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Cynthia Soares esgota Mbenga Live Session
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Sala esgotada, público rendido e uma sucessão de momentos de cumplicidade marcaram o concerto de Cynthia Soares, numa actuação que confirmou a afirmação da cantora e reforçou o papel da Mbenga Live Session como fenómeno emergente da cena musical nacional.
O espectáculo teve lugar na última quinta-feira, 28 de Maio, no Estúdio Auditório da Rádio Moçambique, perante uma sala completamente lotada. Famílias, amigos e admiradores da artista ocuparam os lugares disponíveis muito antes do início da actuação, com vários espectadores a assistirem à passagem de som, num sinal da expectativa gerada em torno da quinta edição da temporada 2026 da Mbenga Live Session.
Acompanhada por uma banda composta por Júlio (teclados), Kolin (bateria), Kelvin (baixo), Lucas (guitarra), Chabir (saxofone), Nephew 258 (coros) e Rossana (coros), Cynthia Soares apresentou um repertório que percorreu os seus principais trabalhos e incluiu temas inéditos que deverão integrar o seu primeiro álbum.
Após deixar a banda abrir a noite, a artista conduziu uma actuação segura, alternando entre canções já conhecidas do público e novas composições. Cynthia Soares revelou segurança crescente em palco e uma técnica vocal consistente, capaz de alternar entre momentos de delicadeza e passagens de maior intensidade emocional. Canções como “Distance”, “Céu Azul”, “Labirinto”, “Espelho” e “Não Te Esqueci” evidenciaram uma escrita centrada nas relações humanas, orbitando entre o amor, a superação pessoal e a procura de um sentimento idealizado, quase sublime. Sem recorrer a excessos interpretativos, a cantora privilegiou a clareza da mensagem e a expressividade da voz, sustentando uma ligação permanente com o público ao longo de toda a actuação.
O alinhamento incluiu ainda temas como “Comando” e “Ainda Tens Efeito”, compondo um percurso musical que permitiu ao público revisitar diferentes momentos da ainda jovem carreira da artista.
Os duetos deram uma dimensão adicional ao espectáculo. O público reagiu com entusiasmo às interpretações de “Kho Kho Kho”, com Nephew 258, e de “Brisa do Olhar”, com Denilson LA, dois dos momentos mais celebrados da noite.
Também John Francy subiu ao palco para uma interpretação intimista de “Minha Flor”, num registo que contrastou com a energia dos restantes convidados.
Um dos pontos altos da noite aconteceu durante a interpretação de “Sogrona x Ai Menina”, com a participação de Badjero. A pedido do músico, o público levantou-se e iluminou a sala com os telemóveis, criando uma atmosfera de grande proximidade entre artistas e espectadores.
Em “Ainda Tens Efeito”, o músico Lenox, ausente durante a interpretação inicialmente prevista, surgiu no final do concerto para apresentar um pedido público de desculpas e concluir o dueto com a cantora.
O concerto integrou a programação da Mbenga Live Session, iniciativa da Plataforma Mbenga Artes e Reflexões em parceria com a Rádio Cidade 97.9 FM. O projecto realiza concertos intimistas com transmissão radiofónica em directo para todo o país.
Num contexto em que os espaços dedicados à música autoral permanecem limitados em Moçambique, a Mbenga Live Session tem-se afirmado como uma alternativa relevante para artistas emergentes. Em 2026, os quatro concertos realizados antes da actuação de Cynthia Soares esgotaram a lotação disponível, enquanto as transmissões radiofónicas alcançaram audiências expressivas em todo o território nacional.
“A resposta do público demonstra que existe espaço para a música autoral moçambicana quando os artistas encontram condições para apresentar o seu trabalho com qualidade”, afirmou Hélio Nguane, curador e director da Mbenga Live Session.
A iniciativa combina uma sala de pequena dimensão, que privilegia a proximidade entre artistas e público, com a ampla cobertura da Rádio Cidade, cuja emissão também chega à diáspora moçambicana e aos países africanos de língua portuguesa através das plataformas digitais.
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Kiba The Seven regressa a Moçambique para lançar “Ninguém Está Salvo 2”
O rapper moçambicano Kiba The Seven prepara uma nova etapa de divulgação do álbum “Ninguém Está Salvo 2”, com a comercialização do projecto e a realização de uma série de espectáculos em Moçambique.
A iniciativa pretende aproximar o artista do público e levar as músicas do álbum para diferentes palcos.
O projecto discográfico, que ganhou uma versão Deluxe intitulada “Ninguém Está Salvo 2 Deluxe” (NES2D), foi disponibilizado em Janeiro de 2026, através de uma plataforma própria, numa estratégia de venda directa aos ouvintes.
