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Fotógrafo moçambicano Mário Macilau em destaque na AKAA

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O fotógrafo moçambicano Mário Macilau é o artista em destaque da campanha de comunicação oficial da AKAA – Also Known As Africa 2025, cuja edição comemorativa de 10 anos acontece entre 24 e 26 de outubro de 2025, no Carreau du Temple, em Paris.

Para esta edição simbólica, a feira presta homenagem à força criativa de artistas, galerias e projetos curatoriais que, ao longo da última década, têm contribuído para redefinir as narrativas da arte africana contemporânea. A imagem de cartaz, protagonizada por uma obra de Macilau, representa não apenas sua estética visual profundamente reconhecível, mas também o compromisso ético e poético que sustenta sua prática artística.

A participação de Mário Macilau na AKAA acontece em colaboração com a Movart Gallery, que, como a própria feira, também celebra 10 anos de atividade em 2025. Esta coincidência marca um ponto de encontro entre duas trajetórias paralelas e visionárias, ambas comprometidas com o fortalecimento de vozes artísticas africanas no cenário internacional.

O reconhecimento continua também em outro marco simbólico. Neste ano, Macilau foi nomeado como um dos “10 Favoritos da Manifesta”, no contexto da celebração dos 10 anos da plataforma internacional Manifesta, cofundada por Céline Melon e Marie Roussille. Esta nomeação destaca a relevância do seu trabalho fotográfico, que atravessa fronteiras geográficas, estéticas e espirituais, estabelecendo pontes entre tradição e contemporaneidade, entre memória e futuro.

Ao longo dos últimos anos, Macilau tem afirmado uma voz singular na fotografia contemporânea, abordando temas como espiritualidade ancestral, justiça social, invisibilidade e território. Suas imagens em preto e branco revelam uma atenção aguda ao cotidiano e uma escuta visual profunda das realidades africanas atuais.

SOBRE MÁRIO MACILAU
Mário Macilau nasceu em Maputo, Moçambique. Trabalha com fotografia desde 2003 e é hoje um dos nomes mais reconhecidos da fotografia africana contemporânea. Suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, incluindo o MoMA (Nova Iorque), Fondation Blachère (França), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), entre outras.

SOBRE A AKAA 2025
AKAA – Also Known As Africa é a principal feira de arte contemporânea e design dedicada à cena artística africana em França. Em 2025, celebra sua 10ª edição no Carreau du Temple, em Paris, reunindo artistas, galerias e curadores de todo o continente africano e da diáspora

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Um Dia a Água Virá transforma memórias das cheias em literatura traduzida para línguas moçambicanas

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As histórias de pessoas afectadas pelas cheias que atingiram a bacia do Incomati, em Janeiro deste ano, foram transformadas em literatura e traduzidas para sete línguas moçambicanas, no âmbito da XIIª edição do Concurso de Tradução Literária.

A iniciativa, realizada por ocasião do Dia Internacional da Tradução, distinguiu seis tradutores e teve como principal destaque Um Dia a Água Virá, obra que reúne cinco relatos sobre as inundações e procura preservar a memória de um dos episódios climáticos que marcou o país este ano.

O 1.º Prémio foi atribuído a Óscar Francisco Gueza, pela tradução de Vasos Comunicantes para ciManyika. Artimisa André Litsur conquistou o 2.º Prémio, pela tradução para português de L’homme né dans la rivière, enquanto Nelfa Orlando Tambe recebeu o 3.º Prémio pela tradução portuguesa do mesmo texto.

Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas a Manuel Luís Tembe, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciChangana; Chitungue Mucara Machai, pela tradução para português de The Man With the Boat; e Chaponda Maria Marcos, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciTsonga.

Os seis distinguidos receberam diplomas, livros e prémios monetários.

A edição deste ano registou 177 inscrições e 40 propostas de tradução, tendo reunido 22 tradutores num workshop dedicado à tradução.

Cinco histórias sobre as cheias

Um Dia a Água Virá é o nono volume da Colectânea de Contos Traduzidos da Editora Trinta Zero Nove e o primeiro da colecção dedicado integralmente a narrativas de não ficção.

A obra reúne cinco perspectivas sobre as cheias de Janeiro. Entre os protagonistas está Rabeca Alfredo, uma menina acolhida num centro de acomodação improvisado numa igreja, e Carlos Tibana, que participou nas operações de salvamento.

O livro apresenta também o testemunho de Sarah Matches, Coordenadora Provincial envolvida na resposta à emergência, além de duas pessoas que optaram pelo anonimato: uma editora que perdeu 15 mil livros e um homem que disponibilizou o seu barco de recreio para apoiar os resgates.

As cinco histórias procuram registar experiências individuais que se cruzam com a realidade de milhões de moçambicanos afectados, ao longo dos anos, por fenómenos climáticos extremos.

Dados do INGD citados pelas Nações Unidas indicam que as cheias afectam historicamente cerca de 385 mil pessoas por ano em Moçambique, podendo chegar a 2,5 milhões de pessoas nos episódios de maior dimensão.

As narrativas foram traduzidas para inglês, português e sete línguas moçambicanas, permitindo que as experiências retratadas na obra circulem entre diferentes comunidades linguísticas.

Para a organização, a tradução permite não apenas ampliar o acesso às histórias, mas também contribuir para a preservação da memória das cheias para além do momento em que aconteceram.

Criado em 2015, o Concurso de Tradução Literária está na origem da Editora Trinta Zero Nove. Ao longo das suas edições, já alcançou cerca de 5.700 jovens e atribuiu mais de 50 prémios.

Em 2021, a iniciativa foi distinguida nos London Book Fair International Excellence Awards, na categoria Literary Translation Initiative Award.

A XIIª edição retoma, assim, uma das ideias centrais que estiveram na origem do concurso: fazer da tradução uma ponte para que histórias vividas por algumas pessoas possam ser conhecidas por muitas outras.

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“As Sementes do Céu” entre os livros infantis mais recomendados do mundo em 2026

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Mia Couto recebeu o título de honoris Causa no Brasil

O livro infantil “As Sementes do Céu”, de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro, foi seleccionado para a lista internacional dos livros infantis mais recomendados para 2026.

A selecção foi feita pela International Children and Youth’s Literature, organização que reuniu 200 títulos de literatura infantil publicados em 46 línguas e provenientes de 62 países.

Entre os critérios considerados pelo júri estão a relevância universal dos temas abordados, a qualidade literária e visual das obras, bem como a inovação temática ou gráfica.

A lista pretende dar visibilidade internacional às obras seleccionadas, sendo divulgada em bibliotecas e em importantes eventos do sector, entre os quais a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.

“As Sementes do Céu” foi publicado este ano, de forma simultânea, pela Fundação Fernando Leite Couto, em Moçambique, e pela Editorial Caminho, em Portugal.

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“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas

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Dygo Boy

O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.

Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.

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