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Clemente Carlos prepara chegada do Militar
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O jornalista, activista e escritor moçambicano Clemente Carlos prepara o lançamento do seu segundo romance “O Militar”. A novidade foi avançada na tarde do dia (07.09) com recurso às redes sociais.
No romance, o escritor irá abordar sobre uma história fictícia de um jornalista de nome “Américo” (personagem principal), que decide sair da redação para o quartel após o assassinato da sua esposa numa tentativa que visava a sua própria vida.
A mudança de carreira do jornalista, é movido por espírito vingativo com o objetivo de alcançar o inimigo e posteriormente o aniquilar.
O romance, trará uma viagem e aprendizagem sobre a periferia da cidade capital moçambicana, no concernente a vida de um militar a partir da imaginação do jornalista.
Relembrar que o primeiro (livro) romance do escritor, foi lançado em outubro do ano passado (2021) e intitulou-se “Três primas vendidas a dinheiro vivo” onde aborda sobre o tráfico dos seres humanos.
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Chua Nuvunga e Nhez Nguenha revelam sua “Voz de Rua” na casa dos Coutos
Os artistas moçambicanos Chua Nuvunga e Nhez Nguenha juntam-se na exposição “Voz de Rua”, uma mostra que cruza pintura e escultura para explorar diferentes formas de representar o corpo, a liberdade, o desejo e a condição humana.
A exposição está patente desde 5 de agosto e segue aberta ao público até 28 de agosto.
A mostra reúne pinturas sobre tela de Nhez Nguenha e esculturas em madeira e metal de Chua Nuvunga, colocando em diálogo dois percursos artísticos distintos, mas com pontos de encontro na forma como abordam questões humanas e sociais.
Na pintura de Nhez, destacam-se as cores intensas, o rigor do acabamento e a atenção ao detalhe. As obras combinam elementos abstractos e figurativos, criando ambientes onde aves, instrumentos musicais e outros símbolos remetem para a liberdade, o desejo, a utopia e a incerteza.
Já Chua Nuvunga transforma essas ideias em matéria. Através da madeira e do metal, o artista cria esculturas que exploram corpos fragmentados, transformação e união, convidando o público a imaginar as histórias por detrás de cada peça.
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Neyma usa a Marrabenta para reforçar o aleitamento materno
Teve início, a 1 de Agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Para assinalar a efeméride, a cantora moçambicana Neyma recuperou a canção “Leite Materno”, reforçando a sensibilização da sociedade para a importância da amamentação.
A canção enquadra-se nas actividades que a cantora desenvolve enquanto embaixadora da UNICEF em Moçambique, cargo que exerce desde Novembro de 2014.
“O leite materno é precioso e é o melhor do mundo nos primeiros seis meses de vida do bebé”, reforça a artista na publicação.
A Semana Mundial do Aleitamento Materno decorre este ano sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona.”
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Gilberto Mendes anuncia Gungu Cinema e reflecte sobre a morte da cultura
O actor e empresário cultural Gilberto Mendes anunciou uma resposta concreta para a valorização da sétima arte em Moçambique: o Gungu Cinema.
O anúncio surge na sequência do encerramento temporária da Nu Metro, a última sala de cinema em actividade em Maputo, depois de vários internautas terem apelado a Mendes para avançar com a criação de um cinema.
A resposta do actor foi acompanhada por uma reflexão sobre o estado da cultura moçambicana, na qual defende que o declínio cultural começou muito antes da actual situação das salas de exibição.
Mendes recorda o desaparecimento gradual de bandas, a redução da actividade teatral, o enfraquecimento de instituições culturais, como a Companhia Nacional de Canto e Dança, o desaparecimento de salas de cinema e o afastamento da literatura do quotidiano dos moçambicanos.
Para Gilberto Mendes, a cultura deixou de ser encarada como um bem essencial para a formação da sociedade e, como consequência, surgiram problemas como a perda de civismo, o empobrecimento do debate público, a degradação do uso da língua portuguesa e a crescente valorização de conteúdos superficiais nas plataformas digitais.
Com o Gungu Cinema, Gilberto Mendes poderá ampliar a sua contribuição para a preservação e promoção da cultura cinematográfica nacional, num momento em que a discussão sobre o futuro das salas de cinema ganha força no país.