Cultura
Amarildo Rungo procura Deus no 16 Neto
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Onde está Deus, pode ser uma dúvida colectiva, mas a busca por resposta neste ser divino é pessoal.
Sentindo-se insatisfeito e motivado por algumas situações da vida, o actor e artista visual Amarildo Rungo, leva a cabo no dia 15 de Junho, a sua procura por este ser divino através da performance, “Onde Está Deus”, a ser apresentada no espaço cultural 16 Neto, onde vai reflectir com os presentes sobre as diversas doutrinas, interpretações, filosofias e religiões em torno deste ser supremo que se chama Deus.

Amarildo, deseja mostrar através da sua performance artística, as dificuldades que um corpo ou um simples ser passa em sua trajectória a procura de Deus para o libertar das malícias que enfrenta na sua vida espiritual.
Nesta peça o corpo clama desesperadamente para ter um encontro com Deus, de forma a obter suas resposta e beneficiar -se da utopia muito publicitada pelas religiões. A performance poderá ser acompanhada em formato híbrido, sendo que de forma presencial o valor dos bilhetes varia de 100 a 200 Meticais.
Amarildo Rungo iniciou a sua atividade artística em 2013 com a música, e posteriormente, as artes plásticas com a pintura e o desenho em 2015. Concluiu o curso de Artes Visuais (2020) pela Escola Nacional de Artes Visuais em Maputo, como também frequentou o curso de teatro livre no Centro Cultural Brasil — Moçambique (CCBM).
Para além de trabalhar com artes plásticas, é actor membro do grupo de teatro do CCBM onde se apresentou em peças como “A Casa da Fantasminha” (2019), “O Artista na Sociedade” (2019/2020) e está envolvido em projetos de cinema com o grupo de cineastas Afrocinemakers. É membro da Associação Cultural Muend’Arte onde participou de duas exposições de pintura colectivas na Casa da Cultura da Cidade de Maputo em 2020 e 2021.
Cultura
Júlio Paruque Nomea Assa Matusse como embaixadora da cultura na cidade da Matola
O Município da Matola assinou ontem, na Cidade de Maputo, um Memorando de Entendimento com a cantora moçambicana Assa Matusse, numa iniciativa que visa reforçar e intensificar as actividades culturais e artísticas na Cidade da Matola.
No âmbito da parceria, o Presidente do Conselho Municipal da Matola, Júlio Paruque, nomeou a artista como Embaixadora da Cultura da Cidade da Matola.
Através desta colaboração, o Município da Matola e Assa Matusse pretendem trabalhar conjuntamente na promoção das artes, valorização dos artistas e criação de mais oportunidades para o desenvolvimento cultural da cidade.
A iniciativa representa mais um passo na aposta do município na cultura como um importante instrumento de identidade, inclusão e desenvolvimento.
Cultura
Conheça os 8 moçambicanos semifinalistas do Prémio Oceanos
Oito escritores moçambicanos figuram entre os 54 semifinalistas do Prémio de Literatura em Língua Portuguesa Oceanos, uma das mais importantes distinções literárias do espaço lusófono.
A representação nacional inclui cinco autores na categoria de poesia Zacarias Nguenha, Ben Jone, Britos Baptista, Pedro Pereira Lopes e Whaskety Fernando e três na prosa, João Paulo Borges Coelho, Énia Lipanga e Lucílio Manjate.
Entre as obras seleccionadas estão Costurar a Linguagem, Para Espantar Horror do Tempo, Para o Naufrágio do Fogo, Tratado das Coisas Sensíveis e Tratado sobre Noite, na poesia. Na prosa, seguem na corrida Narração Nocturna, Sob a Capulana do Destino e Outros Contos e Última Memória: Entrevista com Sthoe. No total, o prémio reúne 26 semifinalistas na prosa e 28 na poesia, com representantes de Moçambique, Angola, Brasil e Portugal.
Moçambique também está representado no júri intermédio, através de Álvaro Taruma, na prosa, e Francisco Guita Jr., na poesia. Os jurados têm até 12 de Outubro para seleccionar cinco obras de cada categoria, que avançarão para a final.
Cultura
Mia Couto representa Moçambique no Festival Literário Sopot, na Polónia
O escritor moçambicano Mia Couto é um dos representantes dos países de língua portuguesa na 15.ª edição do Festival Literário Sopot, que decorre de 20 a 23 de Agosto, na cidade de Sopot, na Polónia.
Através de videoconferência, o autor moçambicano junta-se a outros nomes de destaque da literatura em língua portuguesa, entre os quais os portugueses Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, bem como os brasileiros Itamar Vieira Júnior, Michel Laub e Paulo Scott.
Ao longo de quatro dias, o Literacki Sopot, que celebra este ano 15 anos de existência, apresenta uma programação dedicada às diferentes vozes, geografias e expressões culturais do universo lusófono. O programa inclui encontros com escritores, debates, oficinas, projecções de filmes, leituras performativas, feira do livro e actividades dirigidas a crianças e jovens.
As participações dos convidados de língua portuguesa estão inseridas na rubrica “A Língua da Saudade”, que procura aproximar o público polaco das várias manifestações literárias e culturais dos países lusófonos.
Um dos destaques do programa é o debate dedicado à escritora brasileira Clarice Lispector, intitulado “A Paixão Segundo Clarice. A Escrita de Mulheres no Espaço da Língua Portuguesa”, que vai reflectir sobre possíveis pontos de ligação entre as escritoras de Portugal, Brasil e países africanos de língua portuguesa.
O festival contará ainda com um pavilhão dedicado às publicações lusófonas editadas na Polónia, com a participação do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua e de editoras polacas responsáveis pela tradução e publicação de obras de autores de língua portuguesa.
A presença de Mia Couto no Festival Literário Sopot volta a colocar a literatura moçambicana num espaço internacional de diálogo e divulgação cultural, levando a voz do país a um dos mais importantes encontros literários dedicados, este ano, ao universo da língua portuguesa.