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Elcídio Bila e Cliff Fahardine participam no Festival de Fundrasing na Itália

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Pela primeira vez, profissionais da indústria cultural e criativa de Moçambique fazem parte do Festival de Fundrasing, na Itália. A ter lugar entre os dias 3 e 5 de Junho, na cidade de Riccione, o evento tem como lema futuro sustentável.
Trata-se do maior festival comunitário europeu dedicado à angariação de fundos e à sustentabilidade, onde são esperados mais de 3.500 participantes em três dias, mais de 100 eventos de formação, um formato único que inclui formação, diversão, emoções, crescimento pessoal, muitas experiências curiosas, festa e muita hospitalidade.
No festival de Fundrasing encontras as mentes mais brilhantes e as almas mais intrépidas do universo sem fins lucrativos (angariadores de fundos, instituições, meios de comunicação, empresas…) para falar sobre inovação, direitos humanos, democracia, paz, angariação de fundos, sustentabilidade social e económica. Ou seja, o festival reúne aqueles que – através do seu trabalho – querem dar sentido às suas vidas e fazer parte da mudança no mundo.
Elcídio Bila e Cliff Fahardine foram seleccionados ao festival depois da formação em Comunicação e Angariação de Fundos que teve lugar em Maputo, em Agosto de 2023, inserido no projecto Construindo com a Música.
Sob orientação de Mauro Picciaiola, a formação foi crucial para compreender a angariação de fundos; desenvolver três etapas para a angariação de fundos – o caso, o veículo e o objectivo –; angariação de fundos com empresas e criar o seu plano de angariação de fundos.
De acordo com Elcídio Bila participar do Festival de Fundrasing é crucial à medida que serve de extensão da formação teórica, onde irá absorver subsídios de práticos de como angariar fundos, tendo em conta que o evento vai reunir personalidades bem-sucedidas neste domínio.
“Espero aprender bastante e criar laços com outros profissionais desta área, colhendo o maior possível para implementar em Moçambique, país com muitas deficiências técnicas quando se fala de estratégias de angariação de fundos”, sublinha.
Cliff Fahardini, como gestor Cultural, acredita ser uma oportunidade única para aprender e partilhar experiências com departamentos de cultura e organizações da Itália focados em angariação de fundos para festivais sustentáveis, bem como levar para o país técnicas eficazes de fazer campanhas para angariar financiamentos e melhorar a qualidade dos eventos locais, tendo como o foco a oferta de serviços culturais e turísticos para a comunidade amante da cultura.
“A expectativa é melhorar o saber fazer como profissional do sector de cultura e dar um dinamismo aos eventos do sector, sem descorar a partilha da experiência e conhecimento aos demais profissionais do sector em Moçambique”, aponta.

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“Não existe indústria da moda em Moçambique” – King Levi

O consultor de moda moçambicano King Levi, fez uma análise crítica sobre os desafios enfrentados pela moda no país, destacando a falta de uma estrutura organizacional como o maior obstáculo.
Segundo ele citado pela revista Ndzila, Moçambique ainda não possui uma indústria de moda devidamente organizada, o que dificulta o crescimento e a profissionalização do setor.
Para Levi, a solução passa por ampliar o acesso a materiais de qualidade, investir em educação especializada e fomentar o apoio financeiro tanto do governo quanto do setor privado. O consultor defende que, sem esses elementos, a moda moçambicana continuará a enfrentar dificuldades para competir no cenário internacional.
Entre as medidas que poderiam transformar o setor, aponta a reativação das fábricas têxteis no país e a criação de uma universidade especializada em moda. Essas iniciativas, segundo Levi, são essenciais para que Moçambique conquiste reconhecimento global e desenvolva uma indústria sustentável e competitiva.
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Paulina Chiziane defende resgate da identidade moçambicana

Paulina Chiziane defende que a mulher moçambicana deve resgatar suas raízes para preservar sua identidade cultural. Durante uma palestra na Universidade Pedagógica de Maputo, a escritora criticou o uso excessivo de cabelos importados, considerando essa prática uma forma de “auto-colonização” que enfraquece os valores africanos. Para ela, é essencial que as mulheres reconheçam a riqueza da sua própria cultura e parem de se descaracterizar.
A autora de Balada de Amor ao Vento fez um apelo direto às mulheres, destacando a importância do cabelo na história africana. “O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”, afirmou. Chiziane também incentivou a reflexão sobre como certas escolhas estéticas podem afastar as mulheres de sua verdadeira essência cultural.
Além disso, a escritora ressaltou que a academia tem um papel fundamental na preservação da identidade nacional. Ela encorajou as mulheres a contribuírem para a escrita da história moçambicana, garantindo que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.
Fonte: O Pais
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Virgem Margarida revolta-se no Scala

O filme de ficção Virgem Margarida será exibido nesta quinta-feira (05) no Cine Teatro Scala, na cidade de Maputo, às 18h.
Com duração de 90 minutos, o filme Virgem Margarida retrata um cenário vivido no pós-independência (1975), em que as prostitutas eram levadas para um campo de reeducação na zona norte do país, concretamente na província de Niassa.
Margarida, uma jovem simples, é enviada por engano para o campo de reeducação, onde enfrenta várias dificuldades.
O filme será exibido no âmbito das comemorações do mês da mulher moçambicana, e Margarida “ilustra” a vida de muitas mulheres que, devido às dificuldades que enfrentam, acabam vendo a prostituição como a solução para seus problemas. O filme foi lançado oficialmente em 2011.
Virgem Margarida é uma obra do cineasta luso-moçambicano Licínio de Azevedo, que já ganhou vários prêmios, incluindo o de Melhor Realizador de Ficção em Los Angeles, com Comboio de Sal e Açúcar.