A iniciativa surge depois de o artista ter registado uma adesão expressiva ao lançamento digital do Deluxe. Segundo informações divulgadas pelo Moz Entretenimento, Kiba The Seven arrecadou mais de 50 mil meticais nos primeiros 45 minutos de comercialização do projecto, cujo acesso foi disponibilizado por 199 meticais.
A agenda inclui uma apresentação associada ao lançamento do álbum, marcada para 7 de Novembro, em Maputo, e a digressão “Ninguém Está Salvo Tour”, com uma data já anunciada para 19 de Dezembro, no Repinga, também na capital moçambicana.
Com esta iniciativa, Kiba The Seven aposta na comercialização directa da sua música e no contacto com os fãs através de actuações ao vivo, numa estratégia que procura reforçar a circulação e valorização dos seus trabalhos no mercado nacional.
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Moçambique participa no Festival Souffle com delegação de mais de 20 profissionais das artes
Moçambique está representado na 7.ª edição do Festival Souffle o.I., também conhecido como Breath of the Isle #7, que decorre de 27 de Outubro a 15 de Novembro de 2026, na Ilha da Reunião.
A delegação nacional integra mais de 20 profissionais das artes, entre bailarinos, coreógrafos, músicos, técnicos e produtores, numa participação que promove a circulação internacional da criação artística moçambicana e reforça a cooperação cultural no espaço do Oceano Índico.
Organizado pelo Lalanbik – Centro de Desenvolvimento Coreográfico Nacional do Oceano Índico, o festival tem como tema desta edição “Lamayaz” e reúne mais de 150 artistas do Chile, das Comores, da Europa, do Quénia, de Madagáscar, das Maurícias, de Maiote, de Moçambique e da Ilha da Reunião.
A programação contempla 24 espectáculos, apresentados em diferentes localidades da ilha, nomeadamente Saint-Pierre, Saint-Benoît, Saint-Leu, Saint-Denis e L’Étang-Salé. Entre as propostas moçambicanas em destaque está Dzudza, do coreógrafo Idio Chichava.
O programa inclui igualmente Vejo Anjos, de Lulo Sala, e Face Silenciada, apresentada pelas artistas Açucena Chemane e Cristina Matola. A estas criações juntam-se Madla Bidjana, de Osvaldo Passirivo, e uma actuação musical de May Mbira.
Para além dos espectáculos, o festival promove 13 oficinas práticas, três biotopos coreográficos, sob a designação Ron Kozé, e um dia dedicado aos gestos e às assinaturas tradicionais.
Neste âmbito, os artistas moçambicanos também orientam oficinas de dança dirigidas a participantes de diferentes faixas etárias, criando oportunidades de aprendizagem, partilha de experiências e intercâmbio cultural com as comunidades locais.
A participação moçambicana é organizada pela Yodine Produções e resulta de um trabalho de articulação com parceiros regionais, no âmbito da integração do KINANI na rede IOCAN, uma plataforma de cooperação que promove o intercâmbio entre estruturas culturais e artistas da região do Oceano Índico.
Esta presença representa mais um passo na internacionalização das artes performativas moçambicanas, ampliando a visibilidade dos artistas nacionais e criando oportunidades para novas colaborações, circulação de obras e desenvolvimento de projectos conjuntos.
A iniciativa destaca ainda o contributo dos diferentes profissionais envolvidos na cadeia de produção artística, reforçando a importância da cooperação e da profissionalização do sector cultural.
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Stewart Sukuma & Banda Nkhuvu apresentam espectáculo “VISÃO” no CCFM
O músico moçambicano Stewart Sukuma e a Banda Nkhuvu apresentam, esta sexta-feira, 6 de Novembro as 20h, o espectáculo “VISÃO” uma viagem entre a memória, o presente e o futuro”, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), em Maputo.
O concerto contará com a participação especial de José Barata, numa apresentação propõe uma viagem musical que cruza diferentes tempos e experiências, tendo a música como ponto de encontro entre a memória, a identidade e as perspectivas de futuro.
A noite será também marcada pelo lançamento do Songbook Stewart Sukuma, uma publicação dedicada ao repertório do músico.
Os bilhetes estão disponíveis na plataforma Tabater, com preços de 800 meticais (normal), 700 meticais (Clube Cultural) e 300 meticais para estudantes, estes últimos limitados aos primeiros 50 bilhetes físicos.
A venda física decorre no CCFM, a partir de 4 de Novembro, entre as 9h e as 14h e das 15h às 18h.