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Cultura

“só vendi primeira obra dez anos depois de começar a pintar”-Naguib

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O artista plástico moçambicano Naguib Elias revelou na edição nº 69 da Índico (2021), revista moçambicana de bordo, em partilha dos fragmentos que marca o seu percurso artístico, que só alcançou a venda da sua obra uma década depois de se ter iniciado na arte.

“Eu só vendi a minha obra dez anos depois de começar a pintar”, lê-se na Revista citando Naguib, numa partilha e respeito do processo quanto a sua aparição ou proclamação como artista que iniciou por um lado aconselhado por Malangatana.

Outras letras que podem ser lidas na revista é que para artista “um artista não existe para agradar a ninguém senão a si próprio”.

A conversa está inserida na quarta edição do “Encontros de Índico”, programa produzido pela Fundação Fernando Leite Couto em parceria com a revista supracitada pertencente à Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e esteve ao lado do pintor a actriz e cineasta Gigliola Zacara.

Cultura

Michael Nivorocha estreia-se na poesia com “A Viagem na Imaginação”

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A cidade de Nampula acolhe está quarta-feira, 30 de Abril, às 18h30, o lançamento, da obra de estreia do escritor Michael Nivorocha, no ruby- casa de hóspedes backpacker.

De gênero poético o livro promete levar leitores numa travessia pelos universais da memória, dos sonhos e da Identidade. Embora seja a primeira obra do autor a obra já desperta curiosidade no meio cultural moçambicano pela sua proposta lírica intimista.

Refira-se O lançamento acontece num momento em que Nampula tem ganhado destaque por iniciativas culturais independentes.

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Cultura

Camões acolhe lançamento de “Uma Pele Secreta”, de Suzana Machamale

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O Camões – Centro Cultural Português será palco do lançamento do livro “Uma Pele Secreta”, da escritora Suzana Machamale, no próximo dia 30 de abril, às 17h30. A obra é publicada sob a chancela da Editora Kulera.

“Uma Pele Secreta” conta a história de Hadrian e Ludwig, dois irmãos profundamente ligados, apesar das suas diferenças marcantes.

Há cerca de três anos, um acontecimento abalou o mundo de Hadrian, deixando-o emocionalmente fragilizado. Ludwig, ainda que por vezes sem tacto, tenta ajudá-lo a reerguer-se mas sem sucesso.

A narrativa mergulha em temas como laços familiares, dor, resiliência e os limites do amor entre irmãos.

Suzana Machamale nasceu a 24 de agosto de 1991, na cidade da Beira, Moçambique. É formada em Sociologia e encontrou na escrita o seu principal meio de expressão.

Estreou-se na literatura com “As Raízes do Rei”, o primeiro volume da tetralogia “Príncipes Sangrentos”.

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Cultura

O dia em que Samora negou a devolução do Gungunhana

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Gungunhana foi o último rei do Império de Gaza, em Moçambique. Destacou-se pela liderança em várias batalhas contra as forças coloniais portuguesas, tendo, porém, sido capturado em 1895.

Capturado e exilado

Após a sua captura, juntamente com a sua família, foi exilado para os Açores (Portugal), onde permaneceu até à sua morte, em 1906.

O regresso à terra natal

Em 1983, quase 10 anos após a independência, Samora Machel visitou Portugal e tinha um pedido especial: a devolução dos restos mortais de Gungunhana, o último rei de Gaza.

“Foi uma tentativa, primeiro, de se reconciliarem enquanto Estados e enquanto nações, de procurarem esquecer o passado”, afirmou Ungulani Ba Ka Khossa, escritor moçambicano.

Expectativa vs. realidade

Quando chegou a Portugal, Samora encontrou uma urna muito pequena, até porque era mais a questão simbólica da terra onde Gungunhana havia sido sepultado.

Pequena para a dimensão de um rei

Samora Machel “rejeitou” a urna. O que ele queria era um caixão que expressasse a dimensão de Gungunhana perante o povo moçambicano.

Quase dois anos depois, Samora Machel regressou a Portugal para receber a urna que levaria os restos mortais de Gungunhana de volta a Moçambique.

Urna digna de um rei

No regresso a Maputo, a urna desfilou por várias ruas da cidade, perante a multidão, até à sua última morada: a Fortaleza de Maputo.

A última morada

A urna pesa 225 kg, esculpida por Paulo Comé sob a direcção de Malangatana Ngwenya, artista plástico moçambicano, e tem José Freire como arquitecto da obra.

Fonte: Quando Portugal Raptou um Rei

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