que ao longo da última década se tem afirmado como uma plataforma de promoção e difusão das artes em Maputo, acolhendo diversas expressões culturais e artistas emergentes e consagrados.

Silke encontra-se com a música bem cedo, influenciada pelo pai, coleccionador de CDs. Antes de cantar, desenhava e sonhava ser artista plástica ou arquitecta. A voz revelou-se por acaso, ainda na adolescência, tornando-se rapidamente o centro da sua prática artística.

Iniciou gravações em estúdio em 2010 e integrou várias editoras entre 2011 e 2015, antes de seguir como artista independente. Em 2017, foi seleccionada para o Top 4 do Battle of the Bands do Afro Punk Festival, em Joanesburgo, reconhecimento que consolidou a sua presença no panorama musical.

Em 2018, criou ELEVEN e, em 2020, colaborou com o multiartista italiano Lucio Cavallari no projecto ILHA, desenvolvido durante a pandemia. A partir desse período de introspecção, adoptou o nome artístico Silke, reafirmando a sua identidade criativa.

Expandiu a sua prática para o teatro, estreando-se em Molhar na Chuva com os Corvos e integrando o musical New Kids, apresentado no Festival Maputo Fast Forward. Em 2023, lançou Nonchalant, criado com Tiago Correia-Paulo no âmbito da Cooperativa Musical, investigando temas ligados ao silêncio e à apatia.

Actualmente, Silke constrói uma obra que atravessa música, performance e experimentação, marcada por sensibilidade, rigor e procura interior.

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Eliana N’Zualo lança Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas no CCFM 

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Eliana Nzualo

A contadora de histórias moçambicana Eliana N’Zualo, Artista Associada do Centro Cultural  Franco-Moçambicano (CCFM) em 2026, apresenta a edição moçambicana do seu livro Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas, chancelada pela Ethale Publishing, na  Quinta-feira, 26 de Março, às 18h, no Restaurante Palato, no CCFM.

A obra reúne cartas  poéticas e performativas que dão voz a mulheres que desafiam normas sobre corpo, desejo,  sexualidade e comportamento feminino, convidando à reflexão sobre liberdade, identidade  e experiências de mulheres africanas. 

O lançamento contará com a apresentação da Profa. Doutora Teresa Manjate e leitura de  poemas pela própria autora, oferecendo ao público a experiência directa do caráter íntimo  e performativo da obra. 

Como Artista Associada do CCFM, Eliana N’Zualo desenvolve o seu trabalho com apoio do  programa, que oferece recursos, orientação e visibilidade aos artistas moçambicanos,  promovendo a criação e a internacionalização das suas obras. 

A estreia em Maputo marca o início da circulação do livro pelo país, estando previstas  apresentações noutras províncias, ampliando o alcance desta obra singular. 

Complementando o lançamento, a obra será também levada ao palco numa interpretação  cénica, marcada para o dia 2 de Abril, às 18h30, no Auditório do CCFM. A apresentação  explora o corpo feminino através do movimento e ritmo, interpretando-o como um poema — meio pelo qual vivenciamos o amor, experiências, vitórias, alegrias e memórias que nele se  acumulam. A interpretação, com direcção musical de Pizza with Pineapples, contará com a  participação de Carol Matosse (percussão e voz) e Marcia Pascoal (baixo e voz). 

Cartas de Amor Para Meninas Mal Comportadas” é um convite à celebração das meninas  que um dia fomos e que vivem dentro de nós

Eliana N’Zualo é uma contadora de histórias moçambicana, profundamente inspirada pelos  princípios do feminismo africano. É autora dos livros infantojuvenis Elefante Tendai e os Primos  Hipopótamos (2019) e Quando a Marta Aprendeu a Pedalar (2023), e participou em  antologias no Brasil, Portugal e África do Sul.

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“Ngwenya, o Crocodilo” visitou o Museu Mafalala

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O Museu Mafalala acolheu, no dia 18 de Março, às 18h00, mais uma sessão do Cineclube Mafalala, com a exibição do documentário “Ngwenya, o Crocodilo”, uma obra que retrata a vida e o universo artístico do pintor moçambicano Malangatana Ngwenya.

Realizado por Isabel Noronha, o documentário apresenta um olhar profundo sobre a dimensão espiritual e criativa de Malangatana, um dos maiores nomes das artes plásticas em Moçambique. A obra foi distinguida internacionalmente, tendo conquistado o prémio de Melhor Documentário de África, Ásia e América Latina no Festival de Milão.

“Ngwenya, o Crocodilo” conduz o espectador por uma viagem sensorial e simbólica, onde memórias de infância, histórias míticas e elementos da tradição se entrelaçam com a modernidade. A narrativa acompanha uma busca por compreensão do universo do artista, revelando, pouco a pouco, os contornos oníricos e as múltiplas camadas que compõem a sua obra.

A sessão integra o programa “Telas e Ritmo”, no âmbito das celebrações dos 7 anos do Museu Mafalala, e promete proporcionar ao público uma experiência imersiva no legado de Malangatana.

O evento terá lugar na Rua 3015, nº 93, no bairro da Mafalala, sendo mais uma oportunidade para os amantes da cultura e do cinema moçambicano se conectarem com a história e identidade artística do país.

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