Cultura
Tofo Tofo – o grupo moçambicano que ensinou Beyoncé a dançar
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Como diz o ditado: “É melhor estar preparado para uma oportunidade e não tê-la do que ter uma oportunidade e não estar preparado.” A história do Tofo Tofo inspirando o vídeo de Beyoncé é um ótimo exemplo dessa afirmação.
Tofo Tofo é um grupo de dança de Maputo, Moçambique, que pratica a dança pandza misturada com Kwaito, seus membros fundadores, Mário Buzi e Xavier Champione, segundo uma reportagem na Record Tv na altura, praticam dança desde tenra idade, ganhando popularidade ao dançar na rua e eventualmente em casamentos e outras funções.

Beyoncé viu um vídeo deles dançando há algum tempo e guardou na memória, aguardando o momento certo para incorporar a dança em seu próximo projecto. O momento chegou um ano depois, quando ela estava filmando seu novo vídeo “Run the World (Girls)“.
Beyoncé e sua equipe tentaram imitar e desenvolver seu estilo de dança no vídeo, mas não tiveram sucesso. Finalmente, Beyoncé decidiu voar com os meninos do Tofo Tofo para os Estados Unidos para ensiná-la e aos seus dançarinos. Houve um problema, pois ninguém sabia como encontrá-los. Eventualmente, após vários meses de busca, com envolvimento da embaixada, o grupo foi encontrado e voou para Los Angeles.

Tofo Tofo levou cerca de 19 dias para ensinar os dançarinos de Beyoncé a fazerem os passos, trabalhando das 10h às 18h todos os dias, e levaram três dias para gravar o vídeo. Os meninos estavam felizes por terem compartilhado sua cultura com o mundo por meio do vídeo.
Os meninos do Tofo Tofo trabalham amplamente entre jovens em várias partes de Moçambique para poder transmitir suas habilidades e contribuir para a construção da nação através disso.
Cultura
Nelson Lineu vence 3.º Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil
O escritor moçambicano Nelson Lineu foi anunciado como vencedor da 3.ª edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil, graças à obra Quem ensinou a avó a contar história. O reconhecimento confirma o crescimento e a relevância do autor no panorama literário nacional, sobretudo no segmento dedicado às crianças e jovens.
A obra vencedora destaca-se pela valorização da oralidade, da memória familiar e da importância das histórias na construção das relações entre gerações. O livro acompanha a personagem Olga, que procura ajudar a avó Madalena a redescobrir o hábito de contar histórias, depois da perda do avô Angorete, figura central nas narrativas da família.
Publicado pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa e ilustrado por Ídasse Malendza, o livro foi lançado em Maputo no âmbito das celebrações do Dia da Criança. Na altura, Nelson Lineu revelou que o processo de escrita da obra levou vários anos, numa busca por uma linguagem mais rigorosa e sensível para o público infanto-juvenil.
O prémio reconhece anualmente obras que contribuem para o fortalecimento da literatura infanto-juvenil em Moçambique. Nesta edição, Quem ensinou a avó a contar história disputou a distinção com outros quatro títulos finalistas seleccionados pelo júri do concurso.
Licenciado em Filosofia pela Universidade Eduardo Mondlane, Nelson Lineu é professor de Filosofia e História da Arte, membro da Associação dos Escritores Moçambicanos e fundador do Movimento Literário Kuphaluxa. Além da literatura, também trabalhou como argumentista e produtor de conteúdos culturais.
A conquista do prémio representa não apenas um reconhecimento da qualidade literária da obra, mas também um incentivo à produção de conteúdos voltados para a infância, numa altura em que cresce a necessidade de promover a leitura e preservar as tradições orais moçambicanas junto das novas gerações.
Cultura
Prémios Mozal Artes e Cultura chegam ao fim
Os Prémios Mozal Artes e Cultura encerraram oficialmente o seu ciclo de actividades após cinco edições de grande impacto no panorama criativo nacional, consolidando-se como uma das mais importantes plataformas de valorização e promoção das artes em Moçambique.
Lançado em 2018, através de uma parceria estratégica entre a Mozal e a Associação Cultural Kulungwana, o projecto foi criado com o objectivo de impulsionar, reconhecer e dar visibilidade ao trabalho de jovens criadores moçambicanos.
Ao longo das edições realizadas em 2018, 2019, 2023, 2024 e 2025, a iniciativa tornou-se uma referência de excelência no sector cultural, abrangendo disciplinas como artes visuais, fotografia, cinema e audiovisuais, teatro, dança, design de moda e vestuário, e música.
Mais do que um concurso, os Prémios Mozal Artes e Cultura afirmaram-se como um espaço de descoberta e valorização do talento nacional, tendo distinguido 33 artistas com prémios monetários no valor total de 120.000 meticais e nomeado 92 artistas de várias regiões do país, promovendo a diversidade e a representatividade cultural moçambicana.
A Associação Cultural Kulungwana destacou o impacto do projecto e agradeceu à Mozal, aos parceiros e aos artistas pela confiança ao longo dos anos. A instituição anunciou ainda que continuará a promover o legado do projecto através da divulgação de um arquivo de vídeos e entrevistas exclusivas com artistas vencedores, material que servirá como recurso educativo e inspiracional para as novas gerações.
Com o encerramento desta fase, os Prémios Mozal Artes e Cultura deixam um legado significativo na profissionalização e valorização das artes em Moçambique, reforçando a importância de iniciativas que investem no desenvolvimento do sector criativo nacional.
Cultura
Cine-Teatro Scala procura apoios para chegar ao centenário como referência cultural de Maputo
O Cine-Teatro Scala, um dos mais antigos e emblemáticos espaços culturais de Maputo, está a procurar apoios para a sua reabilitação, com o objetivo de chegar ao centenário, em 2031, mantendo-se como referência cultural da cidade.
Construído em 1931, o espaço foi o primeiro a exibir filmes sonoros em Moçambique e continua activo com cinema, teatro e dança.
Segundo a gestão do espaço, em declarações citadas pela RTP, o Scala é mais do que uma sala de espetáculos, sendo também um património histórico e cultural da capital moçambicana.
A presidente da associação que gere o cine-teatro, Marieta Manjate, destaca que o edifício mantém a sua traça original e continua a desempenhar um papel importante na preservação da memória cultural.
Apesar da sua relevância, o Scala enfrenta desafios de conservação e precisa de intervenções urgentes na infraestrutura. A poucos anos do centenário, a prioridade da gestão é garantir apoios para a reabilitação do espaço, de forma a assegurar a continuidade das actividades culturais e a preservação deste património histórico, conforme noticiou a RTP.