Cultura
Anésio Manhiça expõe “Purificação no Índico” no Museu do Mar
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Depois da exposição, a “A viagem do plástico” o fotoetnográfico Anésio Manhiça expõe a sua segunda exposição individual no Museu do Mar, “Purificação no Índico” realizada no âmbito do programa Mar Nosso da embaixada da França em Moçambique, em comemoração do dia internacional do Mar que se assinalado no dia 29 de Setembro.
Com notável regularidade entre as culturas humanas, a água tem sido usada para comunicar o valor sagrado da vida, a dimensão espiritual da purificação, protecção, cura e o profundo significado do sofrimento e da redenção na vida humana.
Usando a sua forma de expressão fotográfica, onde através de objectos revela a interacção dos Homens com o meio ambiente e as transformações que estas relações condicionam, explora na sua exposição a relação de ziones, membros da igreja cristã da África Austral com o mar, local que consideram sagrado e com poderes de cura, purificação e reapropriação de crenças e práticas de acção do Espírito Santo.
Para além disso, a exposição traz uma reflexão sobre as práticas socioculturais associadas ao uso do Mar e as transformações que as mesmas possibilitam à paisagem marinha e em conjunto repensar sobre como garantir a sustentabilidade do Mar.

O trabalho, é composto por 14 fotografias que exploram os rituais de cura e purificação desenvolvidos no Mar ou em outros espaços, com base em recursos marinhos. As fotos foram captadas em Setembro 2022, no Tofo Município de Inhambane e na Costa do Sol, no Município de Maputo.
Para além das fotos, é possível ver na exposição, diálogos, que ilustram, o contraste e drama existente entre a Polícia Municipal e os crentes que se fazem à praia, por conta das restrições impostas pela Covid-19, algo que levou a alguns Ziones a usarem formas alternativas na realização de seus rituais
A exposição, é financiada pela Embaixada da França em Moçambique e conta com apoio do Museus do Mar, Conselho Municipal de Maputo, Kaleidoscopio – Pesquisa em Políticas Públicas e da Sociedade do Plástico.
Anésio tem mestrado em sócio-antropologia feito na Universidade Paris 8, França e pesquisador na Kaleidoscopio – Pesquisa em Políticas Públicas e Cultura. Sua carreira no mundo fotográfico iniciou em 2021, quando ocupou o primeiro lugar no concurso organizado pela Associação Cultural Kulungwana e foi o terceiro colocado no concurso de fotografia organizado pela UN-Habitat em parceria com o Conselho Municipal da Cidade da Beira.
Cultura
AZGO Sessions Vol. 2 junta Xixel Langa e António Marcos num encontro entre gerações e escolas musicais
O Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, acolhe nesta sexta-feira, 2 de Outubro, a partir das 20h00, a segunda edição do AZGO Sessions, plataforma de encontros musicais que aproxima artistas de diferentes gerações, percursos e linguagens. Nesta edição, o palco será partilhado por Xixel Langa e António Marcos.
Depois de ter reunido Roberto Chitsondzo e Hélio Beatz na sua primeira edição, realizada em Maio, o AZGO Sessions regressa com a mesma proposta de promover o diálogo entre diferentes escolas e experiências da música moçambicana.
Duas gerações, diferentes caminhos
Com trajectórias construídas em diferentes momentos da música moçambicana, Xixel Langa e António Marcos representam duas gerações e distintas formas de interpretar, criar e viver a música.
O encontro pretende colocar em diálogo referências, influências, sonoridades e experiências de palco que, embora partam de contextos diferentes, encontram na música um território comum.
Xixel Langa traz para esta edição um percurso ligado à música moçambicana contemporânea, marcado pela exploração da voz, da composição e de diferentes matrizes culturais e sonoras. Ao longo da sua carreira, a artista tem desenvolvido uma linguagem própria, estabelecendo pontes entre elementos da tradição e abordagens contemporâneas.
António Marcos chega ao AZGO Sessions com uma identidade musical construída a partir das suas próprias referências e experiências, contribuindo para o cruzamento de diferentes formas de interpretar e desenvolver a criação musical.
Mais do que reunir dois artistas num mesmo cartaz, o AZGO Sessions procura criar um verdadeiro encontro artístico, onde as diferenças de geração, linguagem e percurso possam abrir espaço para novas experiências e possibilidades de colaboração.
Um espaço para o diálogo musical
A segunda edição do AZGO Sessions reforça a aposta na aproximação entre diferentes gerações da música moçambicana, promovendo a partilha de experiências e a descoberta de novas linguagens.
A plataforma assume-se como um espaço de experimentação e intercâmbio, onde a música funciona como ponto de encontro entre diferentes épocas, referências e sensibilidades.
Sobre o Festival AZGO
O Festival AZGO é um festival internacional de artes realizado em Moçambique, com uma programação dedicada à música, cinema, dança e outras expressões artísticas. O festival tem como foco a valorização de artistas moçambicanos e africanos, criando oportunidades de encontro entre talentos emergentes e nomes já estabelecidos.
Mais do que um festival, o AZGO procura afirmar-se como uma plataforma de colaboração, intercâmbio cultural e criação de novas audiências.
O nome “AZGO” deriva de uma antiga expressão usada em Maputo que significa “vamos” — um convite para revisitar culturas e patrimónios, promover a diversidade e celebrar as artes.
A segunda edição do AZGO Sessions acontece esta sexta-feira, 2 de Outubro, às 20h00, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Maputo, com Xixel Langa e António Marcos.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.