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AEMO Celebra Centenário de Noémia de Sousa e Lança Agenda Cultural 2026

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A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) lançou oficialmente hoje as celebrações do centenário de Noémia de Sousa (1926–2002), figura central da literatura de resistência e carinhosamente apelidada de “mãe dos poetas moçambicanos”. O evento marca não apenas a homenagem à autora de “Sangue Negro”, mas também o arranque do programa anual de atividades da instituição para 2026.

A programação foi desenhada com o objetivo de fortalecer a promoção das artes, estimular o diálogo cultural e garantir que o público tenha maior acesso a iniciativas formativas. Segundo a agremiação, o momento é decisivo para reafirmar o papel da AEMO na preservação da memória cultural do país.

Um dos pontos altos do plano apresentado é o programa “Ciclo de Conversas Escutar a Palavra”, que contará com sessões dedicadas a explorar a vida e o legado de Noémia de Sousa, que além de poetisa, foi uma jornalista pioneira.

O atual secretário-geral da AEMO, o académico Filimone Meigos, destacou que a nova agenda foca-se na coesão do grupo e na sustentabilidade económica e financeira da associação. Meigos reforçou ainda a importância da “sustentabilidade inter-geracional”, procurando unir a experiência dos escritores consagrados ao vigor das novas vozes da literatura moçambicana.

Fundada em 1982, a AEMO tem sido o pilar de defesa dos escritores nacionais, sendo responsável pela publicação de coleções icónicas como “Karinga” e “Timbila”, além de organizar o Prémio Literário José Craveirinha, a maior distinção das letras em Moçambique.

As atividades em torno do centenário deverão estender-se ao longo de todo o ano, incentivando a participação ativa da comunidade literária e do público em geral.

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“Eu mereço o melhor”, diz Dygo Boy em resposta a internautas

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Dygo Boy

O rapper moçambicano Dygo Boy lançou “Fortaleça”, no âmbito da segunda parte do seu trabalho discográfico “Frescolandia”.

Na música, o rapper mostra-se seguro e firme sobre tudo o que conquistou, apesar de, por vezes, ser tratado como se não merecesse o que tem.

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Maputo acolhe Semana da Dança 2026 com artistas de vários países

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A Cidade de Maputo prepara-se para acolher, de 21 a 27 de Setembro, a Semana da Dança 2026, uma iniciativa que vai reunir artistas, curadores, programadores, investigadores e outros profissionais das artes performativas de diferentes países e continentes.

O evento tem como objectivo promover a formação, experimentação artística e intercâmbio entre artistas e comunidades, através de workshops, encontros, partilhas de processos criativos, fóruns de debate e performances. Nesta edição, estarão representados países como África do Sul, Brasil, Costa do Marfim, França, Itália, Portugal, República Democrática do Congo e Tanzânia, numa programação que inclui mais de 20 apresentações performativas, workshops e fóruns.

As actividades vão decorrer em diferentes espaços culturais e comunitários da Cidade de Maputo e arredores, incluindo a Associação Cultural Casa Velha, Centro Cultural Franco-Moçambicano, Estúdio Mugangueni, em Macaneta, Paços do Município de Maputo, além de espaços não convencionais nos bairros da Polana Caniço.

Workshops promovem reflexão e formação artística

Entre os destaques da programação estão os workshops, que vão abordar temas ligados à profissionalização das artes cénicas, à curadoria a partir do território e à cenografia urbana.

Os encontros pretendem criar espaços de debate e experimentação entre profissionais, artistas em formação, estudantes e amantes da cultura, contribuindo para o reforço das competências dos fazedores das artes e para o desenvolvimento das Indústrias Culturais e Criativas.

Maputo acolhe Estação do Fórum da Bienal de Lyon

A Semana da Dança 2026 inclui ainda o Fórum – Estação Maputo, uma iniciativa da Bienal de Lyon que promove a criação de estações em diferentes territórios como espaços de encontro, reflexão e intercâmbio entre profissionais das artes performativas.

Em Maputo, a estação vai reunir artistas, curadores, programadores, investigadores e outros agentes culturais para discutir práticas, partilhar experiências e fortalecer redes de colaboração, com enfoque na dança contemporânea e nas artes performativas.

1 KM DE DANÇA leva a dança para as ruas

Outro destaque será o 1 KM DE DANÇA, uma iniciativa artístico-cultural que transforma um percurso de um quilómetro num circuito de dança, aproximando artistas e público através do movimento e da ocupação do espaço.

A iniciativa, implementada em Pantin, França, pela CND, e também realizada noutros países, convida artistas e público a percorrerem um quilómetro marcado por diferentes momentos de dança. Em Maputo, a proposta pretende valorizar as histórias, memórias e características dos lugares, criando uma experiência colectiva entre o corpo, o movimento e o espaço urbano.

Ao longo de uma semana, a Semana da Dança 2026 pretende colocar Maputo no centro de uma programação dedicada à dança e às artes performativas, criando oportunidades de aprendizagem, criação, diálogo e intercâmbio entre artistas nacionais e internacionais.

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Énia Lipanga lança livro para Crentes Lerem Escondido

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A escritora moçambicana Énia Lipanga lança, esta segunda-feira, em Maputo, o seu mais recente livro, Para Crentes Lerem Escondido, numa iniciativa da Ethale Publishing. O lançamento terá lugar às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português.

A obra aborda questões relacionadas com a fé, convicções, experiências individuais e os silêncios construídos em torno de determinados temas. Através de uma abordagem reflexiva e provocadora, a autora propõe ao leitor um espaço para questionar certezas e confrontar assuntos que nem sempre são discutidos publicamente.

O título do livro parte de uma provocação sobre a relação entre fé, leitura e aquilo que é considerado aceitável dentro de determinados espaços religiosos e sociais. A partir desta perspectiva, Énia Lipanga leva para a literatura inquietações e experiências que procuram estimular o debate e a reflexão.

O programa de lançamento será apresentado por Elton Pila e contará com um momento musical de Yadah Angel e uma declamação de Negro. A cerimónia será conduzida por Leia Chingubo, como mestre de cerimónias.

O evento decorre no Camões – Centro Cultural Português, na Avenida Julius Nyerere, n.º 720, em Maputo, e é aberto ao público. Com o lançamento, a Ethale Publishing dá continuidade à publicação de obras de autores moçambicanos e de narrativas que procuram contribuir para o debate sobre a sociedade e a literatura contemporânea.

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