Cultura
Cheny Wa Gune celebra a riqueza do povo chope em regresso ao Franco
- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2025/02/©Mariano-Silva-scaled-e1739901484876-1000x600.jpg&description=Cheny Wa Gune celebra a riqueza do povo chope em regresso ao Franco', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
No dia 21 de fevereiro, às 20h30, a Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano será palco de uma celebração vibrante da cultura moçambicana. O espetáculo “M’Saho”, idealizado pelo músico e investigador Cheny Wa Gune, promete uma experiência única que une tradição e modernidade em um encontro sonoro envolvente.
Cheny Wa Gune, multi-instrumentista, compositor e produtor, traz para este concerto uma fusão entre os ritmos ancestrais da timbila e as sonoridades contemporâneas, num formato inovador que desafia as barreiras entre o passado e o presente. O evento contará com a participação especial de dois jovens de Zavala, que executarão danças tradicionais em um palco convencional, recriando um repertório de composições antigas e homenageando a música Chope.
“Este espetáculo é uma exaltação cultural. Vamos apresentar um repertório que carrega a essência dos nossos mestres desconhecidos e, ao mesmo tempo, incorporamos novas composições para criar uma experiência dinâmica e enriquecedora”, explica Cheny. Segundo o artista, a performance se desdobra em diversas camadas, iniciando-se com uma abordagem mais rústica e evoluindo para uma interpretação moderna e contemporânea.
A noite também contará com músicos que têm acompanhado Cheny Wa Gune ao longo de sua carreira, mas, desta vez, em um formato mais intimista.
“Vai ser um momento especial para mim, pois, apesar dos ensaios, cada apresentação traz surpresas e novas formas de interação. Queremos que o público não seja apenas espectador, mas parte dessa vivência cultural espontânea”, acrescenta.
Cheny Wa Gune, nascido em Maputo e descendente de uma família de músicos de Inhambane, iniciou sua trajetória musical em 1992 na Escola de Canto e Dança Novos Raios. Como fundador da banda Timbila Muzimba, percorreu o mundo levando a riqueza dos instrumentos tradicionais moçambicanos. Em 2007, lançou-se na carreira solo com o Cheny Wa Gune Quarteto, destacando-se em festivais internacionais.
Actualmente, além de atuar como músico e produtor, é estudante e monitor no curso de Música da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), faz parte da Banda TP50, é curador do portal de Música Moçambicana e ensina percussão no Projeto Xiquitsi.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.