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CR Boy: Um Maestro da Narrativa Visual em Moçambique

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Adérito Matusse, conhecido pelo nome profissional CR Boy, construiu um caminho notável como videomaker e produtor de vídeos em Moçambique, acumulando mais de 10 anos de experiência na indústria audiovisual.

Sua jornada pelo mundo da produção de vídeos começou junto com sua paixão pela música e design gráfico, impulsionado por uma curiosidade insaciável. Cr Boy sempre foi fascinado por computadores e rapidamente aprendeu a utilizar diversos programas de edição de vídeos, permitindo-lhe criar vídeos cativantes.

Durante uma entrevista recente no podcast MozPod-Muito Maus, apresentado pelo fotógrafo moçambicano ChairMan, CR Boy contou como sua carreira profissional decolou quando um amigo submeteu um de seus vídeos a um programa do canal de televisão Stv. Isso resultou em um aumento de pedidos de artistas que buscavam suas habilidades únicas de contar histórias visualmente.

Inicialmente, CR Boy tentou ignorar essa carreira, já que não fazia parte de seus planos concretos. No entanto, aos poucos, ele percebeu que seu talento para produção de vídeos era um presente de Deus, uma forma de criar algo significativo e servir aos outros.

Com o passar do tempo, CR Boy trabalhou com quase todos os artistas renomados de Moçambique, tornando-se rapidamente a escolha preferida como videomaker no país. Seu portfólio inclui colaborações com Hernâni da Silva, Duas Caras, Liloca, Lizha James, Mr. Bow, Lourena Nhate, Tamyris Moiane e Jimmy Dludlu, entre outros. A demanda por seu trabalho tem sido tão intensa que ele até perdeu a conta do número de vídeos que produziu, com uma incrível marca de 100 vídeos em apenas um ano.

O talento de CR Boy vai além das fronteiras de Moçambique, pois também ganhou reconhecimento em Angola. Em apenas uma semana, ele produziu dez vídeos para a renomada gravadora Clé Entertainment. Destaca-se entre suas criações o videoclipe da música “Alma Gêmea”, de Halison Paixão e Filho do Zua, que acumulou mais de 20 milhões de visualizações no YouTube.

Além de sua atividade como videomaker, CR Boy é procurado por aspirantes a talentos no campo do audiovisual, ansiosos por aprender com sua experiência. Embora ele reconheça o valor da educação formal, acredita que a melhor maneira de aprender é se aventurar sozinho e aproveitar ao máximo os recursos disponíveis.

A dedicação e o sucesso de CR Boy na produção de vídeos não apenas impulsionaram sua carreira, mas também permitiram que ele realizasse um sonho pessoal. Por meio de seu trabalho, ele pôde proporcionar uma nova casa para sua mãe, testemunho de seu comprometimento inabalável e do impacto de sua arte.

Com 133.000 assinantes, 313 vídeos publicados e um total de 34 milhões de visualizações em seu canal no YouTube, CR Boy continua a cativar o público e a inspirar aspirantes a videomakers com sua história única. Seu talento e dedicação fazem dele um verdadeiro maestro da narrativa visual, capaz de criar vídeos envolventes que cativam milhões de pessoas.

O sucesso de CR Boy não se limita apenas à sua terra natal. Seu trabalho tem o potencial de transcender fronteiras e alcançar reconhecimento internacional. Com um estilo autêntico e uma abordagem inovadora, ele está conquistando fãs não apenas em Moçambique, mas em todo o mundo.

CR Boy tem uma visão única quando se trata de sua música. Ele não se limita a um único idioma, mas busca uma mistura harmoniosa entre o português e o inglês para criar um impacto mais profundo em suas composições. Seu objetivo não é apenas atrair o público de Moçambique, mas alcançar pessoas de diferentes partes do mundo, conectando-se com suas emoções e experiências por meio de sua música.

Para CR Boy, alcançar o sucesso internacional não é um segredo misterioso. Ele entende a importância do networking e da colaboração com artistas de outros países. Ele envia suas músicas para DJs que tocam em diferentes partes do mundo, buscando expandir sua base de fãs globalmente. Sua abordagem estratégica e sua paixão pela música são os ingredientes-chave para sua ascensão no cenário musical internacional.

Enquanto continua a trilhar seu caminho rumo ao sucesso, CR Boy está ansioso para lançar seu primeiro projeto solo, intitulado “Son Of Netta”. O álbum promete uma experiência emocional e versátil, onde os ouvintes poderão dançar, chorar e se sentir vulneráveis ao som de suas composições.

A música moçambicana está em constante evolução, e CR Boy é uma figura importante nesse processo. Ele tem sido fundamental na colaboração com artistas renomados e ajudando a levar a música de Moçambique para além das fronteiras. Sua influência e impacto no cenário musical são evidentes, e ele continua a quebrar barreiras e desafiar limites à medida que avança em sua carreira.

CR Boy não se contenta em ser apenas um artista musical. Ele também aspira a se destacar como um dos melhores designers de moda na África. Sua paixão pela estética e pela expressão criativa o impulsiona a explorar novos territórios e deixar sua marca no mundo da moda.

Com uma mente visionária e uma determinação inabalável, CR Boy está pavimentando seu caminho para se tornar um dos maiores artistas do mundo. Sua jornada é inspiradora, e sua busca incessante por excelência e autenticidade o torna uma figura notável na indústria musical e além.

À medida que o mundo continua a descobrir o talento extraordinário de CR Boy, é evidente que ele está destinado a alcançar grandeza e deixar um legado duradouro na música e no design de moda. Sua história está apenas começando, e o mundo aguarda ansiosamente o próximo capítulo dessa jornada extraordinária.

