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Instalação artística “Dez Primaveras”, de Sue Bejarano inaugura na Fundação Fernando Leite Couto

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“Dez Primaveras”, da artista equatoriana Sue Bejarano, abriu-se ao público nesta terça-feira, dia 23 de Junho de 2026, às 18h00, na galeria da Fundação Fernando Leite Couto. O evento de inauguração será marcado por uma conversa à volta das consequências dos resíduos plásticos na natureza, com a participação do ambientalista Isildo Nhantumbo.

Construída integralmente a partir de garrafas plásticas reutilizadas, “Dez Primaveras” é uma instalação imersiva que convida o público a refletir sobre a presença crescente dos microplásticos nas nossas vidas e nos ecossistemas. Composta por 520 flores suspensas, cada uma representando uma semana de vida humana, a obra traduz visualmente a quantidade estimada de plástico que uma pessoa consome ao longo de dez anos sem o perceber.

As delicadas flores coloridas, que ocupam o espaço do teto ao chão, produzem um ambiente de grande impacto visual. Contudo, por detrás da sua aparente beleza, escondem uma inquietante realidade: ao contrário das flores naturais, estas não irão crescer, reproduzir-se nem nutrir a terra. Permanecerão muito para além da nossa existência, fragmentando-se lentamente em partículas microscópicas que regressam aos nossos corpos através da água, dos alimentos e do ar que respiramos.

Com esta instalação, Sue Bejarano transforma resíduos descartados em matéria poética e crítica, propondo uma reflexão sobre o consumo, a responsabilidade ambiental e as consequências invisíveis da cultura do plástico. A obra evidencia um problema global que afeta todas as sociedades, mas cujos impactos são particularmente sentidos em contextos onde os sistemas de reciclagem e as políticas ambientais permanecem insuficientes.

Natural do Equador, Sue Bejarano desenvolve uma prática artística centrada nas questões ambientais contemporâneas. Influenciada por experiências de vida em três continentes, a artista cria esculturas e instalações a partir de materiais descartados e elementos naturais. O seu trabalho integrou exposições individuais e coletivas no Senegal e encontra-se representado em coleções privadas na Europa, África e América. Actualmente reside e trabalha em Maputo, onde desenvolve novos projectos a partir do seu estúdio.

Será uma oportunidade para o público conhecer uma obra que alia arte, consciência ecológica e experiência sensorial, reforçando o papel da criação artística na promoção de debates urgentes sobre o futuro do planeta.

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Neyma usa a Marrabenta para reforçar o aleitamento materno

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Teve início, a 1 de Agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Para assinalar a efeméride, a cantora moçambicana Neyma recuperou a canção “Leite Materno”, reforçando a sensibilização da sociedade para a importância da amamentação.

A canção enquadra-se nas actividades que a cantora desenvolve enquanto embaixadora da UNICEF em Moçambique, cargo que exerce desde Novembro de 2014.

“O leite materno é precioso e é o melhor do mundo nos primeiros seis meses de vida do bebé”, reforça a artista na publicação.

A Semana Mundial do Aleitamento Materno decorre este ano sob o lema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona.”

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Gilberto Mendes anuncia Gungu Cinema e reflecte sobre a morte da cultura

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O actor e empresário cultural Gilberto Mendes anunciou uma resposta concreta para a valorização da sétima arte em Moçambique: o Gungu Cinema.

O anúncio surge na sequência do encerramento temporária da Nu Metro, a última sala de cinema em actividade em Maputo, depois de vários internautas terem apelado a Mendes para avançar com a criação de um cinema.

A resposta do actor foi acompanhada por uma reflexão sobre o estado da cultura moçambicana, na qual defende que o declínio cultural começou muito antes da actual situação das salas de exibição.

Mendes recorda o desaparecimento gradual de bandas, a redução da actividade teatral, o enfraquecimento de instituições culturais, como a Companhia Nacional de Canto e Dança, o desaparecimento de salas de cinema e o afastamento da literatura do quotidiano dos moçambicanos.

Para Gilberto Mendes, a cultura deixou de ser encarada como um bem essencial para a formação da sociedade e, como consequência, surgiram problemas como a perda de civismo, o empobrecimento do debate público, a degradação do uso da língua portuguesa e a crescente valorização de conteúdos superficiais nas plataformas digitais.

Com o Gungu Cinema, Gilberto Mendes poderá ampliar a sua contribuição para a preservação e promoção da cultura cinematográfica nacional, num momento em que a discussão sobre o futuro das salas de cinema ganha força no país.

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Roland acusa Mr. Arsen de destruir Projecto Mabulu e desviar fundos destinados ao tratamento de Chonyl

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Roland Hohberg fez uma acusação contra Mr. Arsen, afirmando que este terá influenciado direcrtamente a destruição do Projecto Mabulu e de ter alegadamente desviado fundos destinados ao tratamento da falecida Chonyl.

Numa publicação divulgada nas redes sociais, Roland afirma que, depois de alegadamente comprometer o Projecto Mabulu, Mr. Arsen terá incitado Dilon Djindji contra si para obter financiamento da Vodacom.

Acrescenta ainda que, segundo testemunhos de familiares de Chonyl, o visado terá desviado dinheiro que deveria ser utilizado no tratamento da artista.

Na mesma publicação, Roland refere que acreditava que Mr. Arsen estivesse definitivamente dedicado ao islamismo, como Yassin Hassan, seu nome nesta religião, mas afirma que este voltou à esfera pública, desta vez alegadamente em apoio à Frelimo, classificando a situação como um “Back to the Roots”

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