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Mega Jr. possuía mais carisma e capacidade para prosperar musicalmente

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No contexto da versatilidade, Mega Júnior possuía mais carisma e capacidade de adaptação para prosperar musicalmente do que o Duas Caras , hoje.

Apesar do enorme talento que Duas Caras demonstra, que teoricamente lhe permitiria explorar e destacar-se em diversos estilos musicais, a realidade, e de acordo com a sua prestação, refuta essa premissa. Talento não é sinónimo de versatilidade. É possível possuir talento sem, no entanto, ser versátil, o que parece ser o caso de Duas Caras. Versatilidade refere-se à capacidade de se adaptar e obter sucesso em várias áreas ou situações diferentes. Nisto, para que melhor compreendamos esta constatação, devemos sublinhar os conceitos ‘adaptação e sucesso’, que norteiam a versatilidade.

Contrariamente, Mega Jotta , que, em tempos, foi duramente criticado por Duas Caras por explorar a sua criatividade artística, parecia enquadrar-se mais na versatilidade. Mega Júnior foi uma grande promessa para o pop moçambicano nos anos 2006/7/8. Embora não possuísse um talento excepcional, demonstrou versatilidade ao adaptar-se e obter sucesso fora do estilo Rap, tendo se destacado no estilo moçambicano Pandza e lançado inquestionáveis sucessos. Lamentavelmente, os preconceitos existentes na comunidade Hip Hop, nesse tempo, amputaram não apenas a carreira de Mega Júnior, sendo um ‘produto’ desse campo, mas também o estilo musical Pandza, que fora baptizado como o ápice do pop moçambicano.

Hoje, Duas Caras, que também procura desenvolver a sua versatilidade, mais uma vez (fê-lo enquanto membro do grupo Xtaka Zero) enveredando pelo mesmo caminho outrora trilhado por Mega Junior, infelizmente, não consegue fazer valer a sua tentativa de inovação.

Desta análise, podem-se extrair duas conclusões: Duas Caras possui um talento natural extraordinário para o Rap, mas não parece ter a mesma versatilidade musical. Já Mega Júnior, embora não possuísse um talento natural para um estilo musical específico, demonstrou habilidades e a capacidade de se ajustar a outros contextos musicais fora do Rap.

Por : Abinelto Bié

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“Não existe indústria da moda em Moçambique” – King Levi

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O consultor de moda moçambicano King Levi, fez uma análise crítica sobre os desafios enfrentados pela moda no país, destacando a falta de uma estrutura organizacional como o maior obstáculo.

Segundo ele citado pela revista Ndzila, Moçambique ainda não possui uma indústria de moda devidamente organizada, o que dificulta o crescimento e a profissionalização do setor.

Para Levi, a solução passa por ampliar o acesso a materiais de qualidade, investir em educação especializada e fomentar o apoio financeiro tanto do governo quanto do setor privado. O consultor defende que, sem esses elementos, a moda moçambicana continuará a enfrentar dificuldades para competir no cenário internacional.

Entre as medidas que poderiam transformar o setor, aponta a reativação das fábricas têxteis no país e a criação de uma universidade especializada em moda. Essas iniciativas, segundo Levi, são essenciais para que Moçambique conquiste reconhecimento global e desenvolva uma indústria sustentável e competitiva.

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Paulina Chiziane defende resgate da identidade moçambicana

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Paulina Chiziane defende que a mulher moçambicana deve resgatar suas raízes para preservar sua identidade cultural. Durante uma palestra na Universidade Pedagógica de Maputo, a escritora criticou o uso excessivo de cabelos importados, considerando essa prática uma forma de “auto-colonização” que enfraquece os valores africanos. Para ela, é essencial que as mulheres reconheçam a riqueza da sua própria cultura e parem de se descaracterizar.

A autora de Balada de Amor ao Vento fez um apelo direto às mulheres, destacando a importância do cabelo na história africana. “O cabelo da mulher negra salvou gente, mas vocês acham que ele não presta. Respeitem o vosso cabelo, reconheçam o papel histórico para a libertação humana através do vosso cabelo”, afirmou. Chiziane também incentivou a reflexão sobre como certas escolhas estéticas podem afastar as mulheres de sua verdadeira essência cultural.

Além disso, a escritora ressaltou que a academia tem um papel fundamental na preservação da identidade nacional. Ela encorajou as mulheres a contribuírem para a escrita da história moçambicana, garantindo que as futuras gerações conheçam e valorizem suas origens.

Fonte: O Pais

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Virgem Margarida revolta-se no Scala

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O filme de ficção Virgem Margarida será exibido nesta quinta-feira (05) no Cine Teatro Scala, na cidade de Maputo, às 18h.

Com duração de 90 minutos, o filme Virgem Margarida retrata um cenário vivido no pós-independência (1975), em que as prostitutas eram levadas para um campo de reeducação na zona norte do país, concretamente na província de Niassa.

Margarida, uma jovem simples, é enviada por engano para o campo de reeducação, onde enfrenta várias dificuldades.

O filme será exibido no âmbito das comemorações do mês da mulher moçambicana, e Margarida “ilustra” a vida de muitas mulheres que, devido às dificuldades que enfrentam, acabam vendo a prostituição como a solução para seus problemas. O filme foi lançado oficialmente em 2011.

Virgem Margarida é uma obra do cineasta luso-moçambicano Licínio de Azevedo, que já ganhou vários prêmios, incluindo o de Melhor Realizador de Ficção em Los Angeles, com Comboio de Sal e Açúcar.

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