Cultura
Dança moçambicana Mapiko recebe título de património cultural pela UNESCO
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A dança tradicional Mapiko de Moçambique conquistou o prestigioso título de Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO. A decisão foi anunciada durante a 18.ª sessão do Comité Intergovernamental da UNESCO para Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, realizada em Kasane, Botsuana.
Originária do planalto Makonde, na província de Cabo Delgado, a Mapiko é uma expressão cultural significativa para a comunidade Shimakonde, sendo um dos maiores grupos étnicos da região após os Macuas.
O Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique liderou a candidatura, destacando a importância da preservação da Mapiko diante das crescentes atividades fundamentalistas islâmicas na região. As festas da dança foram suspensas devido ao deslocamento e dispersão da população, tornando urgente a proteção dessa expressão cultural.
O reconhecimento pela UNESCO visa não apenas proteger a prática da Mapiko, mas também promover a coesão social e preservar a identidade maconde, enfatizando a importância da herança cultural e da união entre os povos étnicos de Cabo Delgado e além.
Cultura
Stewart Sukuma homenageia Malangatana na Fundação Fernando Leite Couto
A Fundação Fernando Leite Couto acolhe, no próximo dia 5 de Junho, às 18h00, o espectáculo “Memória em Sol Maior”, uma proposta multidisciplinar inspirada no universo artístico e espiritual de Malangatana Valente Ngwenya.
Liderado por Stewart Sukuma e pela Banda (R)Evolution, o espectáculo junta música, poesia, pintura e costura ao vivo numa celebração da memória, transformação e criação colectiva.
A iniciativa transforma o palco num espaço vivo de diálogo entre tradição, identidade e imaginação, através de diferentes linguagens artísticas, numa homenagem à obra e ao legado de Malangatana, uma das maiores referências da cultura moçambicana.
O espectáculo contará ainda com participações especiais de Sónia Sultuane e Ana Girão, na poesia, assim como Milton Mavilingue, conhecido como “O Alfaiate”, e Sandra Pizura, artista plástica.
Recentemente, Stewart Sukuma voltou a destacar-se no panorama cultural lusófono ao vencer o Prémio Sophia de Melhor Canção Original, atribuído pela Academia Portuguesa de Cinema, graças à banda sonora do filme “Ancoradouro do Tempo”.
Os bilhetes custam 750 meticais e estarão à venda a partir do dia 1 de Junho, das 9h00 às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, localizada na Avenida Kim Il Sung, nº 961, na cidade de Maputo.
Cultura
CCFM inaugura exposição “Espir(itu)al: ciclos de transformação infinita”, de Dilayla Romeo
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em parceria com o Millennium bim, inaugura na próxima terça-feira, 2 de Junho, às 18h, na sua Sala de Exposições, a mostra “Espir(itu)al: ciclos de transformação infinita”, da artista moçambicana-espanhola Dilayla Romeo, com curadoria de Sara Carneiro. A exposição estará patente até ao dia 1 de Agosto.
“Espir(itu)al” nasce de um processo de reconexão da artista com a sua ancestralidade, desenvolvido através de práticas de escuta, presença e transformação.
O projecto reúne um conjunto de obras que cruzam fotografia, vídeo, som e instalação, numa abordagem interdisciplinar que amplia a experiência artística para uma dimensão sensorial e contemplativa.
No centro da exposição está uma relação sensível com a natureza, entendida como presença viva. As plantas surgem não como elementos de representação, mas como entidades activas — portadoras de memória, tempo e transformação — com as quais a artista estabelece uma relação de cuidado e atenção.
A exposição afirma-se como um espaço de imersão e desaceleração do olhar, convidando o público a uma experiência de maior proximidade com o mundo natural.
Dilayla Romeo é uma contadora de histórias visuais, artista de foto-media e investigadora, apaixonada por envolver-se fisicamente com a natureza e com processos orgânicos na sua prática artística interdisciplinar.
A sua prática baseia-se na fotografia alternativa e experimental, incorporando investigações interculturais, arte-ciência e colaborações transdisciplinares.
A investigação mais recente de Dilayla foca-se em plantas africanas com propriedades curativas significativas para as cosmogonias moçambicanas. A sua prática artística constitui uma vibrante tecelagem entre fotografia alternativa, diálogos interculturais e explorações científicas, desafiando os limites da captação da alma dos processos vivos.
Sussurros interculturais e intuições espirituais alimentam a sua exploração interdisciplinar, esbatendo as fronteiras entre artista e ambiente.
Dilayla licenciou-se em Fotografia de Belas-Artes na Escola de Arte e Design Serra i Abella, em Barcelona, Espanha. O seu trabalho já foi apresentado em exposições individuais e colectivas, a nível nacional e internacional.
Convite à comunicação social
Cientes da importância cultural e social deste evento, os organizadores convidam os órgãos de comunicação social a estarem presentes e a cobrirem este momento especial.
Cultura
Twenty Fingers carrega Moçambique para terra do colono
Lisboa prepara-se para receber uma das maiores celebrações da música africana contemporânea, e entre os nomes que mais despertam atenção no cartaz do FESTEJA RTP África está o do moçambicano Twenty Fingers, um dos artistas mais influentes da nova geração musical.
O cantor sobe ao palco no dia 17 de julho, juntando-se a um alinhamento que reúne grandes nomes da lusofonia, como Cuca Roseta, Paulo Flores, Lura, Anna Joyce, Dynamo, Pérola, Filho do Zua, Anderson Mário e Paulelson.
A presença de Twenty Fingers reforça o crescimento da música moçambicana além-fronteiras e confirma o impacto que o artista tem vindo a conquistar no panorama africano e digital.
Conhecido pelos seus sucessos virais e pela capacidade de misturar afro-pop, pandza e sonoridades contemporâneas, Twenty Fingers tornou-se uma referência incontornável da música urbana moçambicana.
Com milhões de visualizações nas plataformas digitais, o artista tem conseguido levar a identidade musical de Moçambique a diferentes públicos, consolidando-se como um dos rostos mais internacionais da música feita no país.
A confirmação do artista no FESTEJA RTP África representa também um momento importante para a cultura moçambicana, que continua a ganhar espaço nos grandes eventos internacionais dedicados à música africana.
A sua participação surge numa edição marcada pela diversidade de estilos, gerações e geografias, mostrando a força da música lusófona no cenário global.
Além de Twenty Fingers e Paulelson, o festival anunciou ainda nomes como Kelson Most Wanted, Mobbers, Biura e Lurdes Miranda, reforçando uma programação dominada pelas sonoridades urbanas africanas.