Fast Food
Eliana N’Zualo escreve “Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas”
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2025/08/eliana-nzualo-dr.avif&description=Eliana N’Zualo escreve “Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas”', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas é o mais recente trabalho de Eliana N’Zualo, escritora e contadora de histórias moçambicana.
A obra, concebida ao longo de cinco anos, celebra o amor partilhado entre mulheres em todas as suas formas, sejam elas românticas, familiares ou intergeracionais.
Segundo escreveu à Bantumen, a autora se descrevia, há quase dez anos, como “poeta, sonhadora e mulher de si mesma”, e hoje dá continuidade a essa visão com um registo mais adulto e intimista.
Maturado desde a pandemia, o livro nasce do percurso criativo iniciado em 2021 com o vídeo-poema homónimo. Mais do que um conjunto de versos, é uma oferenda às relações femininas frequentemente silenciadas ou desvalorizadas.

N’Zualo, que já publicou livros infantojuvenis e participou em antologias internacionais, mergulha agora numa escrita que expõe ternura, coragem e fé, dando voz a experiências de afeto muitas vezes invisibilizadas.
A receção, segundo a própria, tem sido positiva em diferentes contextos, inclusive em Moçambique, onde falar de género e amor entre mulheres ainda é considerado sensível. Para a autora, o país abriga múltiplos públicos e vozes, e o seu livro encontra espaço por ser, acima de tudo, um gesto de atrevimento e cura.
“Não é poesia para crianças, é poesia para adultos”, enfatiza, confiante de que quem acompanha sua trajetória reencontrará nesta obra uma nova e necessária faceta da sua escrita.
Fast Food
Francisco Noa revisita a literatura colonial sobre Moçambique
O ensaísta, crítico literário e professor universitário Francisco Noa apresenta uma nova obra que revisita a literatura colonial sobre Moçambique, propondo uma leitura crítica das narrativas construídas durante esse período.
Na publicação “Impérios, Mitos e Miopia: Moçambique como Invenção Literária”, o autor analisa como a literatura colonial contribuiu para a construção de imagens distorcidas sobre Moçambique e o continente africano. Essas representações, muitas vezes marcadas por ideias de superioridade cultural e civilizacional, ajudaram a consolidar estereótipos e hierarquias que ainda hoje influenciam percepções.
A obra tem como principal objectivo desconstruir mitos e questionar as narrativas herdadas, mostrando de que forma o passado colonial continua a reflectir-se no presente. Ao revisitar esses textos, Noa convida o leitor a uma reflexão crítica sobre memória, identidade e poder.
Este livro posiciona-se como uma referência importante para estudiosos de literatura, memória colonial e estudos pós-coloniais, oferecendo ferramentas analíticas para compreender as dinâmicas históricas e culturais que moldam o olhar sobre África.
Natural de Inhambane, Francisco Noa é ensaísta, investigador e professor universitário, com uma vasta obra publicada na área da crítica literária e dos estudos africanos.
Fast Food
Case Buyakah apela aos jovens para a honestidade e identidade
O artista moçambicano Case Buyakah lançou recentemente o videoclipe da música “Outra Maneira”, obra que integra o seu último álbum, “O Embaixador”, disponibilizado em 2023.
Nesta faixa, Case reforça a sua posição interventiva, dirigindo um apelo aos jovens para que trilhem caminhos autênticos.
“Outra Maneira” destaca-se por transmitir uma mensagem directa, incentivando-os a assumirem quem são, sem cederem a pressões externas ou a modelos impostos pela sociedade.
A sonoridade é assinada pelo produtor Lydasse GMT, enquanto o videoclipe foi produzido pela Case Graphics.
Fast Food
“A música alimenta-me e mantém-me jovem”, Mingas
Em roda de conversa na Fundação Fernando Leite Couto, ocorrida no ano passado, a cantora Mingas revelou que um dos segredos da sua juventude está na música.
Para a cantora, a música é muito mais do que entretenimento ou uma profissão; é a força vital que a mantém “viva” e ligada ao público.
“Alimenta-me bastante perceber que a música toca muitas pessoas”, revelou.
Mas, nem tudo tem sido um mar de rosas; houve momentos em que a cantora pensou em desistir da música, pelas incertezas da sustentabilidade.
“Há vezes (que) começa a perguntar: será que vou conseguir alimentar-me a mim e à minha família por mais uns tempos?”, conta.
A cantora revela que só se manteve pelas pessoas que sempre se aproximaram e mostraram o impacto das suas composições nas suas vidas.
Elisa Domingas Salatiel Jamisse, ou simplesmente Mingas, é autora de sucessos como Mamana, Nwêti, A Va Saty Va Lomu.