Cultura
Énia Lipanga participa do III congresso de direitos humanos e povos originários em Brasil
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Énia Lipanga, poetisa e activista social de Moçambique, viaja mais uma vez para o Brasil como uma das vozes convidadas para o III Congresso de Direitos Humanos e Povos Originários, que acontece em Boa Vista, nos dias 21 e 22 de novembro de 2024.
No evento, Lipanga une sua perspectiva literária à luta pelos direitos humanos e pela valorização das culturas indígenas, participando no painel “Educação de Minorias” com uma palestra sobre “A liberdade feminina em poesias”.

Com profunda sensibilidade, Lipanga olha a poesia como uma poderosa ferramenta de resistência e expressão. “A liberdade é não apenas um direito, mas uma prática cotidiana de resistência e expressão,” afirma.
Para ela, a poesia abre um espaço essencial para “explorar as dores e as alegrias da luta feminina,” permitindo que mulheres de todas as origens reescrevam suas histórias e “rompam silêncios”. Sua palestra é uma reflexão sobre como a literatura pode transformar o entendimento sobre igualdade e autoconhecimento, em um caminho marcado pela resiliência.
A presença de Lipanga no congresso também é uma oportunidade de ampliar o diálogo entre a literatura moçambicana e o movimento pelos direitos das mulheres. Inspirada pelas obras de figuras icônicas de Moçambique, como Lília Momplé e Noémia de Sousa, Lipanga espera levar à audiência brasileira o contexto histórico e cultural da luta por liberdade em seu país.
“Quero resgatar essas vozes para que a audiência compreenda que a busca pela liberdade em Moçambique tem raízes antigas e marcantes,” declarou.
Ainda embalada pela energia de sua recente digressão “Composta de Ti(s)” pelo Brasil, onde ministrou palestras e participou de saraus em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, Lipanga destacou o impacto dessa conexão intercultural. “Foi uma jornada transformadora, cheia de encontros e trocas que refletem a minha própria história.”
Cultura
Yumiko Yoshioka apresenta “Before the Dawn” no Franco-Moçambicano
A coreógrafa e bailarina japonesa Yumiko Yoshioka apresenta na quarta-feira, 22 de Abril, às 18h30, no Auditório do Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, o espectáculo de dança contemporânea “Before the Dawn”.
A peça propõe uma experiência sensorial, em que o corpo em movimento se transforma continuamente, criando imagens, memórias e figuras que transitam entre o sonho e a realidade. Em palco, a artista constrói um universo dinâmico, marcado por mutações constantes e pela expressão corporal.
O espectáculo convida o público a mergulhar num jogo de luz e escuridão, explorando os limites entre o real e o imaginário.
Cultura
Contos de Mia Couto entre os melhores do mundo
O escritor moçambicano Mia Couto foi selecionado para integrar uma prestigiada coletânea internacional de contos lançada pela editora Penguin Random House. A obra, intitulada The Penguin Book of the International Short Story, reúne textos considerados entre os mais marcantes da ficção curta mundial.
Na antologia, Mia Couto participa com o conto “A Guerra dos Palhaços”, originalmente publicado no livro Estórias Abensonhadas. A versão em língua inglesa foi traduzida por Eric M.B. Becker, ampliando o alcance internacional da narrativa.
A coletânea reúne ainda nomes de grande destaque da literatura contemporânea, como Haruki Murakami, Olga Tokarczuk e Mo Yan. O espaço lusófono conta também com a presença da brasileira Carol Bensimon, com o conto “Faíscas”.
Vencedor do Prémio Camões em 2013, Mia Couto é amplamente reconhecido como um dos maiores nomes da literatura moçambicana, com obras traduzidas para diversas línguas e presença consolidada no panorama literário internacional.
Cultura
“Vhana Vha N’wetì” leva fusão de jazz internacional ao CCFM
O projecto musical “Vhana Vha N’wetì – Filhos da Lua” sobe ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo, este sábado, 18 de Abril, às 20h, no âmbito da 8ª edição do Jazz no Franco.
A iniciativa junta músicos de Moçambique, Finlândia e Noruega, num espectáculo que cruza diferentes tradições musicais, jazz contemporâneo e improvisação, tendo a Lua como símbolo de ligação entre culturas e geografias distintas.
Mais do que um concerto, trata-se de uma proposta de criação colectiva, onde artistas de diferentes origens partilham experiências sonoras e constroem em palco uma fusão musical marcada pela liberdade criativa e pela experimentação.
O elenco conta com nomes como o baterista moçambicano Deodato Siquir, o guitarrista Hélder Gonzaga, o saxofonista finlandês Pekka Pylkkänen e o guitarrista norueguês Steinar Aadnekvam, entre outros músicos que completam o projecto.