Connect with us
Publicidade Xigubo Desktop

Publicidade

Fast Food

Estátua de José Craveirinha chumbado pelo público 

Publicado

aos

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) inaugurou recentemente um busto em homenagem ao poeta José Craveirinha, no Palácio dos Escritores em Maputo.

A cerimónia, considerada por alguns como um marco significativo dos últimos anos da agremiação, foi descrita como a “maior e melhor das últimas décadas”. Contudo, a recepção do busto gerou uma onda de críticas e debates acalorados entre artistas e simpatizantes da arte.

Pedro Pereira Lopes, escritor e docente, descreveu a inauguração como um evento monumental, mas também mencionou que alguns consideram a escultura de mau gosto e uma representação inadequada do poeta. Herdeiros de Craveirinha não aprovaram o busto e, segundo relatos, boicotaram a inauguração.

Ruben Zacarias, um dos presentes, fez uma selfie com o busto e criticou a execução do pedestal da escultura, chamando-o de um “trabalho amador”.

Ernesto Saul, disse que o busto mais se assemelha ao general Hama-Thai do que ao próprio Craveirinha. A escritora Anna Fresu afirmou que a escultura carece da alma do poeta, enquanto Carla Maciel comentou que o busto não capta a delicadeza e o olhar atento de Craveirinha.

A crítica ao busto destaca uma divisão entre os que consideram a homenagem um tributo merecido e aqueles que veem na escultura uma representação inadequada do legado do poeta.

Quem também não ficou de fora nessa discórdia foi Adelino Branquinho, que considera o busto um vulto e pediu que se retirasse para dar lugar a um verdadeiro busto cheio de poesia.

Dos vários comentários feitos, existe algo em comum: todos querem que das próximas vezes, haja um concurso público e sejam apresentadas opções para evitar situações como essas.

Continuar a ler

Fast Food

Um Dia a Água Virá transforma memórias das cheias em literatura traduzida para línguas moçambicanas

Publicado

aos

Por

As histórias de pessoas afectadas pelas cheias que atingiram a bacia do Incomati, em Janeiro deste ano, foram transformadas em literatura e traduzidas para sete línguas moçambicanas, no âmbito da XIIª edição do Concurso de Tradução Literária.

A iniciativa, realizada por ocasião do Dia Internacional da Tradução, distinguiu seis tradutores e teve como principal destaque Um Dia a Água Virá, obra que reúne cinco relatos sobre as inundações e procura preservar a memória de um dos episódios climáticos que marcou o país este ano.

O 1.º Prémio foi atribuído a Óscar Francisco Gueza, pela tradução de Vasos Comunicantes para ciManyika. Artimisa André Litsur conquistou o 2.º Prémio, pela tradução para português de L’homme né dans la rivière, enquanto Nelfa Orlando Tambe recebeu o 3.º Prémio pela tradução portuguesa do mesmo texto.

Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas a Manuel Luís Tembe, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciChangana; Chitungue Mucara Machai, pela tradução para português de The Man With the Boat; e Chaponda Maria Marcos, pela tradução de Um Dia a Água Virá para ciTsonga.

Os seis distinguidos receberam diplomas, livros e prémios monetários.

A edição deste ano registou 177 inscrições e 40 propostas de tradução, tendo reunido 22 tradutores num workshop dedicado à tradução.

Cinco histórias sobre as cheias

Um Dia a Água Virá é o nono volume da Colectânea de Contos Traduzidos da Editora Trinta Zero Nove e o primeiro da colecção dedicado integralmente a narrativas de não ficção.

A obra reúne cinco perspectivas sobre as cheias de Janeiro. Entre os protagonistas está Rabeca Alfredo, uma menina acolhida num centro de acomodação improvisado numa igreja, e Carlos Tibana, que participou nas operações de salvamento.

O livro apresenta também o testemunho de Sarah Matches, Coordenadora Provincial envolvida na resposta à emergência, além de duas pessoas que optaram pelo anonimato: uma editora que perdeu 15 mil livros e um homem que disponibilizou o seu barco de recreio para apoiar os resgates.

As cinco histórias procuram registar experiências individuais que se cruzam com a realidade de milhões de moçambicanos afectados, ao longo dos anos, por fenómenos climáticos extremos.

Dados do INGD citados pelas Nações Unidas indicam que as cheias afectam historicamente cerca de 385 mil pessoas por ano em Moçambique, podendo chegar a 2,5 milhões de pessoas nos episódios de maior dimensão.

As narrativas foram traduzidas para inglês, português e sete línguas moçambicanas, permitindo que as experiências retratadas na obra circulem entre diferentes comunidades linguísticas.

Para a organização, a tradução permite não apenas ampliar o acesso às histórias, mas também contribuir para a preservação da memória das cheias para além do momento em que aconteceram.

Criado em 2015, o Concurso de Tradução Literária está na origem da Editora Trinta Zero Nove. Ao longo das suas edições, já alcançou cerca de 5.700 jovens e atribuiu mais de 50 prémios.

Em 2021, a iniciativa foi distinguida nos London Book Fair International Excellence Awards, na categoria Literary Translation Initiative Award.

A XIIª edição retoma, assim, uma das ideias centrais que estiveram na origem do concurso: fazer da tradução uma ponte para que histórias vividas por algumas pessoas possam ser conhecidas por muitas outras.

Continuar a ler

Fast Food

“As Sementes do Céu” entre os livros infantis mais recomendados do mundo em 2026

Publicado

aos

Mia Couto recebeu o título de honoris Causa no Brasil

O livro infantil “As Sementes do Céu”, de autoria do escritor moçambicano Mia Couto, com ilustrações de Susa Monteiro, foi seleccionado para a lista internacional dos livros infantis mais recomendados para 2026.

A selecção foi feita pela International Children and Youth’s Literature, organização que reuniu 200 títulos de literatura infantil publicados em 46 línguas e provenientes de 62 países.

Entre os critérios considerados pelo júri estão a relevância universal dos temas abordados, a qualidade literária e visual das obras, bem como a inovação temática ou gráfica.

A lista pretende dar visibilidade internacional às obras seleccionadas, sendo divulgada em bibliotecas e em importantes eventos do sector, entre os quais a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, e a Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, em Itália.

“As Sementes do Céu” foi publicado este ano, de forma simultânea, pela Fundação Fernando Leite Couto, em Moçambique, e pela Editorial Caminho, em Portugal.

Continuar a ler

Fast Food

“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas

Publicado

aos

Por

Dygo Boy

O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.

Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.

Continuar a ler