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50Killos nomeia DJ Dilson como Diretor de Marketing e Imagem

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A produtora musical 50Killos anunciou a nomeação de Dilson Chaúque, conhecido artisticamente como DJ Dilson, para o cargo de Diretor de Marketing e Imagem, no âmbito de um processo de reorganização estrutural da label.

A decisão, comunicada oficialmente pelo diretor executivo Rito da Costa Fernandes (Master Boogle), passa a vigorar de imediato, marcando uma nova fase na estratégia de comunicação e posicionamento da marca no mercado.

Segundo o comunicado, a reestruturação visa fortalecer a imagem da 50Killos e alinhar as suas operações às exigências atuais da indústria musical.

A entrada de DJ Dilson para a direção de marketing é vista como um passo estratégico para impulsionar a visibilidade dos artistas da label e consolidar a sua presença no panorama musical moçambicano.

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Trapandza de Hélio Beatz e Djimetta já tem vídeo

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Os músicos Djimetta e Helio Beatz uniram os ritmos do trap e do pandza numa nova música, “Awena Bebé”.

A faixa, que conta ainda com a participação de Badjero, teve o seu vídeo animado lançado hoje no YouTube, apostando numa estética criativa que acompanha a fusão sonora proposta pelos artistas.

O projecto foi captado no Macorda Vocal Studio, com produção assinada por Helio Beatz, enquanto a mistura e masterização ficaram a cargo de DJ Bavy.

O artwork foi desenvolvido por Akwalume, que também coassina a animação ao lado de Djimetta.

O lançamento surge sob a chancela da MESS Records, reforçando a aposta em novas sonoridades e colaborações inovadoras na música nacional.

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“Quando eu morrer, não me postem”, diz Vânia Faife

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A influenciadora moçambicana Vânia Faife escreveu, nas suas redes sociais, que quando partir desta terra não quer ser “postada”, como tem acontecido em várias situações semelhantes.

Este seu posicionamento surge em comentários à morte de Lisandra Hama, esposa do músico Kamane Kamas, ocorrida no dia 5 de Abril, vítima de um atropelamento na cidade da Matola.

Na publicação, feita através de um “story”, Vany Faife afirmou ainda que não deseja homenagens póstumas de pessoas que, em vida, não mantiveram contacto ou deixaram pendências emocionais por resolver.

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Énia Lipanga seleccionada para Fundo de Investimento para Criação de Obras Digitais no Oceano Índico

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A escritora e activista social moçambicana Énia Lipanga foi seleccionada para integrar o ciclo II do Fundo de Investimento para a Criação de Obras Digitais no Oceano Índico, uma iniciativa que apoia projectos inovadores na área cultural e digital na região.

Entre cinco artistas e projectos seleccionados para este ciclo, Énia Lipanga representa Moçambique, destacando o país no panorama da criação contemporânea e reforçando a presença de narrativas autorais comprometidas com questões sociais e com o acesso democrático à cultura.

O fundo é promovido pela Comissão do Oceano Índico, no âmbito do projeto Indústrias Culturais e Criativas (ICC), com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), e tem como objectivo impulsionar a produção de conteúdos digitais inovadores e de impacto.

A proposta da Énia Lipanga centra-se na adaptação do seu mais recente livro publicado no Brasil, Nada Será Devolvido em Silêncio, para o formato de audiobook.

Mais do que uma transposição de linguagem, o projecto nasce de uma intenção clara, ampliar o alcance da literatura para além das barreiras tradicionais de leitura. A obra pretende chegar a mulheres que não tiveram acesso à alfabetização, bem como a pessoas com deficiência visual, criando novas possibilidades de escuta, identificação e pertencimento.

Conhecida por uma escrita feminista, Énia Lipanga leva para este projecto uma abordagem sensível e politicamente consciente, onde a palavra falada se torna também ferramenta de inclusão e transformação social.

“Quero que a minha literatura possa ser ouvida por quem nunca pôde lê-la. Que essas histórias encontrem vidas, mesmo quando os olhos não podem alcançá-las”, afirma a autora.

A participação no fundo permitirá o desenvolvimento de uma obra digital com impacto social direto, contribuindo para a democratização do acesso à literatura no contexto moçambicano e na região do Oceano Índico.

Énia Lipanga é escritora, poetisa, jornalista e activista moçambicana. A sua obra e trajectória cruzam arte, direitos humanos e inclusão, com foco na valorização das mulheres e de pessoas com deficiência. É curadora do Palavras São Palavras e mentora do movimento Incluarte. Já representou Moçambique em diversos países e é autora de várias obras de poesia. Foi nomeada uma das 10 mulheres mais inspiradoras de 2022 pela Hamasa Magazine, incluída entre as 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela Bantu Man, considerada melhor artevista de 2025 pela Plan International e condecorada com a Medalha de Honra e Direitos Humanos pelo Governo do Brasil em 2024.

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