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Político guineense encontrou consolo em Bento Baloi

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O político guineense Domingos Simões Pereira, que esteve detido por mais de dois meses, revelou que passou o período de reclusão a ler livros, com destaque para as obras “Chave de Areia” e “No Verso da Cicatriz”, do escritor moçambicano Bento Baloi.

“Digam ao Bento Baloi que li os seus livros Chave de Areia e No Verso da Cicatriz. Foram a minha companhia na prisão”, afirmou Domingos Simões Pereira, acrescentando que apreciou o estilo do autor, sobretudo pela forma como aborda temas como identidade, memória e a relação entre o passado e o presente.

Bento Baloi apresentou “Chave de Areia” em Bissau, no mês de Outubro, no âmbito de uma digressão por países de língua portuguesa, depois de já ter lançado a obra em Maputo, no início de 2025. O livro, com 419 páginas, aborda temas como educação, paixão, sacrifício e política, incluindo referências à última viagem do falecido Presidente moçambicano Samora Machel à Zâmbia, que terminou tragicamente no acidente aéreo de Mbuzine, na África do Sul.

Por sua vez, “No Verso da Cicatriz”, romance distinguido com o Prémio Literário Mia Couto 2023 para Melhor Livro do Ano, narra a história de um casal apaixonado cujos caminhos se separam em consequência das turbulências políticas e sociais de Moçambique no período pós-independência.

Domingos Simões Pereira foi libertado na sexta-feira e regressou à sua residência, em Bissau. O político foi detido em Novembro, na sequência do golpe de Estado liderado por militares, num contexto de elevada tensão política, poucos dias depois de terem sido inviabilizados os resultados das eleições legislativas e presidenciais.

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59 autores selecionados para três antologias literárias da CPLP

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Cinquenta e nove autores foram selecionados para integrar três antologias literárias conto, poesia e ensaio no âmbito de um concurso internacional que visa promover o intercâmbio cultural entre escritores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e revelar novas vozes da literatura contemporânea.

A iniciativa insere-se nas celebrações dos 10 anos da Editorial Fundza, sediada na cidade da Beira, e resultou de uma chamada literária lançada em Novembro, que registou a submissão de 519 textos, dos quais foram apurados 25 contos, 24 poemas e 10 ensaios literários.

Na categoria de conto, destacaram-se Jeremias Moquito (Moçambique), com o texto “O sonho do soneto e a promessa de um falecido marido”; Mariana Braga (Brasil), com “A revolta das vírgulas”; e Gabriel Pereira Coelho (Portugal), autor de “Aqueles que o vento desensina”, que ocuparam, respectivamente, o primeiro, segundo e terceiro lugares.

Já no concurso de poesia, o primeiro lugar foi atribuído a João dos Santos (Portugal), com o poema “Filhos perdidos”. Manuel da Silva (Brasil), com “O vampiro”, conquistou a segunda posição, enquanto Marlen Chauque (Moçambique) ficou em terceiro lugar com o poema “O tempo em vidro sujo”.

Na modalidade de ensaio literário, todos os textos selecionados são de autores moçambicanos. Álvaro Taruma venceu com “O coração em chamas: ensaio literário sobre Criação do fogo”, seguido por Noé Zaqueu, com “A nostalgia como tonalidade afectiva poética em O silêncio da pele, de Otilio J. Guido”, e Daúde Amade, com “No verso da cicatriz: memória, humanidade e o labor íntimo da sobrevivência”. Júlio César Tomo ficou na terceira posição.

Além da publicação dos textos nas respectivas antologias, os autores distinguidos em cada categoria receberão prémios em dinheiro. O júri do concurso foi constituído pelos ensaístas José dos Remédios, Cremildo Bahule e Fernando Chicumbule.

O concurso contou com a participação de autores provenientes de oito países, nomeadamente Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, China, Estados Unidos da América, França e Portugal.

Criada a 21 de Janeiro de 2016, na cidade da Beira, a Editorial Fundza tem-se afirmado como uma plataforma relevante na democratização do acesso à publicação de obras literárias. Entre 2021 e 2024, promoveu chamadas literárias anuais que revelaram novos autores moçambicanos. Desde 2022, já publicou mais de 40 novos escritores de várias regiões do país e, em 2023, foi distinguida pelo Governo de Moçambique, na Gala do Prémio das Indústrias Culturais e Criativas, como Melhor Instituição Literária do país.

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Arsénia Joaquim é coroada vencedora do Mozambique Beauty Awards 2026

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A TV Sucesso encerrou com chave de ouro a terceira edição do Mozambique Beauty Awards (MBA), reafirmando o seu papel na promoção da beleza, da cultura e da identidade nacional. A grande vencedora da noite foi Arsénia Joaquim, representante da província de Sofala, que conquistou o título máximo do concurso e arrecadou o principal prémio: uma viatura Mazda Verisa.

Ao longo da competição, Arsénia destacou-se pelo seu desempenho, carisma, elegância e presença em palco, qualidades que lhe garantiram o reconhecimento do júri num dos eventos de beleza mais prestigiados do País. A coroação marcou um dos momentos mais altos da gala, celebrada com entusiasmo pelo público e pela classe artística presente.

Mais do que um concurso de estética, o Mozambique Beauty Awards consolidou-se como uma plataforma de união da classe artística e de valorização da mulher moçambicana, deixando expectativas positivas e votos de sucesso para as próximas edições do evento.

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