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Timintsu Ta VulaVula: EP de estreia da Leia Nhambe já está nas plataformas digitais
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Já está disponível o EP da cantora Leia Nhambe em todas as plataformas digitais disponíveis em território nacional. Intitulado “Timintsu Ta Vulavula” em changana ou As Raízes Falam em português, a obra marca a estreia da artista na sua carreira musical, depois de se ter firmado como actriz do cinema moçambicano.
O lançamento oficial do EP aconteceu no X-HUB-Incubadora criativa, um espaço que reúne diversas manifestações artísticas, envolvendo artistas de dentro e fora da Cidade de Maputo.
Composto por quatro (4) faixas musicais, o EP é uma mistura de sonoridades africanas, com requintes de instrumentos tradicionais e contemporâneos.
Essencialmente, a obra musical da Leia Nhambe é um lembrete para a valorização das raízes africanas e reestabelece uma reflexão sobre identidade, respeito e ordem social.
“Timintsu ta Vulavula”, que deu título ao EP, é a primeira música que compõe a obra e nela a artista resgata o valor das origens. Ela acredita no poder da voz para transmitir o legado das raízes africanas ao longo do tempo.
“Neste álbum, mostro isso através de sons tradicionais, falo de timbila, de batuque, djembi… todos esses instrumentos tradicionais”.
A segunda faixa chama-se “Minha África” e é como se fosse a extensão da primeira música do EP. Nela, Leia Nhambe destaca o orgulho de ser africano e pede para que ninguém perca a sua essência.
“É mesmo para valorizar aquilo que nos identifica, valorizar aquilo que é nosso. Eu digo valorize o teu cabelo, valorize a tua pele, valorize a tua cultura, valorize aquilo que tu és de verdade”.
Agora imaginemos a cidade de Maputo, quão grande é, com um sistema de transporte caótico todos os dias. É esse ambiente desafiante que afecta uma trabalhadora doméstica, que na azáfama do intenso tráfego na capital moçambicana, vê-se atrasada ainda a tentar chagar ao seu local de trabalho, quer por dificuldades de conseguir um “chapa” (transporte de passageiros de 15 lugares), quer por congestionamento na estrada.
Então, numa chamada telefónica repentina, o patrão pede-a para optar por mototáxi. Mas esse meio para a realidade de muitas trabalhadoras domésticas é quinze vezes mais caro que pagar por um bilhete de chapa. Além disso, com estradas esburacadas em várias vias da cidade, é ainda arriscado. Mototáxi é o título da terceira faixa do EP.
A quarta e última, é “Lhonipo” ou Respeito em português, em que a cantora conta a história de um homem que perde respeito para com a sua esposa e filhos. A sociedade vendo esse desvio social, lembra ao cidadão que o respeito à sua família é “a cereja no topo” da vida conjugal.
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MC Roger e Mauro Flow preparam o próximo hit do verão
MC Roger e Mauro Flow preparam uma nova colaboração musical que deverá chegar acompanhada de um videoclipe, numa parceria que junta uma das figuras históricas da música moçambicana a um dos nomes em ascensão na cena do Kompa.
A novidade foi avançada nas redes sociais, onde os dois artistas aparecem juntos em Maputo, numa imagem que antecipa o lançamento do novo trabalho. Publicações sobre a parceria indicam que a música e o respectivo videoclipe deverão ser disponibilizados brevemente nas plataformas digitais.
A colaboração coloca frente a frente duas gerações distintas da música nacional. MC Roger, nome artístico de Rogério Dinis, construiu uma carreira de várias décadas, com sucessos como “Em Maputo Me Sinto Bem”, “Tu És Bela”, “Mexe Esse Mambo”, “Zagaza” e “Patrão é Patrão”. O artista também tem no seu percurso colaborações com nomes como Mr. Arssen, Doppaz e Ziqo.
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Chua Nuvunga e Nhez Nguenha revelam sua “Voz de Rua” na casa dos Coutos
Os artistas moçambicanos Chua Nuvunga e Nhez Nguenha juntam-se na exposição “Voz de Rua”, uma mostra que cruza pintura e escultura para explorar diferentes formas de representar o corpo, a liberdade, o desejo e a condição humana.
A exposição está patente desde 5 de agosto e segue aberta ao público até 28 de agosto.
A mostra reúne pinturas sobre tela de Nhez Nguenha e esculturas em madeira e metal de Chua Nuvunga, colocando em diálogo dois percursos artísticos distintos, mas com pontos de encontro na forma como abordam questões humanas e sociais.
Na pintura de Nhez, destacam-se as cores intensas, o rigor do acabamento e a atenção ao detalhe. As obras combinam elementos abstractos e figurativos, criando ambientes onde aves, instrumentos musicais e outros símbolos remetem para a liberdade, o desejo, a utopia e a incerteza.
Já Chua Nuvunga transforma essas ideias em matéria. Através da madeira e do metal, o artista cria esculturas que exploram corpos fragmentados, transformação e união, convidando o público a imaginar as histórias por detrás de cada peça.
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Neyma usa a Marrabenta para reforçar o aleitamento materno
Teve início, a 1 de Agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Para assinalar a efeméride, a cantora moçambicana Neyma recuperou a canção “Leite Materno”, reforçando a sensibilização da sociedade para a importância da amamentação.
A canção enquadra-se nas actividades que a cantora desenvolve enquanto embaixadora da UNICEF em Moçambique, cargo que exerce desde Novembro de 2014.
“O leite materno é precioso e é o melhor do mundo nos primeiros seis meses de vida do bebé”, reforça a artista na publicação.
A Semana Mundial do Aleitamento Materno decorre este ano sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona.”