Cultura
Tawen recebe um novo herói, Capitão Cafreal

- Share
- Tweet /var/www/wptbox/wp-content/plugins/mvp-social-buttons/mvp-social-buttons.php on line 67
https://xigubo.com/wp-content/uploads/2022/06/286731816_1080467849224061_6405272408141617565_n-1000x600.jpg&description=Tawen recebe um novo herói, Capitão Cafreal', 'pinterestShare', 'width=750,height=350'); return false;" title="Pin This Post">
A Kadore entretenimento, através do seriado Crônicas da Tawen, criado pelo retratista Fernando Tinga, o roteirista Rupia Júnior e o realizador de cinema Milton Tinga, que retrata de forma cómica e sarcástica, o estilo de vida moçambicano nas suas várias vertentes, apresenta mais um episódio, onde traz como novidade, Capitão Cafreal, um super herói moçambicano.
Segundo o Roteirista Rupia Júnior, o personagem tem como objectivo, agregar valores positivos ao público infanto-juvenil e mostrar que Moçambique também pode ter superes heróis, “ queremos incutir desde cedo nas crianças, o espírito patriótico”
A personagem surge do estereótipo dum super-herói com poderes especiais, com capacidade de voo, velocidade e força. Segundo os realizadores está é uma forma de todos os moçambicano “ identificarem-se de primeira, nos surgiu um Galo, e o nome também tiramos da galinha cafreal, visto que é um nome bastante popular aqui no sul, e a piada está em dar poderes de voo a um galo e dar o nome de cafreal visto que é designado para galinhas”.
A sinopse da primeira aparição de Capitão Cafreal, gira em torno das suas tarefas como galo e super herói onde precisa zelar pela segurança da sua capoeira , com a missão de cacarejar quando o sol nasce, mas quando dona Marta está em apuros recorre ao bravo capitão.
Depois do episódio piloto e o primeiro, é possível notar uma certa evolução quanto aos gráficos e efeitos que se fazem presentes no seriado, o que vai de encontro com a promessa feita pela Kadore no ano passado, em conversa com a Xigubo, sobre a criação do Crônicas da Tawen.
“Na verdade o nosso foco sempre foi melhorar a nossa forma de contar estórias, e os gráficos são uma parte importante é neste processo porque é através dele que conseguimos transmitir a essência do nosso Produto”. – Milton Tinga, director criativo
Fernando Tinga, retratista que trabalha a pouco tempo com ilustrações, revela ser esta uma experiência não muito diferente do retrato porque no “final do dia é tudo ilustração, considero interessante porque é como se estivesse a dar vida a um retrato, apesar de ser mais complexo, o resultado deixa sempre orgulhoso e satisfeito”.
A equipa espera impactar de forma positiva a sociedade, com maior enfoque para pais e encarregados de educação, professores e público em geral a incentivarem nas crianças o hábito de consumir desde cedo a cultura local.
“vivemos numa era em que quase todo entretenimento, vem da Europa ou dos Estados Unidos, e com esse projecto nós possamos abrir a consciência dos moçambicanos,que do mesmo jeito que uma criança pede para que lhe comprem uma pasta, camiseta ou lhe façam um bolo do spider-man, ela também pode pedir do capitão cafreal ou de outro herói moçambicano, também apelar à classe empresarial,para que invista mais em outras áreas culturais , não é possível um país se sustentar apenas com música, a literatura, teatro , cinema e as artes plásticas também são boas potências culturais para projeção do turismo no nosso país”
Para o crescimento do projecto a equipa apesar das limitações económicas existentes, pretendem criar um estúdio de animação e unir artistas moçambicanos que estejam na mesma área ou semelhante. “E ver esse tipo de conteúdo, nacional, sendo consumido com intensidade. O único desafio é não termos institutos de ensino desse tipo de arte”, disse Fernando.

