Cultura
Grupo de Teatro M’bêu participa no Festival Internacional de Teatro e Artes em Angola
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O Grupo de Teatro M’bêu integra o cartaz do Festival Internacional de Teatro e Artes (FITA), que decorre de 19 a 30 de Maio, em Angola. A companhia moçambicana leva ao palco de Elinga Teatro, em Luanda, as peças “As substitutas” (25) e “O monólogo da prostituta no manicómio” (30), ambas dirigidas pela encenadora moçambicana Isabel Jorge.
Organizado pelo Elinga Teatro, o FITA tem-se consolidado como um dos mais importantes espaços de promoção do teatro e das artes cénicas na região, reunindo artistas, grupos e instituições culturais de diferentes países. O festival promove o intercâmbio cultural, o fortalecimento de parcerias artísticas e o desenvolvimento das disciplinas ligadas às artes performativas, através de espectáculos, debates, formações e outras actividades integradas na programação.
A peça “As substitutas”, do título original Another One’s Bread, do dramaturgo sul-africano Mike Van Graan, estreou em Abril de 2025, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM). Trata-se de uma obra que acompanha a história de quatro mulheres que trabalham como profissionais de luto, prestando serviços relacionados com funerais e cerimónias fúnebres. Interpretada pelas actrizes Sabina Tembe, Xixel Langa, Josefina Vilanculo e Clarisse Dzimba, a peça assume o formato de uma comédia sombria que convida o público à reflexão sobre temas como desigualdades sociais, género, fome e sobrevivência.
Já “O monólogo da prostituta no manicómio”, baseado num texto original dos dramaturgos italianos Dario Fo e Franca Rame, retrata a história de uma mulher interrogada por uma médica e pela sua equipa. Ao longo do depoimento, são revelados episódios marcados pela violência de género e pelos traumas acumulados ao longo da sua vida. O espectáculo é interpretado pela actriz Yolanda Fumo e estreou em Abril de 2023, destacando-se pela intensidade dramática e pela abordagem socialmente crítica.
Sabe-se que Isabel Jorge Actriz é encenadora e produtora moçambicana, licenciada em Jornalismo pela Universidade Eduardo Mondlane e conta com mais de 30 anos de carreira nas artes cénicas. Iniciou o seu percurso artístico no grupo Mutumbelinha e integrou, em 1989, o Grupo de Teatro M’bêu, do qual é actualmente directora. Ao longo da sua trajectória, colaborou com o Grupo Mutumbela Gogo, participou em diversas produções teatrais nacionais e internacionais e facilitou workshops voltados para o desenvolvimento comunitário. Participou ainda, como actriz, em filmes, minisséries e radionovelas. Nos últimos anos, Isabel Jorge tem-se dedicado com maior intensidade à encenação, assinando trabalhos como “As substitutas”, “O monólogo da prostituta no manicómio” e “Sujo(s)”, de Milton Morales, uma produção realizada em São Paulo, Brasil, numa parceria entre o Grupo M’bêu e o Teatro da Ponte.
Aponte-se que a participação do Grupo M’bêu no FITA foi através da Associação Vemba, Artes e Mulher (AVAM) e conta com o apoio da WVL Aliadas.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.