Cultura
Dança moçambicana Mapiko recebe título de património cultural pela UNESCO
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A dança tradicional Mapiko de Moçambique conquistou o prestigioso título de Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi anunciada durante a 18.ª sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, realizada em Kasane, Botsuana.
Originária do planalto Makonde, na província de Cabo Delgado, a Mapiko é uma expressão cultural significativa para a comunidade Shimakonde, sendo um dos maiores grupos étnicos da região após os Macuas.
O Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique liderou a candidatura, destacando a importância da preservação da Mapiko diante das crescentes atividades fundamentalistas islâmicas na região. As festas da dança foram suspensas devido ao deslocamento e dispersão da população, tornando urgente a proteção dessa expressão cultural.
O reconhecimento pela UNESCO visa não apenas proteger a prática da Mapiko, mas também promover a coesão social e preservar a identidade maconde, enfatizando a importância da herança cultural e da união entre os povos étnicos de Cabo Delgado e além.
Cultura
Música e poesia encontram-se em “Suavidade no Grave” no 16NetO
No dia 10 de Junho, às 19h, o Espaço Cultural 16NetO acolhe “Suavidade no Grave” (SNG), uma performance musical que reúne Arnaldo Tembe, Inocêncio Oliveira e N’wantsukunyane Khanyisani numa proposta que cruza música instrumental e poesia falada.
O espectáculo parte do encontro entre dois baixos eléctricos e a palavra poética, explorando as possibilidades expressivas das frequências graves e da oralidade. Em palco, as cordas conduzem o diálogo sonoro, enquanto a poesia acrescenta narrativas, imagens e reflexões que ampliam a experiência de escuta.
Mais do que um concerto, “Suavidade no Grave” propõe um espaço de encontro entre diferentes linguagens artísticas. A música e a poesia surgem como elementos complementares, construindo uma atmosfera marcada pela escuta, pela contemplação e pela intensidade emocional.
A iniciativa junta artistas com percursos distintos, mas unidos pelo interesse em explorar novas formas de comunicação através da arte.
Entre eles destaca-se Arnaldo Tembe, músico, poeta e escritor moçambicano residente em Maputo. Baixista, guitarrista e beatmaker, tem colaborado com diversos artistas da cena nacional e integra projectos como Massoni ka Dhitsuri e Hybrid Band. Paralelamente à música, desenvolve trabalho na literatura, tendo sido distinguido e seleccionado em vários concursos de poesia e conto.
A performance conta ainda com a participação do baixista Inocêncio Oliveira e da poetisa N’wantsukunyane Khanyisani, completando um elenco que faz da palavra e do som instrumentos de criação e diálogo.
Cultura
Malangatana homenageado em mostra de cinema no Scala
A vida, a obra e o legado de Malangatana Valente Ngwenya serão celebrados através do ciclo de cinema “Ao Crepúsculo”, que decorre de 6 a 13 de Junho, às 17 horas, no Cine-Teatro Scala, em Maputo.
Sob o lema “Malangatana: Do Grito da Luta ao Brilho do Legado”, a iniciativa reúne sete filmes dedicados ao percurso artístico e humano de uma das maiores referências das artes moçambicanas.
Organizado pela Associação Cultural Scala, em parceria com a Fundação Malangatana Valente Ngwenya, o evento integra o programa “Memória, Prática e Catarse: Rumo ao Centenário (1936–2036)” e assinala os 90 anos do nascimento do artista.
A abrir o ciclo será exibido o filme “Malangatana Contador de Histórias”, de Joaquim Lopes Barbosa, obra proibida antes do 25 de Abril de 1974 e que nunca chegou a ter estreia comercial.
A programação inclui ainda documentários e filmes de realizadores como Sol de Carvalho, Isabel Noronha e Adrian Pennink, convidando o público a revisitar diferentes momentos da trajectória de Malangatana e a influência que continua a exercer sobre novas gerações de criadores.
Cultura
Stewart Sukuma homenageia Malangatana na Fundação Fernando Leite Couto
A Fundação Fernando Leite Couto acolhe, no próximo dia 5 de Junho, às 18h00, o espectáculo “Memória em Sol Maior”, uma proposta multidisciplinar inspirada no universo artístico e espiritual de Malangatana Valente Ngwenya.
Liderado por Stewart Sukuma e pela Banda (R)Evolution, o espectáculo junta música, poesia, pintura e costura ao vivo numa celebração da memória, transformação e criação colectiva.
A iniciativa transforma o palco num espaço vivo de diálogo entre tradição, identidade e imaginação, através de diferentes linguagens artísticas, numa homenagem à obra e ao legado de Malangatana, uma das maiores referências da cultura moçambicana.
O espectáculo contará ainda com participações especiais de Sónia Sultuane e Ana Girão, na poesia, assim como Milton Mavilingue, conhecido como “O Alfaiate”, e Sandra Pizura, artista plástica.
Recentemente, Stewart Sukuma voltou a destacar-se no panorama cultural lusófono ao vencer o Prémio Sophia de Melhor Canção Original, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, graças à banda sonora do filme “Ancoradouro do Tempo”.
Os bilhetes custam 750 meticais e estarão à venda a partir do dia 1 de Junho, das 9h00 às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, localizada na Avenida Kim Il Sung, nº 961, na cidade de Maputo.