Cultura
Mingas apresenta seus cantares

Tem lugar hoje, 02 de Abril do ano em curso pelas 16:00 horas, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Moçambique-China (CCMC), a apresentação do vídeo documentário da cantora Mingas, denominado “Cantares da Mingas I”.
“Cantares da Mingas I” é o primeiro produto do projecto “Memórias da Música” centra-do na produção de material audiovisual e bibliográfico sobre os músicos moçambicanos, e no seu portfólio, visando promover a sistematização de elementos da música moçambicana e estimular a sua presença no espaço escolar.
Neste documentário, a cantora irá abordar o processo de composição do seu álbum “Vuka África”.
O evento será dirigido por Samaria Tovela, Ministra de Educação e Cultura, e contará com intervenções da Mingas e do Prof. Doutor Manuel Guilherme Júnior, Reitor da Universidade Eduardo Mondlane; do coordenador do projecto, o Prof. Doutor Edson Gopolane Uthui, mediados pelo etnomusicólogo e mestre, Timóteo Cuche.
Cultura
Público obriga Banda 340ml a subir duas vezes ao Franco

A tão aguardada atuação da banda 340ml em Maputo gerou uma procura extraordinária, resultando no esgotamento dos bilhetes para o concerto inicialmente marcado para o dia 14 de Março, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).
Diante do entusiasmo do público e da alta demanda, a organização decidiu adicionar uma nova data: 13 de Março, às 20h, no mesmo local.
O concerto extra surge como uma oportunidade imperdível para os fãs que não conseguiram garantir ingressos para a primeira data.
A 340ml, que retorna aos palcos após uma longa pausa, promete um espetáculo memorável, revisitando os temas que marcaram uma geração, como o icónico “Midnight”, além de outros clássicos que consolidaram a sua influência na cena musical africana.
A banda, conhecida pela sua mistura única de estilos e pela sua mensagem poderosa, tem sido uma voz importante na música africana, e o seu regresso é altamente celebrado pelos fãs. Após os concertos em Maputo, a 340ml seguirá em mini-tour pela África do Sul, com atuações em Joanesburgo e Cidade do Cabo, continuando assim o seu tão esperado retorno.
Os bilhetes para a nova data já estão à venda e a expectativa é que também se esgotem rapidamente, dada a popularidade da banda e o entusiasmo do público.
Cultura
Moçambicana Fauziya Fliege expõe “Mulher em Ascensão” em Ghana

A artista plástica moçambicana Fauziya Fliege inaugura, esta quinta-feira (13), a exposição intitulada ‘Woman Rising: A Celebration of Power and Progress’ (Mulher em Ascensão: Uma Celebração de Poder e Progresso, em inglês).
A decorrer na Galeria de Arte África em Osu, a mostra apresenta explorações artísticas do empoderamento feminino, do progresso e da resiliência.
Trata-se de uma exposição que cruza 15 obras de arte que foram criadas entre Costa Rica e Ghana, onde a artista reside actualmente.

Conhecida por destacar a força e determinação da mulher, em especial a mulher africana, Fauziya optou por expor estas obras poucos dias depois da celebração do Dia Internacional da Mulher.
Aliás, o próprio título – “Mulher em Ascensão” – convida-nos à celebração das realizações femininas, e, também, uma forma de inspirar e gerar discussões sobre igualdade de género e empoderamento.
Para além disso, esta exposição que pretende decorrer por uma semana sugere uma representação dinâmica das mulheres que não estão apenas avançando, mas prosperando, apesar dos desafios sociais diversos, tal como os desafios enfrentados pela autora destas obras enquanto artista africana na América Central, onde viveu por quatro anos.
Para além de crescimento e trajectória ascendente, enfatizando o empoderamento e a resiliência, a mostra ‘Mulher em Ascensão’ honra o progresso, enquanto um esforço contínuo, mas também traz elementos que sublinham a força, influência e o impulso para a frente, instigando a reflexão sobre as conquistas passadas e futuras das mulheres.
Portanto, esta exposição serve como um grito de união, encapsulando o espírito e a intenção das obras em exibição, com a expectativa de atrair o público a se engajar com as narrativas da força feminina e com a busca insensante pela igualdade.

Importa realçar que esta é a primeira exposição individual da artista moçambicana Fauziya Fliege em Ghana, mas não a sua primeira acção criativa. Recorde-se que em Outubro do ano passado, a artista foi a única estrangeira a participar da exposição ‘Women in Art’, cujo o tema era ‘Encontre a sua voz’.
A mostra de artes plásticas reunia 20 artistas femininas para a expressão e a celebração da diversidade de vozes femininas na arte.