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AOPDH une-se a Kiba para manifestar com “Maxaquene”
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O grupo de rap A Outra Parte da História (AOPDH) lançou hoje a faixa “Maxaquene”, disponível no YouTube.
O título da música é uma homenagem ao bairro de Maxaquene, na cidade de Maputo, que durante as manifestações populares desafiou as forças policiais, chegando ao ponto de dirigir um veículo da polícia especializada.
Com letras que apoiam os movimentos de protesto em Moçambique, a música expressa um desejo colectivo por mudanças significativas no país. O coro da faixa destaca que a força demonstrada por Maxaquene reflete a resiliência de todo o povo moçambicano.
Kiba, em colaboração com o grupo, trouxe sua versatilidade ao utilizar línguas nacionais do sul de Moçambique, como o Xichangana, reafirmando seu compromisso com a valorização cultural e popularização da mensagem, algo que faz parte do diferencial competitivos da AOPDH.
A produção da faixa ficou a cargo de Elton Penicela, produtor musical moçambicano que já trabalhou com artistas como Hernâni, Tamyris Moiane e Konfuzo 412.
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Lenna Bahule promove show especial da Independência de Moçambique no Brasil
A cantora moçambicana Lenna Bahule prepara um espectáculo especial para celebrar o Dia da Independência de Moçambique no Brasil, no próximo dia 25 de Junho.
A artista partilhou o anúncio através das suas redes sociais, onde revelou que o evento será inteiramente dedicado à música moçambicana.
Segundo Lenna Bahule, o show vai destacar grandes nomes da música nacional, numa viagem sonora que promete unir diferentes gerações e estilos. Entre os artistas mencionados estão Kapa Dech, Eugénio Mucavele, Gabriel Chiau, Timbila Muzimba, Magid Mussá e Sheila Jesuíta.
A artista explicou que a ideia é criar um ambiente de celebração e valorização da cultura moçambicana junto da comunidade africana e dos apreciadores da música lusófona no Brasil. “Vamos tocar só música moçambicana”, escreveu Lenna, mostrando entusiasmo com a iniciativa que pretende homenagear Moçambique através da arte e da música.
Além do anúncio do espectáculo, Lenna Bahule aproveitou o momento para pedir ajuda aos seguidores na tradução de algumas expressões em línguas moçambicanas presentes em músicas de Eugénio Mucavele e Kapa Dech, reforçando o interesse em preservar e partilhar a riqueza cultural do país além-fronteiras.
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Instalação artística “Dez Primaveras”, de Sue Bejarano inaugura na Fundação Fernando Leite Couto
“Dez Primaveras”, da artista equatoriana Sue Bejarano, abriu-se ao público nesta terça-feira, dia 23 de Junho de 2026, às 18h00, na galeria da Fundação Fernando Leite Couto. O evento de inauguração será marcado por uma conversa à volta das consequências dos resíduos plásticos na natureza, com a participação do ambientalista Isildo Nhantumbo.
Construída integralmente a partir de garrafas plásticas reutilizadas, “Dez Primaveras” é uma instalação imersiva que convida o público a refletir sobre a presença crescente dos microplásticos nas nossas vidas e nos ecossistemas. Composta por 520 flores suspensas, cada uma representando uma semana de vida humana, a obra traduz visualmente a quantidade estimada de plástico que uma pessoa consome ao longo de dez anos sem o perceber.
As delicadas flores coloridas, que ocupam o espaço do teto ao chão, produzem um ambiente de grande impacto visual. Contudo, por detrás da sua aparente beleza, escondem uma inquietante realidade: ao contrário das flores naturais, estas não irão crescer, reproduzir-se nem nutrir a terra. Permanecerão muito para além da nossa existência, fragmentando-se lentamente em partículas microscópicas que regressam aos nossos corpos através da água, dos alimentos e do ar que respiramos.
Com esta instalação, Sue Bejarano transforma resíduos descartados em matéria poética e crítica, propondo uma reflexão sobre o consumo, a responsabilidade ambiental e as consequências invisíveis da cultura do plástico. A obra evidencia um problema global que afeta todas as sociedades, mas cujos impactos são particularmente sentidos em contextos onde os sistemas de reciclagem e as políticas ambientais permanecem insuficientes.
Natural do Equador, Sue Bejarano desenvolve uma prática artística centrada nas questões ambientais contemporâneas. Influenciada por experiências de vida em três continentes, a artista cria esculturas e instalações a partir de materiais descartados e elementos naturais. O seu trabalho integrou exposições individuais e coletivas no Senegal e encontra-se representado em coleções privadas na Europa, África e América. Actualmente reside e trabalha em Maputo, onde desenvolve novos projectos a partir do seu estúdio.
Será uma oportunidade para o público conhecer uma obra que alia arte, consciência ecológica e experiência sensorial, reforçando o papel da criação artística na promoção de debates urgentes sobre o futuro do planeta.
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EMMVR lança suas “Últimas Cassetes”
O rapper moçambicano EMMVR acaba de lançar o seu novo projecto intitulado “Últimas Cassetes”, um EP que já se encontra disponível nas principais plataformas digitais de streaming.
O artista anunciou ainda que o videoclipe oficial de uma das faixas do projecto será lançado amanhã no YouTube, aumentando a expectativa dos fãs em torno desta nova fase da sua carreira.
Com uma sonoridade marcada pelo R&B contemporâneo e influências alternativas, “Últimas Cassetes” chega como uma proposta nostálgica e emocional, explorando relações, sentimentos e experiências pessoais através de melodias suaves e letras intimistas. O projecto conta com músicas como “Girassol”, “Twin”, “Meu Lado”, “Teu Love” e “Calma”.
Entre as participações especiais destacam-se Hernâni da Silva na faixa “Teu Love” e Deezy em “Calma”, duas colaborações que prometem ampliar ainda mais o alcance do EP junto do público lusófono. A tracklist oficial do projecto foi revelada recentemente nas redes sociais do artista.
Nos últimos anos, EMMVR tem vindo a consolidar-se como uma das vozes emergentes da nova geração do R&B moçambicano, acumulando lançamentos consistentes e conquistando espaço entre os amantes da música alternativa urbana. O novo EP surge depois de outros trabalhos como “EMPREENDEDOR EP” e “Lost Tapes”, reforçando a identidade artística do cantor.