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Chapateca: uma nova forma de motivar a leitura nos bairros

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chapateca

A Associação moçambicana, sem fundos lucrativos,  Chapateca está a promover uma revolução na acessibilidade à leitura em Moçambique através da criação de bibliotecas comunitárias móveis.

O nome “Chapateca” deriva da fusão entre “chapa”, que em Moçambique representa os carros semicolectivos de passageiros, e “biblioteca”, o local onde encontramos uma vasta gama de livros.

Este projecto inovador utiliza um “chapa 100” especialmente preparado e abastecido com livros para levar materiais de leitura para comunidades em Maputo, na cidade e na província.

A variedade de livros inclui apoio escolar, obras em diferentes idiomas e material de entretenimento infantil, com o objectivo de fomentar a leitura em áreas onde o acesso a esses recursos é escasso.

Além disso, a Associação Chapateca criou espaços seguros e confortáveis para aprendizado e leitura, incluindo cantos dedicados a desenhos, leitura, pintura e muito mais.

Créditos: Chapateca
Foto: Chapateca

A notícia foi compartilhada nas redes sociais da associação “Muita emoção e muito orgulho apresentar a nossa biblioteca móvel. Com o apoio da Cooperação Austriaca de Desenvolvimento, compramos e tranqformamos um chapa em biblioteca, daqui o nome Chapateca! Obrigada à todos que acreditaram em nós e apoiaram o nosso projecto de uma forma ou outra, obrigada aos nossos voluntários e aos nossos parceiros, sem vocês este projecto não existiria!”

A próxima parada da iniciativa é a abertura da Casa do Professor na Matola nesta sexta-feira e ao longo dos dias vai circular por Maputo, Matola, Catembe e Boane, ampliando o acesso à leitura e ao conhecimento nessas comunidades.

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Francisco Noa revisita a literatura colonial sobre Moçambique

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O ensaísta, crítico literário e professor universitário Francisco Noa apresenta uma nova obra que revisita a literatura colonial sobre Moçambique, propondo uma leitura crítica das narrativas construídas durante esse período.

Na publicação “Impérios, Mitos e Miopia: Moçambique como Invenção Literária”, o autor analisa como a literatura colonial contribuiu para a construção de imagens distorcidas sobre Moçambique e o continente africano. Essas representações, muitas vezes marcadas por ideias de superioridade cultural e civilizacional, ajudaram a consolidar estereótipos e hierarquias que ainda hoje influenciam percepções.

A obra tem como principal objectivo desconstruir mitos e questionar as narrativas herdadas, mostrando de que forma o passado colonial continua a reflectir-se no presente. Ao revisitar esses textos, Noa convida o leitor a uma reflexão crítica sobre memória, identidade e poder.

Este livro posiciona-se como uma referência importante para estudiosos de literatura, memória colonial e estudos pós-coloniais, oferecendo ferramentas analíticas para compreender as dinâmicas históricas e culturais que moldam o olhar sobre África.

Natural de Inhambane, Francisco Noa é ensaísta, investigador e professor universitário, com uma vasta obra publicada na área da crítica literária e dos estudos africanos.

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Case Buyakah apela aos jovens para a honestidade e identidade

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Case Buyakah

O artista moçambicano Case Buyakah lançou recentemente o videoclipe da música “Outra Maneira”, obra que integra o seu último álbum, “O Embaixador”, disponibilizado em 2023.

Nesta faixa, Case reforça a sua posição interventiva, dirigindo um apelo aos jovens para que trilhem caminhos autênticos.

“Outra Maneira” destaca-se por transmitir uma mensagem directa, incentivando-os a assumirem quem são, sem cederem a pressões externas ou a modelos impostos pela sociedade.

A sonoridade é assinada pelo produtor Lydasse GMT, enquanto o videoclipe foi produzido pela Case Graphics.

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“A música alimenta-me e mantém-me jovem”, Mingas

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Em roda de conversa na Fundação Fernando Leite Couto, ocorrida no ano passado, a cantora Mingas revelou que um dos segredos da sua juventude está na música.

Para a cantora, a música é muito mais do que entretenimento ou uma profissão; é a força vital que a mantém “viva” e ligada ao público.

“Alimenta-me bastante perceber que a música toca muitas pessoas”, revelou.

Mas, nem tudo tem sido um mar de rosas; houve momentos em que a cantora pensou em desistir da música, pelas incertezas da sustentabilidade.

“Há vezes (que) começa a perguntar: será que vou conseguir alimentar-me a mim e à minha família por mais uns tempos?”, conta.

A cantora revela que só se manteve pelas pessoas que sempre se aproximaram e mostraram o impacto das suas composições nas suas vidas.

Elisa Domingas Salatiel Jamisse, ou simplesmente Mingas, é autora de sucessos como Mamana, Nwêti, A Va Saty Va Lomu.

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