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AOPDH une-se a Kiba para manifestar com “Maxaquene”
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O grupo de rap A Outra Parte da História (AOPDH) lançou hoje a faixa “Maxaquene”, disponível no YouTube.
O título da música é uma homenagem ao bairro de Maxaquene, na cidade de Maputo, que durante as manifestações populares desafiou as forças policiais, chegando ao ponto de dirigir um veículo da polícia especializada.
Com letras que apoiam os movimentos de protesto em Moçambique, a música expressa um desejo colectivo por mudanças significativas no país. O coro da faixa destaca que a força demonstrada por Maxaquene reflete a resiliência de todo o povo moçambicano.
Kiba, em colaboração com o grupo, trouxe sua versatilidade ao utilizar línguas nacionais do sul de Moçambique, como o Xichangana, reafirmando seu compromisso com a valorização cultural e popularização da mensagem, algo que faz parte do diferencial competitivos da AOPDH.
A produção da faixa ficou a cargo de Elton Penicela, produtor musical moçambicano que já trabalhou com artistas como Hernâni, Tamyris Moiane e Konfuzo 412.
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Cynthia Soares leva seu concerto a Mbenga Live Session
A cantora e compositora moçambicana Cynthia Soares sobe ao palco da Mbenga Live Session na hoje, quinta-feira, dia 28 de Maio, pelas 19h00, no Estúdio Auditório da Rádio Moçambique, em Maputo. O concerto, intitulado “Cynthia Soares: O Concerto”, terá transmissão em directo na Rádio Cidade 97.9 FM e entrada gratuita.
Natural de Maputo, Cynthia Soares iniciou o seu percurso musical em 2021, com colaborações com o rapper Kluivert e o produtor Hélio Beatz. Desde então, tem explorado sonoridades que vão do R&B ao Pandza e ao Afrobeat, inspirando-se em nomes como Sara Tavares, Daniel Caesar e Banda Kakana.
Em 2023, lançou o single “Distance” e a EP “Etapas”, tendo apresentado ainda o tema “Ainda Tens Efeito”, com participação de Lenox Cambula. Em 2024, editou a EP “Txau Pra Nunca”, com produção de Empowerhermusic. Ao longo da sua carreira, colaborou com Nephew, Badjero, Kindanatural e Kamane, entre outros.
“Subir ao palco da Mbenga Live Session é para mim um momento de afirmação e de partilha. Vou apresentar um repertório que atravessa os meus EPs, singles e temas inéditos, com a certeza de que a música moçambicana merece espaços assim – íntimos, sérios e com cheiro a público”, afirmou Cynthia Soares.
A artista já marcou presença no Afro Jazz Encounter, onde actuou com Jimmy Dludlu, e participa regularmente nos concertos semestrais do Coro e Orquestra da UEM.
O concerto integra a temporada 2026 da Mbenga Live Session, um projecto da Plataforma Mbenga Artes e Reflexões em parceria com a Rádio Cidade, que já recebeu nomes como Shelcia Mac, Nephew 258, Ivan Manyike, The Rosee e Yadah Angel. Ao longo do ano, o projecto tem-se afirmado como uma plataforma consistente de promoção da nova música moçambicana, com mais de 5 concertos realizados, sempre com casa cheia e entrada solidária.
“A Mbenga Live Session tem-se afirmado como um espaço de descoberta e de valorização da nova música moçambicana. A Cynthia Soares representa uma geração de artistas que alia sensibilidade, técnica e consciência do seu tempo. A Rádio Cidade orgulha-se de transmitir mais este concerto e de levar a sua música a todo o país”, declarou um representante da estação.
A organização lembra que os lugares são limitados e que a entrada está sujeita à entrega de um bem de material escolar no local.
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Lukie apedrejada por querer cantar em Angola
A cantora moçambicana Lukie está a gerar polémica nas redes sociais após questionar a falta de espaço para artistas moçambicanos em Angola.
Num vídeo divulgado recentemente, a cantora afirmou que Moçambique sempre recebeu músicos angolanos “de braços abertos”, mas que o mesmo não acontece com os artistas nacionais no mercado angolano.
As declarações dividiram opiniões e motivaram reacções de várias figuras públicas, incluindo o músico Denny OG, que criticou Lukie por, segundo ele, “mendigar atenção” de Angola.
O artista defendeu que os músicos moçambicanos devem focar-se mais em fortalecer a sua identidade cultural, em vez de procurar validação fora do país.
Apesar das críticas, o posicionamento da cantora também recebeu apoio de internautas que concordam que existe pouco intercâmbio para os músicos moçambicanos em Angola.
A discussão reacendeu o debate sobre a valorização da música nacional, o papel dos promotores e os desafios da internacionalização dos artistas moçambicanos.
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Hot Blaze chuta o balde da humildade, “Minha caneta é pesada”
O rapper e cantor moçambicano Hot Blaze afirmou, durante a sua participação no programa Impulso, da Radio Cidade, que descobriu o verdadeiro peso da sua escrita enquanto compositor.
O artista não escondeu a confiança ao falar da sua capacidade criativa, chegando mesmo a afirmar que, em termos de composição, se considera “número um” em Moçambique.
“Eu descobri que a minha caneta é muito pesada”, declarou.
Durante a conversa, Hot Blaze explicou que a sua forma de escrever foi influenciada pelo rap, género onde aprendeu a importância das punchlines e da força das letras, elementos que diz ter levado para músicas de amor e kizomba.
O músico aproveitou ainda para destacar o tema “Luta Forte”, que considera a melhor composição da história da música moçambicana, sublinhando o impacto que a música teve junto do público.