O escritor moçambicano Mia Couto expressou, em carta divulgada pela Carta de Moçambique, a sua preocupação com o contexto de manifestações no país, pedindo à Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) que assuma um papel mais activo na sensibilização e orientação sobre os direitos e deveres legais dos cidadãos.
Mia saudou a independência da OAM e sua postura no processo eleitoral em curso, destacando a relevância de uma instituição que se pauta pelo respeito à Constituição e ao Estado de Direito.
Mia Couto reforçou que o direito à manifestação é garantido pelas leis moçambicanas, mas alertou para a necessidade de organização dentro das normas legais, visando proteger tanto os manifestantes quanto a vida pública.
“Se uns têm o direito a se manifestar, outros têm o direito a manter o seu dia-a-dia”, destacou, pedindo que a OAM volte a público para contribuir com a normalização da vida no país e prevenir excessos de qualquer lado.