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Cultura

Jimmy Dludlu distinguido no “African Award Leaders Excellence” em Angola

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O músico moçambicano Jimmy Dludlu foi distinguido, na última terça-feira (28), durante o “African Award Leaders Excellence 2026”, evento realizado na cidade de Luanda, em Angola, numa cerimónia que reuniu líderes africanos de diferentes áreas, reconhecidos pelo seu impacto e contribuição para o desenvolvimento do continente africano.

Jimmy Dludlu subiu ao palco do Epic Sana para receber uma estatueta e um certificado equivalente à categoria de Excelência em Música Jazz Africana. Trata-se de uma distinção que reconhece “o seu  percurso notável, pela consistência da sua líderança e pelo impacto significativo das suas acções no desenvolvimento de África e do mundo”.

De acordo com a Luadeira Digital Angola, entidade promotora da iniciativa, a presente distinção celebra não apenas conquistas, mas a capacidade de inspirar, transformar realidades e elevar padrões de excelência nas mais diversas áreas da sociedade.

“Que este reconhecimento simbolize o mérito de uma trajectória construída com visão, coragem e compromisso com o progresso colectivo”, encerra a organização, num texto extraído do Certificado de Distinção atribuído a Jimmy Dludlu.

Ao receber esta homenagem, o artista mostrou-se feliz e grato, afirmando que o reconhecimento representa também uma homenagem colectiva a todos os moçambicanos.

“Agradeço a Deus”, começou Jimmy o seu périplo de agradecimentos, passando pela sua família, “Os Cuambes, e ao povo africano por ter reconhecido o menino de Chamanculo. Khanimambo!”, declarou, numa referência às suas origens e ao bairro onde construiu os primeiros passos da sua trajectória.

Para Jimmy Dludlu, a música sempre foi mais do que arte, assumindo-se como missão, responsabilidade e instrumento de representação africana além-fronteiras.

“O meu sonho sempre foi partilhar o meu talento, os meus conhecimentos e representar o meu continente pelo mundo. É um desafio que todos os dias encaro com muita responsabilidade”, afirmou.

Defensor ferrenho da educação musical e do afro-jazz, o músico sublinhou que a cultura continua a ser uma das maiores expressões de identidade de um povo.

“A música, a cultura em geral, é a bandeira de uma nação, neste caso, a bandeira africana. Sempre acreditei na educação musical e no jazz, porque é uma marca da nossa africanidade”, referiu.

Segundo o artista, construir uma voz própria nunca foi um processo simples, mas foi precisamente essa busca pela autenticidade que moldou a sua carreira. Influenciado por grandes referências africanas como Miriam Makeba, Hugh Masekela, Papa Wemba e George Lee, Jimmy Dludlu encontrou também na sua formação, na Universidade de Ghana, em Legon, elementos essenciais para consolidar a sua identidade artística.

“Não foi fácil, mas fui trabalhando. Muitos artistas de prestígio ajudaram-me e a oportunidade que tive de estar no Norte de África permitiu-me conhecer muitos ritmos daquela região do continente”, assumiu, reconhecendo, a seguir, que essas influências foram fundamentais para encontrar a sua voz africana.

“A nossa juventude tem que acreditar na originalidade, ter a sua própria voz. Eu também, quando estava a começar, inspirei-me nos outros, e isso é normal. Mas a coisa mais importante para mim é o legado e passar o conhecimento para as gerações vindouras”, sublinhou.

A homenagem acontece num ano particularmente simbólico para o músico, que celebra 40 anos de carreira dedicados à música e à afirmação da identidade cultural africana. Para assinalar a data, Jimmy Dludlu prepara uma digressão internacional que terá início em Junho, em Maputo, reunindo em palco artistas de grande referência no continente.

O African Award Leaders Excellence distingue anualmente personalidades africanas que se destacam nas áreas da cultura, liderança, empreendedorismo, inovação e impacto social, promovendo o reconhecimento de figuras que inspiram novas gerações e contribuem para a transformação positiva de África.

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Cultura

AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais

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O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.

Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.

Duas gerações, diferentes caminhos

Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.

O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.

Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.

António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.

Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.

Um espaço para o diálogo musical

A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.

A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.

Sobre o Festival AZGO

O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.

Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.

O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.

A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.

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Cultura

Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola

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O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.

No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.

Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.

A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.

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Cultura

Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos

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Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.

A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.

Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.

Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.

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