Opinião
A história do sucesso de Shellsy Baronet
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Shellsy baronet, é uma artista moçambicana que teve a sua infância partilhada entre Moçambique e a vizinha África do sul, nascida a 4 de Maio de 1998. Desde a idade tenra, Shelly almejou ser uma cantora renomada e conquistar o mundo inteiro com a sua voz que a possibilita cantar e encantar. Talvez seja pelo facto e nascer numa família de artistas, onde podemos destacar Adelino Branquinho, seu tio.
Na escola onde estudava na África do Sul, fazia parte de um grupo teatral, onde era dançarina e modelo. Aos 10 anos de idade, deu início a sua carreira musical, participando em um dos maiores concursos infanto-juvenis de música nos Estados Unidos de América (EUA), onde entre as 300 crianças participantes, foi consagrada como a segunda melhor.
Em 2017, Shellsy, assinou um contrato com uma das maiores labels mais sonantes na altura, “Game Over Entertainment” o que resultou em 2 hits “don’t break my heart” e “última bolacha”. Os hits foram suficientes para a sua afirmação no mercado musical e consequentemente para com a sua aceitação pelo público.
Durante o percurso da sua carreira, descobriu um dos grande ícones da música moçambicana, a cantora Mingas, que Shellsy, assume grande admiração, pelo facto da artista ter iniciado a sua carreira numa altura em que fazer música de forma profissional era difícil por conta da escassez de estúdios, mas com tudo conseguiu fazer seu nome até aos dias de hoje, tornando-se numa referência respeitada por todo Moçambique.
Para além de acções inclinadas à musicalidade, Shellsy, investiu na maior “arma” poderosa do mundo, que é o conhecimento, formou-se neste ano 2022 na vizinha África do Sul, em “Administração e Gestão Pública”, pela Universidade de Pretória.
Opinião
Twenty Fingers expõe lar tóxico vivido por muitas mulheres em “Já Cansei”
Há músicas que servem apenas para animar, mas existem outras que chegam ao coração porque retratam realidades que muita gente vive todos os dias dentro de casa.
“Já Cansei”, de Twenty Fingers, é uma dessas músicas que vai além do amor e fala sobre a dor silenciosa de muitas mulheres que carregam sozinhas o peso da família, enquanto o homem que deveria estar presente se perde no álcool, na rua e na irresponsabilidade.
No vídeo, Twenty Fingers traz-nos a vida de um homem viciado na bebida, ausente do seu próprio lar e distante da esposa e dos filhos. Um homem que já não participa da vida da família, que troca os momentos em casa pelas barracas e pelas noites fora e é exactamente essa realidade que torna o trabalho tão pesado e verdadeiro, porque infelizmente é uma situação vivida por muitas mulheres.
A esposa, cansada de sofrer em silêncio, decide finalmente falar e lembra ao marido que não é qualquer mulher, é a mãe dos seus filhos, a companheira que esteve ao lado dele, a mulher com quem construiu uma família. Mas já não aceita continuar a viver sem respeito, sem atenção e sem presença dentro do próprio lar.
O mais triste é perceber que, muitas vezes, a ausência começa antes mesmo da separação. O homem continua a voltar para casa, mas já não está realmente presente, falta na mesa, falta nas conversas, falta no carinho e nos pequenos momentos que sustentam uma família.
Mais do que música, “Já Cansei” é uma chamada de atenção para muitos homens, principalmente pais de família, sobre a importância de cuidar do seu lar, valorizar a esposa e acompanhar os filhos. Porque família não é apenas sustentar financeiramente.
Ao mesmo tempo, a música traz uma mensagem forte para as mulheres, não aceitar o desrespeito como algo normal. Não viver eternamente caladas diante da dor. Ter voz, posicionar-se e lutar por um ambiente mais saudável dentro de casa.
Opinião
Pfuka u Phanda, um conselho de gerações que continua urgente
“Pfuka U Phanda”, colaboração entre António Marcos e Nelson Tivane, é mais do que uma simples faixa do novo projecto discográfico de Nelson, Lhamula, é um chamado à consciência, um lembrete musical que atravessa gerações.
Ao unir dois artistas de idades e trajetórias diferentes, a música transforma-se num diálogo intergeracional que reforça valores que nunca perdem validade, acordar, mover-se e fazer acontecer.
A força da música está na forma como combina melodias cuidadosamente escolhidas com uma letra directa, quase paternal. Ambos os artistas recordam que nada se conquista parado, que o sucesso não é fruto do acaso, mas sim de esforço contínuo, disciplina e coragem para enfrentar obstáculos.
No fundo, “Pfuka U Phanda” deixa um conselho simples, mas necessaria “não há resultados sem acção”. Segundo os autores, lamentar não muda a realidade, dormir sobre os problemas não os resolve, é preciso levantar, trabalhar, procurar caminhos e criar oportunidades, mesmo nos dias difíceis.
Opinião
Zakaza, o som que se calou: Reforma ou morte?
O nosso patrão da música moçambicana, MC Roger, era conhecido por todos como o “Rei do Verão” o artista que anunciava a chegada da estação mais quente em Moçambique com músicas que enchiam praias, festas e marginais.
Mas este ano, aliás nos últimos tempos, estranhamente, está em silêncio. Não há faixa que celebre o sol, o calor, o ritmo da festa, nada de anúncio do “verão chegou” nem um Zakaza de surpresa.
O vazio desse palco fez-me perguntar que aconteceu ao nosso Rei do Verão? Sera que alguém se negou a abrir as portas ao patrão e ele não passou?
Fui pesquisar e vi os sinais de mudança quando percebi que nas suas redes sociais deixou de exibir batidas e danças para o calor, mulheres a cair na piscina, e passou a trazer imagens de cerimónias, eventos institucionais e figuras políticas.
O fato, gravata e sapatos que brilhavam, agora sobem outras escadas e as portas com fechaduras de ouro são abertas para entrar em lugares cheios de “excelências”, “todo protocolo” e “no que tange”.
Para mim, ele resolveu morrer para a música matar sua carreira para mudar renascer como agente de influência, com uma faceta mais patriótica ou política.
Agora, o artista que antes trazia “sol, festa e calor” parece ter aceitado outros ritmos e outras plateias. Isso não é necessariamente mau, mas deixa um vazio entre quem esperava a sua batida anual e quem agora vê um rosto mais voltado para o poder, o palco político.
Assim sendo, volto a dizer, Mc Roger morreu para a música. Eu já não conto com ele.