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Eliana N’Zualo lança Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas no CCFM
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A contadora de histórias moçambicana Eliana N’Zualo, Artista Associada do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) em 2026, apresenta a edição moçambicana do seu livro Cartas de Amor para Meninas Mal Comportadas, chancelada pela Ethale Publishing, na Quinta-feira, 26 de Março, às 18h, no Restaurante Palato, no CCFM.
A obra reúne cartas poéticas e performativas que dão voz a mulheres que desafiam normas sobre corpo, desejo, sexualidade e comportamento feminino, convidando à reflexão sobre liberdade, identidade e experiências de mulheres africanas.
O lançamento contará com a apresentação da Profa. Doutora Teresa Manjate e leitura de poemas pela própria autora, oferecendo ao público a experiência directa do caráter íntimo e performativo da obra.
Como Artista Associada do CCFM, Eliana N’Zualo desenvolve o seu trabalho com apoio do programa, que oferece recursos, orientação e visibilidade aos artistas moçambicanos, promovendo a criação e a internacionalização das suas obras.
A estreia em Maputo marca o início da circulação do livro pelo país, estando previstas apresentações noutras províncias, ampliando o alcance desta obra singular.
Complementando o lançamento, a obra será também levada ao palco numa interpretação cénica, marcada para o dia 2 de Abril, às 18h30, no Auditório do CCFM. A apresentação explora o corpo feminino através do movimento e ritmo, interpretando-o como um poema — meio pelo qual vivenciamos o amor, experiências, vitórias, alegrias e memórias que nele se acumulam. A interpretação, com direcção musical de Pizza with Pineapples, contará com a participação de Carol Matosse (percussão e voz) e Marcia Pascoal (baixo e voz).
“Cartas de Amor Para Meninas Mal Comportadas” é um convite à celebração das meninas que um dia fomos e que vivem dentro de nós.
Eliana N’Zualo é uma contadora de histórias moçambicana, profundamente inspirada pelos princípios do feminismo africano. É autora dos livros infantojuvenis Elefante Tendai e os Primos Hipopótamos (2019) e Quando a Marta Aprendeu a Pedalar (2023), e participou em antologias no Brasil, Portugal e África do Sul.
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Silke celebra 10 anos do 16 Neto com “Show Acústico”
No âmbito das celebrações dos 10 anos de existência, 16NetO apresenta, hoje, dia 25 de Março, às 19h, o “Show Acústico”, com Silke, que celebra igualmente uma década em palco.
Encerrando a programação do mês de Março, este espectáculo propõe um formato íntimo e envolvente, aproximando o público da essência musical da artista. Num ambiente acolhedor, Silke convida os espectadores a uma experiência sensível e directa, onde a voz, os instrumentos e as emoções ganham destaque, sem artifícios.
O concerto integra a agenda comemorativa dos 10 anos do 16NetO, espaço que ao longo da última década se tem afirmado como uma plataforma de promoção e difusão das artes em Maputo, acolhendo diversas expressões culturais e artistas emergentes e consagrados.
Silke encontra-se com a música bem cedo, influenciada pelo pai, coleccionador de CDs. Antes de cantar, desenhava e sonhava ser artista plástica ou arquitecta. A voz revelou-se por acaso, ainda na adolescência, tornando-se rapidamente o centro da sua prática artística.
Iniciou gravações em estúdio em 2010 e integrou várias editoras entre 2011 e 2015, antes de seguir como artista independente. Em 2017, foi seleccionada para o Top 4 do Battle of the Bands do Afro Punk Festival, em Joanesburgo, reconhecimento que consolidou a sua presença no panorama musical.
Em 2018, criou ELEVEN e, em 2020, colaborou com o multiartista italiano Lucio Cavallari no projecto ILHA, desenvolvido durante a pandemia. A partir desse período de introspecção, adoptou o nome artístico Silke, reafirmando a sua identidade criativa.
Expandiu a sua prática para o teatro, estreando-se em Molhar na Chuva com os Corvos e integrando o musical New Kids, apresentado no Festival Maputo Fast Forward. Em 2023, lançou Nonchalant, criado com Tiago Correia-Paulo no âmbito da Cooperativa Musical, investigando temas ligados ao silêncio e à apatia.
Actualmente, Silke constrói uma obra que atravessa música, performance e experimentação, marcada por sensibilidade, rigor e procura interior.
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“Ngwenya, o Crocodilo” visitou o Museu Mafalala
O Museu Mafalala acolheu, no dia 18 de Março, às 18h00, mais uma sessão do Cineclube Mafalala, com a exibição do documentário “Ngwenya, o Crocodilo”, uma obra que retrata a vida e o universo artístico do pintor moçambicano Malangatana Ngwenya.
Realizado por Isabel Noronha, o documentário apresenta um olhar profundo sobre a dimensão espiritual e criativa de Malangatana, um dos maiores nomes das artes plásticas em Moçambique. A obra foi distinguida internacionalmente, tendo conquistado o prémio de Melhor Documentário de África, Ásia e América Latina no Festival de Milão.
“Ngwenya, o Crocodilo” conduz o espectador por uma viagem sensorial e simbólica, onde memórias de infância, histórias míticas e elementos da tradição se entrelaçam com a modernidade. A narrativa acompanha uma busca por compreensão do universo do artista, revelando, pouco a pouco, os contornos oníricos e as múltiplas camadas que compõem a sua obra.
A sessão integra o programa “Telas e Ritmo”, no âmbito das celebrações dos 7 anos do Museu Mafalala, e promete proporcionar ao público uma experiência imersiva no legado de Malangatana.
O evento terá lugar na Rua 3015, nº 93, no bairro da Mafalala, sendo mais uma oportunidade para os amantes da cultura e do cinema moçambicano se conectarem com a história e identidade artística do país.
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Nataniel Ngomane orienta conversa sobre livros esquecidos na Fundação Fernando Leite Couto
O académico e promotor da leitura Nataniel Ngomane orienta, na próxima terça-feira, 31 de Março, uma conversa subordinada ao tema “os livros que ficaram por ser (re)lidos”, na Fundação Fernando Leite Couto, a partir das 18h00, com entrada livre.
A iniciativa propõe uma viagem pela literatura moçambicana, destacando obras e autores que, ao longo do tempo, foram sendo esquecidos ou cuja leitura se torna hoje novamente necessária. O encontro será conduzido por uma das figuras impulsionadoras do movimento de massificação da leitura em Moçambique.
Professor na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e Presidente do Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa, Ngomane deverá partilhar reflexões sobre a importância de revisitar a produção literária nacional, promovendo o diálogo entre leitores e incentivando o hábito de leitura.
A actividade insere-se no conjunto de acções culturais que visam dinamizar o acesso ao livro e valorizar a literatura moçambicana, reunindo estudantes, leitores e público interessado em torno da reflexão literária.